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Domingo 28.nov.2021

Ano X - Nº 469

Coluna

Operação tapa-buracos já recuperou 14km em Campo Grande

Após 50 dias de obras o saldo é positivo, mas o grande inimigo é a chuva

Postado em 26 de Fevereiro de 2017 - Izabela Martins, Karla Silva,Luiza de Paula, José Lindival e Kethyn Freitas - sob orientação do professor Victor Barone

Dos R$ 50 milhões da parceria entre a Prefeitura e Governo do Estado, destinados para a operação tapa-buracos, cerca de R$ 7 milhões já foram gastos Dos R$ 50 milhões da parceria entre a Prefeitura e Governo do Estado, destinados para a operação tapa-buracos, cerca de R$ 7 milhões já foram gastos

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A operação tapa-buracos, promovida pela Prefeitura de Campo Grande, em parceria com o Exército, completou essa semana pouco mais de 50 dias. Não fossem os dias de chuva, que, segundo a Prefeitura, interrompem o serviço, a capital poderia ter ultrapassado os 14 quilômetros de vias que já receberam reparos.

Dos R$ 50 milhões da parceria entre a Prefeitura e Governo do Estado, destinados para a operação tapa-buracos, cerca de R$ 7 milhões já foram gastos, segundo o executivo municipal, com um custo médio de R$ 68,34 o metro quadrado. São cerca de 20 toneladas de asfalto por dia, para tentar sanar o problema que tem tirado o sono dos campo-grandenses.

Com um cronograma diário, as 27 equipes que atuam no serviço estão divididas em dois grupos. Um continua a operação tapa-buraco, enquanto outro atua na recuperação do trabalho danificado com as chuvas.

Além das equipes de tapa-buracos, 120 equipes do Exécito também estão nas ruas, ajudando no recapeamento. O Major Márcio Augusto, do 9º Batalhão de Engenharia de Construção, comadante das tropas de obras, disse que sua prioridade é a pavimentação das Ruas Guia Lopes da Laguna e Marechal Deodoro, da Avenida Bandeirantes e da Rua Brilhante, respectivamente. Todas são corredores de ônibus. No último dia 17, um avião Hércules C-130 foi ao Haiti buscar mais máquinas, que estavam a serviço da ONU, para complementar os trabalhos. A expectativa é que em Maio, após o período das chuvas, as equipes possam trabalhar com mais celeridade.

Segundo o fiscal de obras da Prefeitura, Antônio Salomão, as obras estão concentradas, inicialmente, em vias de maior tráfego, entre elas as ruas e avenidas por onde trafegam os ônibus do transporte coletivo urbano, e em bairros mais populosos, onde o comércio é forte. Restando ainda mais de 200 mil buracos a serem fechados – sem contar os novos, que surgem com a chuva e com a deterioração da capa asfáltica – os motoristas terão um longo caminho a percorrer antes de ver normalizada a situação.

Segundo a Prefeitura de Campo Grande, todo o trabalho está sendo fiscalizado para garantir sua realização e qualidade. O fiscal Antônio Salomão, disse que cada equipe de trabalho conta com dois fiscais da Prefeitura, medindo todo o serviço executado e documentando com fotos e vídeos.

Na região das Moreninhas, o borracheiro Odair Ferreira Calixto - que há seis anos atua no bairro - conta que, no último ano, teve um aumento de 40% no serviço, e que, para atender a demanda, precisou estender seu horário de trabalho. Ele disse ainda nunca ter visto um ano de tanto movimento no seu negócio. Sobre a operação tapa-buracos – que já foi iniciada na região - ele espera resultados positivos. “Até eu já fui vítima dos buracos na cidade”, confessa, mostrando que, em seu caso, o ditado que afirma que em casa de ferreiro o espeto é de pau se aplica perfeitamente.


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