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Domingo 28.nov.2021

Ano X - Nº 469

Coluna

Exodus - De onde eu vim não existe mais

O ser humano em sua condição mais absurda

Postado em 29 de Setembro de 2017 - Danilo Custódio

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Desnudando a fragilidade da vida de seis imigrantes, Exodus - De onde eu vim não existe mais promete nos conduzir por uma reflexão acerca da vida de maneira única e visceral. A condição do não pertencimento provocados pelas situações desumanas e absurdas documtadas por Hank Levine é algo que mexe com a nossa própria percepção sobre o outro. E você pode nunca ter ouvido falar do alemão naturalizado brasileiro Hank Levine, mas com certeza conhece algumas obras que ele já produziu em terras tupiniquins, como Cidade de Deus e Praia do Futuro, por exemplo.

A realização de Exodus contou com a produção do estúdio do próprio diretor - que também assina como roteirista e produtor - em parceria com a O2 Filmes, com co-produção de WDR, RBB, Claraluz Filmes, Globo Filmes e Globo News. Com narração de Wagner Moura e Jule Böwe, o documentário promete provocar empatia com histórias que podem ser multiplicadas aos milhares, considerando que a situação da imigração mundial atinge níveis cada vez mais lastimáveis. Exodus é uma das estreias nacionais da semana e chega ao circuito comercial brasileiro com forte distribuição da O2 e da Paris Filmes. Bora conferir?

Niterói, Cidade Audiovisual

Assim se chama o projeto encabeçado pela prefeitura fluminense e articulado junto à Ancine e Ministério da Cultura, que prevê a implementação de algumas iniciativas para transformar Niterói no maior pólo de produção audiovisual do país. Para isso, a cidade promete um investimento anual em editais na ordem de 6 milhões de reais destinados ao fomento de longas, médias e curtas metragens para cinema e TV, além de outras iniciativas como a conclusão das obras do Centro Petrobrás de Cinema, a criação do Niterói Film Fest Comission, a construção do primeiro museu interativo de cinema do país, a redução da alíquota de ISS cobrado do setor audiovisual de 5% para 2% e um festival internacional de cinema que promete valorizar também outros produtos audiovisuais (séries, webséries, vídeos por demanda e programas de televisão), com um investimento de R$ 5 milhões e que já tem sua primeira edição prevista para o primeiro semestre de 2018.

Enquanto isso em Brasília

Depois que Sá Leitão desertou da Ancine para se tornar Ministro da Cultura desse governo ilegítimo que satisfaz apenas 3% dos brasileiros, Alex Braga Muniz é aprovado pelo Senado para dirigir esse projeto lindo, que carrega consigo um dos mais preciosos tesouros desse país: nosso cinema. O cara é formado em Direito pela UFRJ e se especializou em Direito Público na UnB. É membro da Advocacia-Geral da União há quinze anos e da Ancine há quatorze, inicialmente ocupando o cargo de Coordenador de Consultoria da Procuradoria Federal junto à agência e nos últimos oito anos ocupando o cargo de Procurador-Chefe da Procuradoria Federal na casa. Isso até a última quarta (27), porque desde então Alex assina como diretor da Agência Nacional do Cinema e já mandou seu recado, acalmando os mais aflitos: "Temos que considerar o Fundo (FSA) como mecanismo de desenvolvimento econômico regional e local [...] As mudanças, revisões e aperfeiçoamentos devem ser públicos, por meio de processo de participação coletiva, com escuta e ponderação dos envolvidos a produzir uma solução adequada ao desenvolvimento pleno da atividade audiovisual". Seria uma luz no fim do túnel?


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