Semana On

Domingo 28.nov.2021

Ano X - Nº 469

Coluna

A barbeiragem do André

A política em MS sob as lentes do jornalista Marco Eusébio

Postado em 10 de Fevereiro de 2017 - Marco Eusébio

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Indagado sobre o arranhão no Fiat Uno "Ferrari", o ex-governador André Puccinelli (PMDB), que é tido como hábil ao volante, foi supersincero e admitiu: – "Foi barbeiragem minha na garagem do prédio. A coluna estava no ponto cego do retrovisor, eu não vi e raspou na faixa amarela." Puccinelli disse que, por enquanto, não pretende mandar o possante pra oficina: – "O cara pediu quinhentão pra consertar. Vai ficar assim", afirmou.

 

Deputado de MS integra a comissão da Reforma Trabalhista

O deputado federal Elizeu Dionizio (PSDB-MS) é um dos integrantes da comissão especial que vai discutir a Reforma Trabalhista. O deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) foi eleito presidente e o Rogério Marinho (PSDB-RN) confirmado na relatoria. A comissão responsável por reformular as leis trabalhistas vigentes no País iniciará os trabalhos na próxima terça-feira, quando será proposto cronograma para ouvir centrais sindicais, associações e trabalhadores. "Minha participação vai ser pautada pela defesa dos trabalhadores, principalmente do agronegócio, de forma a assegurar direitos e o emprego", disse Dionizio via assessoria.

 

“Dar tiro agora pode ser tiro no pé”, diz Marun sobre atos contra Reforma da Previdência

Indagado sobre os protestos promovidos por sindicatos de policiais no Congresso ontem contra a reforma da previdência, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), presidente da comissão especial criada pela Câmara para analisar a matéria, disse o seguinte: "Todos serão ouvidos e considerados. Querer 'dar tiro' agora pode ser tiro no pé". Marun acrescentou que a participação popular nas sessões da comissão está liberada: “A princípio, preservados os espaços dos deputados, assessores e imprensa, será permitido o acesso de populares, em número compatível com a capacidade do plenário, que não poderão obstruir o andamento dos trabalhos. Espero ser possível conduzir assim", explicou.

 

Senado aprova reforma do Ensino Médio

O Senado aprovou por 43 votos a favor e 13 contra a Medida Provisória do Novo Ensino Médio, com segmentação de disciplinas segundo áreas do conhecimento e implementação do ensino integral. O texto aumenta a carga horária das atuais 800 horas anuais para 1.000 horas e divide o currículo entre conteúdo comum e assuntos específicos de uma das áreas que o aluno deverá escolher (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica). Já aprovada na Câmara, a matéria segue agora para a sanção do presidente Michel Temer para virar lei.

"Não se pode ignorar que, neste exato momento, há jovens dentro de salas de aula precarizadas, ouvindo aulas maçantes e enciclopédicas, sem perspectiva para o futuro. Há ainda muitos outros que nem mesmo matriculados estão, pois precisam trabalhar. Há um terceiro grupo para o qual os horizontes são ainda mais nebulosos, pois não trabalham nem estudam, constituindo a chamada 'geração nem-nem'. Em suma, a mudança no ensino médio precisa começar o mais rápido possível, pois é a partir dela que esboçaremos novos padrões para a plena realização dos potenciais de nossa juventude, fenômeno essencial para o desenvolvimento sustentável do país", disse o senador Pedro Chaves (PSC-MS), relator do projeto.

 

Deputado propõe seguro obrigatório para obras públicas em Mato Grosso do Sul

Visando garantir a conclusão de obras e serviços contratados pelo Governo de MS, o deputado Cabo Almi (PT) apresentou na Assembleia projeto de lei obriga a contratação de um seguro para os projetos públicos em Mato Grosso do Sul. A proposta prevê que cada obra, cada projeto ou serviço orçado acima de R$ 3 milhões deve ser feita uma apólice específica, com valor segurado equivalente a 100% do valor contratado ou licitado. Em caso de desistência, negligência ou abandono da obra, a seguradora garantirá o cumprimento total do contrato. O texto também prevê que a fiscalização para garantir a conclusão da obra no prazo estabelecido fica a cargo da seguradora. "Evita-se, assim, que a fiscalização recaia sobre o Poder Público, cujos agentes têm se mostrado, muitas vezes, suscetíveis aos interesses privados", justificou Almi.

 

Contra união do PT com Bernal e Chaves, Zeca dispara: “Deve ter dedo do dedo duro”

Zeca do PT reagiu duramente contra declarações do presidente estadual de seu partido, Antonio Carlos Biffi, que cogitou uma articulação com o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) e com o senador Pedro Chaves (PSC) para enfrentar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nas eleições de 2018. "Sou contra essa articulação com Bernal por conta da desastrosa gestão em Campo Grande, e contra a união com o Pedro Chaves pelo seu apoio ao golpe dado a democracia brasileira que tirou a presidenta Dilma. Isso deve ter dedo do dedo duro", disparou o deputado federal. Quando fala em "dedo duro", Zeca se refere a Delcídio, em alusão à sua delação premiada na Lava Jato. Para o ex-governador, o ex-senador ainda teria influência no comando de Biffi no PT regional. Para Zeca, há uma divisão no partido com uma ala "delcidista" indo para o lado de Chaves, e outra, contra os "golpistas".

 

Kemp cobra rigor contra médicos que fizeram comentários maldosos sobre Marisa Letícia

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) vai acionar o Conselho Federal de Medicina (CFM) pedindo rigor contra o que chama de "sadismo" do médicos neurocirurgião Richam Faissal Ellakkis, deligado pela Unimed, e reumatologista Gabriela Munhoz, demitida pelo hospital Sírio-Libanês, que teriam vazado informações sigilosas sobre o tratamento de Marisa Letícia Lula da Silva e feito comentários maldosos em grupos de WhatsApp sobre paciente, que veio a falecer. "Esses fdp vão embolizar ainda por cima”, escreveu o médico no grupo, em referência ao fechamento de um vaso sanguíneo para diminuir o fluxo de sangue em determinado local. "Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela", emendou Ellakkis. Ambos estão sob investigação do Conselho Regional de Medicina em São Paulo (CRM-MS). "A postura dos profissionais revela falta de ética e de compromisso e respeito ao próximo. (...) Isso é repugnante!”, disse Kemp, ontem, na tribuna da Assembleia.


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