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Quinta-Feira 19.mai.2022

Ano X - Nº 487

Coluna

A gestão pública e o papel do administrador

A condução das ações dos governantes reflete-se na situação do país

Postado em 22 de Setembro de 2017 - Josceli Pereira

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Ainda estamos longe da conscientização dos nossos governantes em observar o lado formal e necessário da indicação de profissionais de administração na condução das gestões administrativas das entidades públicas. Costumeiramente as indicações de gestão pura de administração são preenchidas por apadrinhamento político. Tudo isto fruto da velha prática de acomodação de interesses de grupos, quando das disputas eleitorais. A escolha recai com o fundamento do apoio na eleição e não na capacidade técnica do conhecimento cientifico para desenvolvimento das atividades de gestão.

Se observarmos a condução das ações dos governantes na história, encontraremos claramente esta situação no Brasil. A administração da cousa pública invariavelmente tem primado pelo descumprimento, por seus agentes, dos princípios fundamentais que devem regê-la: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, a famosa sigla (LIMPE) que fortalece a Administração Pública e encontra-se expressa na Constituição Federal (Art. 37).

No momento em que os nossos dirigentes políticos começarem a pautar pela estrita a observância dos princípios na Legalidade: onde os atos sejam baseados na lei; Impessoalidade: prescreve que a atividade do Estado deve ser destinada aos cidadãos em geral, sem quaisquer discriminações; Moralidade: demonstra que não basta que o ato seja amparado pela lei, é preciso que ele não seja reprovável pela moral comum; Publicidade: conduz no sentido de que os atos devem ser transparentes aos administrados, por serem exercidos com base em delegação; e Eficiência: baseia na noção de obrigação de meios.

Nosso sonho (quase utópico) seria que nas instituições públicas o administrador elaborasse, coordenasse e avaliasse políticas que têm como objetivo atender às diversas demandas, principalmente nas áreas da saúde, educação, assistência social. Ao elaborar uma política pública, ele estabelece seus objetivos e suas diretrizes, analisa a viabilidade das linhas de financiamento com recursos públicos, acompanha licitações e controla o orçamento.

Encontramos hoje na imprensa nacional inúmeras reportagens destacando o desperdício de recursos financeiros em razão da incapacidade dos seus agentes gestores em promover a prática correta de administrar.

Precisamos dar início à conscientização do segmento político e criar mecanismos de controle sobre a necessidade da inserção correta do administrador nas gestões públicas. A burocracia tão combatida pela sociedade é a garantia da eficiência de uma imparcialidade da aplicação dos recursos. Ela precisa ser encarada de forma correta. Sem controle efetivo das ações publicas corremos o risco da subjetividade do gestor de plantão.

A sociedade poderá exercer papel fundamental nesta reflexão, pois além de ser o objetivo da administração pública, é a mantenedora dos recursos (tributos) que geram as atividades do governo.

Sendo assim, não poderemos mais aceitar passivamente que os gestores políticos não observem a necessidade de constituir os cargos de gestão administrativa por indicações que não atendam a capacidade cientifica que o cargo requer.

Pense nisto.


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