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Sábado 21.mai.2022

Ano X - Nº 488

Coluna

Pesquisadores desenvolvem tecnologias sociais de baixo custo e melhoram a vida de comunidades do Pantanal

Tecnologias adaptadas para as condições naturais do Pantanal beneficiarão dez comunidades pantaneiras

Postado em 07 de Julho de 2014 - Redação Semana On

Iniciativa estima atender cerca de 90 famílias que devem receber orientação para a construção de pequenas turbinas eólicas, filtros biológicos de água e biodigestores para produção de gás. Iniciativa estima atender cerca de 90 famílias que devem receber orientação para a construção de pequenas turbinas eólicas, filtros biológicos de água e biodigestores para produção de gás.

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Iniciado em outubro do ano passado, projeto executado pela Ecoa em parceria com estudantes da Universidade Estadual Paulista (UNESP) - campus de Ilha Solteira (SP) - e também estudantes da University of Michigan, nos Estados Unidos visa melhorar a qualidade de vida das populações pantaneiras através das tecnologias sociais adaptadas e de baixo custo.

Com uma equipe formada por 35 pessoas das três organizações participantes, esta iniciativa estima atender cerca de 90 famílias que devem receber orientação para a construção de pequenas turbinas eólicas, filtros biológicos de água e biodigestores para produção de gás.

Após uma expedição, realizada em dezembro do ano passado, quando os pesquisadores puderam conhecer as necessidades das populações e as características naturais da região pantaneira, foi iniciado em maio o trabalho direto com as comunidades com ações demonstrativas, desenvolvimento de técnicas de implantação e transferência do conhecimento de acordo com as condições locais.

Implantação

André Luiz Siqueira, coordenador do projeto e presidente da Ecoa, explica que após a primeira viagem “os pesquisadores iniciaram o processo de adaptação das tecnologias já existentes para as condições e realidade do Pantanal e também realizaram testes em laboratório e de campo e que agora estão sendo apresentadas para as famílias”.

Segundo Cássio Thomé de Faria, doutor pela Virginia Tech (EUA) e coordenador geral de desenvolvimento tecnológico do projeto, o importante desta iniciativa é que ela vai além do aspecto social, pois a idéia é que as comunidades se apoderem destas tecnologias e passem a adaptar/transformar, encontrando soluções locais e ainda mais especializadas a sua própria realidade.

“Estamos trabalhando com um novo conceito de engenharia, em que as soluções tecnológicas apresentadas têm que estar alinhadas com a capacidade técnica e de manufatura das comunidades. Esta mudança implica que os projetistas devem conhecer a fundo a tecnologia a ser implementada e assim, propor soluções criativas que sejam adaptadas a realidade local das populações”, ressalta Cássio.

Com o apoio da Fundação Itaú Social o projeto tem duração de 18 meses. Neste momento está sendo feita uma reavaliação da programação original e das próprias ações devido à excepcional cheia que ocorre nas regiões atendidas e que pode ter uma duração prolongada.


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