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Domingo 28.nov.2021

Ano X - Nº 469

Coluna

Zeca nega pacto com Azambuja e André e diz que PT vai disputar o governo de MS

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 18 de Agosto de 2017 - Marco Eusébio

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Zeca do PT negou em nota à imprensa que esteja conversando com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e com o ex-governador André Puccinelli (PMDB) visando um pacto para as eleições de 2018, conforme divulgou ontem o Correio do Estado. O presidente estadual do PT diz que seu partido vai lançar em outubro seus pré-candidatos ao governo de MS e ao Senado. Acontece que Zeca é o principal nome do PT no estado e seria o candidato natural do partido ao governo. Mas ele tem repetido desde o ano passado que quer disputar o Senado. Vai daí que, como já aconteceu em outras eleições, candidaturas menos expressivas ao governo não inviabilizaria qualquer acordo que possa contemplar os três maiores partidos regionais.

Descontentes com Zeca, antigos militantes deixam PT e pode haver debandada

Dois antigos militantes do PT se desfiliaram do partido nesta semana em Campo Grande: Kelly Cristina Costa, ex-secretária de Finanças e (agora ex) dirigente nacional do partido; e Marquinhos Nogueira, um dos demitidos do diretório estadual sob a presidência do deputado federal Zeca do PT que entraram na Justiça do Trabalho contra a sigla por não receber direitos trabalhistas. As desfiliações devem abrir a porta para a saída de outras lideranças e militantes dos movimentos indígena, de mulheres, de combate ao racismo, LGBT e até sindicalistas. "As cartas de desfiliações estão sendo assinadas pelas lideranças e filiados comuns e serão entregues de uma vez só, em um ato coletivo", disse um dos descontes ao Blog. Kelly, que por anos foi assessora de Zeca e atuou na coordenação de sua campanha para deputado federal, e Marquinhos, dizem que continuarão militando na esquerda, mas rejeitam integrar a sigla sob comando do ex-governador. Na carta de desfiliação que publicou no Facebook, Nogueira diz: "Militando no PT aprendi a lutar contra a opressão e pelas garantias dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, diante do ocorrido em MS e o silêncio dos nobres parlamentares petistas e da direção nacional, não posso mais permanecer filiado neste partido. Sigo firme na militância de esquerda e na luta por nenhum direito a menos".

PMDB terá novo presidente para comandar a sigla durante as eleições de 2018 em MS

Ulisses Rocha será reconduzido à presidência do Diretório Municipal do PMDB de Campo Grande, por consenso das lideranças, durante convenção no próximo sábado das 8 às 11h na sede da sigla na Capital. A direção estadual vai ter mudança. Na convenção prevista para novembro, ainda sem data marcada, o deputado Júnior Mochi deixará a presidência. Os cotados para ocupar o cargo e comandar o partido nas articulações para as eleições de 2018 são, por ordem alfabética, o ex-governador André Pucinelli e os senadores Moka e Simone Tebet.

Delcídio e os 'Angels sem moto' do Lula

Da coluna Painel, da Folha de S.Paulo: "– 'O MST vai escoltar Lula na caravana. Lembra Mick Jagger em Altamont, quando os Hells Angels fizeram segurança dos Rolling Stones!' Do ex-senador Delcídio do Amaral, ironizando a estrutura montada para o giro que Luiz Inácio Lula da Silva fará pelos Estados da região Nordeste.”

Deputado federal rebate críticas sobre ter se aposentado como médico de MS

O deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) agora é médico aposentado, aos 62 anos de idade, pelo serviço público estadual de Mato Grosso do Sul, com salário integral, conforme decreto do governador Reinaldo Azambuja publicado nesta semana no Diário Oficial. Questionado sobre críticas que circulam na internet sobre integrar a base de Michel Temer, cuja proposta da Reforma da Previdência original prevê 65 anos de idade e 49 de contribuição para aposentadoria integral, Geraldo respondeu que poderia ter optado pela aposentadoria de deputado, cujo valor é três vezes maior do que os cerca de R$ 10 mil mensais que receberá como médico aposentado, mas preferiu se aposentar como servidor do Estado. E frisou que sua aposentadoria está dentro da lei. "Se somar os mandatos de vereador por Dourados, de deputado estadual e aqui no Congresso, eu já teria tempo para me aposentar quase que com o salário integral de um deputado federal (cerca de R$ 33 mil atuais). Como médico, atuei mais de 20 anos em postos de saúde na periferia e na zona rural de Dourados e conciliei o trabalho com meus mandados de vereador e de deputado estadual, atendendo quem estivesse na fila, quase sempre extrapolando o horário. Continuei pagando a previdência estadual (Ageprev) e abri mão da aposentadoria parlamentar", afirmou, por telefone, de Brasília, o deputado, informando que depois de se eleger federal pediu licença não-remunerada da atividade de médico. Geraldo Resende lamentou críticas na internet dizendo que ele votou a favor da Reforma da Previdência. "A reforma nem foi votada ainda. As pessoas se acostumaram a criticar o político apenas por criticar, sem se informar. Mesmo votando, minha aposentadoria está dentro de todos os critérios, seja na atual legislação, seja na prevista pela reforma para me aposentar com proventos integrais, pois estarei na regra de transição 35 anos de trabalho e 62 anos de idade" disse o deputado, que também mandou uma mensagem de voz via WhatsApp.

Autistas deverão ter prioridade em filas

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) deverão entrar na lista de prioridade no atendimento em filas de estabelecimentos comerciais, de serviços e similares em Mato Grosso do Sul, somando-se às gestantes, lactantes, mães com crianças de colo e portadores de necessidades especiais. Projeto neste sentido, de autoria do deputado Paulo Siufi (PMDB), foi aprovado em segunda votação por unanimidade na Assembleia. Para virar lei, a matéria depende agora do governador Azambuja, que pode sancionar ou vetar a proposta.

'Odilon, réu de si mesmo' - o filme

Está em Campo Grande nesta semana equipe da produtora que fez o filme "Polícia Federal - A lei é para todos" sobre a operação Lava Jato. O objetivo é fazer um documentário sobre o juiz federal Odilon de Oliveira. Conforme me contou o vereador Odilon Júnior, o filme sobre o pai dele vai se chamar "Odilon, réu de si mesmo".

Deputado quer Cadastro de Racistas em MS

Depois do Cadastro de Pedófilos que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública deve colocar em seu site até o mês que vem, conforme lei proposta pelo deputado Coronel David (PSC) e sancionada pelo governador Azambuja, Mato Grosso do Sul poderá ganhar um Cadastro de Condenados por Racismo ou Ijúria Racial para que a população possa ver, também no site da Sejusp, quem são os autores desse tipo de crimes no estado. Projeto neste sentido foi apresentado hoje na Assembleia pelo deputado estadual Amarildo Cruz (PT). "É uma maneira de tentar reduzir o crime de racismo aqui em Mato Grosso do Sul, que muitas vezes passa como uma brincadeira, mas que na verdade atinge muitas pessoas, causando traumas e problemas irreversíveis ao longo da vida", justificou Amarildo.


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