Semana On

Segunda-Feira 06.dez.2021

Ano X - Nº 470

Coluna

Prefeitura arrecada mais, mas deve muito, diz prefeito

Dívidas da gestão passada são justificativas para a crise

Postado em 26 de Fevereiro de 2017 - Gustavo Bonotto, Mayara Fernandes, Raquel de Oliveira e Vinicius Batista – sob a orientação do professor Victor Barone

Foto: Divulgação

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A Prefeitura de Campo Grande encerrou no dia 11 de fevereiro a sua campanha de negociação de débitos, arrecadando cerca de R$ 232 milhões de reais entre o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o REFIS (Programa de Conciliação Fiscal). No último dia 13, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) destacou, ao lado do secretário municipal de Finanças, Planejamento e Controle, Pedro Pedrossian Neto, que apesar do aumento da arrecadação as dívidas da Capital ainda são muito altas.

Em relação a gestão passada, do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), os números do REFIS saltaram de R$ 9 milhões para R$ 17 milhões e o IPTU totalizou R$ 185 milhões, contra R$ 162 milhões do ano passado.

“Aumentou a arrecadação? Aumentou, mas nós já pagamos de passivo R$ 183 milhões. Repito: esse valor aqui era para estar sendo investido na cidade, na saúde, na educação, na habitação, na segurança pública e até estarmos discutindo o reajustes de funcionário público e não ter assumido contas da gestão anterior, que além de não ter pago não provisionou tais valores” comentou o prefeito.

O vereador Eduardo Romero (REDE) disse que a arrecadação do IPTU deve ser aplicada na manutenção dos serviços da cidade. “Ao contrário do que as pessoas pensam, o IPTU não é exclusivamente para o reparo de ruas ou iluminação pública, são para todas as demandas da prefeitura, como as despesas com pagamentos e investimentos em serviços de obras públicas”, disse.

Eduardo ainda destacou que é necessário trabalhar com transparência para que a sociedade realmente tenha conhecimento da aplicação do dinheiro público, e deixou claro que a atual situação financeira de Campo Grande não deve ser atribuída somente a gestão passada, a qual ele considera desqualificada.

“Mas vamos ser justos, não foram apenas os erros da gestão anterior. Já visávamos antes os problemas com pagamentos dos profissionais, além de investimentos e contratos anteriores. Resumindo, a infelicidade de uma gestão desplanejada e desorganizada que gerou essa grande crise atual, que deixou mais de 256 milhões de reais em dívidas. Porém acredito que serão necessários dois anos para equilibrar todas as contas”, argumentou.

Sobre o relacionamento entre a Câmara Municipal e a Prefeitura, Romero disse que há diálogos e gestos no Executivo e Legislativo, porém ainda é cedo para saber se a relação será positiva. O vereador destacou que o mais importante não é manter ‘amizade’ com a Prefeitura, mas sim cobrar eficiência.


Voltar


Comente sobre essa publicação...