Semana On

Quinta-Feira 19.mai.2022

Ano X - Nº 487

Coluna

Pendular

A dificuldade de diálogo nas relações afetivas

Postado em 21 de Setembro de 2017 - Danilo Custódio

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Um escultor e uma bailarina se apaixonam e decidem morar juntos em uma casa que também se torna o local de trabalho de ambos. Ali, passam a viver cada um no seu espaço, no seu mundo, confinado nos seus pensamentos. Pendular, de Júlia Murat, é uma das estreias tupiniquins da semana e chega com muita moral depois de uma impressionante passagem pelos principais festivais de cinema do mundo, onde colecionou troféus importantes, com destaque para o Prêmio da Crítica que recebeu da Federação Internacional de Críticos de Cinema durante o Festival de Berlim em fevereiro desse ano.

Júlia nos convida a observar de um lugar seguro, como se espiássemos pelo buraco de uma fechadura, a vida desse casal. Dali, observamos um cotidiano como qualquer outro: amigos, trabalho, diversão, sexo, lembranças do passado... Observamos também os movimentos pulsantes da dança e as formas físicas das artes plásticas. Um filme lindo, que nos faz refletir acerca de até onde nossa liberdade pessoal pode interferir no espaço alheio. Bora conferir? Então fique ligado na fanpage para descobrir onde assisti-lo e programe-se!

Bingo, o rei do Brasil

Depois de ser escolhido para representar o Brasil na disputa por uma das 4 vagas de finalista na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano do Prêmio Goya 2018, oferecido pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, Bingo, o Rei das Manhãs também foi anunciado como o representante tupiniquim para concorrer a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018. O anúncio foi feito no último dia 15 pela Academia Brasileira de Cinema, que escolheu o filme por meio de uma comissão presidida por Jorge Peregrino – diretor vice-presidente da ABC – e por seis membros da Academia: André Carreira, Iafa Britz, David Schurmann, Doc Comparato, João Daniel Tikhomiroff e Miguel Faria Júnior. Mas será que a história desse palhaço vai agradar lá fora? Fico na torcida para que sim, porque é simplesmente um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos, com toda certeza.

O cinema por outras lentes, para outras janelas

Depois de se afastar das gravações do Liga da Justiça, que está sendo produzido pela DC Entertainment e pela Warner Bros, o diretor Zack Snyder anunciou seu novo filme. Trata-se de um curta metragem inspirado na violência da máfia e dos abusos domésticos dos anos 20, que foi lançado no último dia 19 através do aplicativo Vero, uma plataforma de mídia social da qual Snyder é embaixador. O filme faz parte de uma proposta para desconstruir o cinema Hollywoodiano, que a cada ano fica mais caro, passa a ser ambientado em universos cada vez mais épicos, com equipes cada vez mais numerosas, levando mais tempo para ser realizado, com mais efeitos especiais e por ai vai... Para mudar essa matemática, a proposta do novo projeto de Snyder é o de olhar o cinema através de uma nova lente, realizando-o ao longo de alguns dias, com um pequeno grupo de pessoas. Rodado com uma câmera de i-Phone, Snow Steam Iron conta a história de uma mulher que se vinga dos abusos que sofreu pelas mãos um policial e marca mais uma rara passagem do diretor na direção de filmes curtos, que incluí um vídeo clipe para Morrissey, o documentário para TV Superman 75 e o curta The Lost Tape, ambientado no seu ramake de Dawn of the Dead. Em seu Twitter, Zack Snyder publicou no ato da divulgação do curta: “What can you do with your talented friends & family, no money and a weekend?”. Confira abaixo o filme na íntegra!


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