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Quinta-Feira 11.ago.2022

Ano X - Nº 499

Coluna

Como se assumir LGBT no trabalho

Psicóloga especialista em RH explica a melhor maneira de agir no ambiente profissional.

Postado em 28 de Janeiro de 2017 - Beatriz Fontes - Igay

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Estar no ambiente profissional sendo LGBT é, sem sombra de dúvida, um desafio. Muitas perguntas surgem quando se entra em um novo emprego: como se assumir? Será que é preciso se assumir? O que fazer se ouvir alguma piada ou comentário preconceituosos por parte de colegas de trabalho?

A fim de refletir acerca dessas questões, perguntamos para Lídia Dupuit, psicóloga especialista em Recursos Humanos, como se assumir no trabalho.

O primeiro ponto que Dupuit ressalta é a particularidade das relações interpessoais no ambiente profissional brasileiro. "[No Brasil,] o trabalho é uma esfera social importante", aborda a psicóloga, afirmando que "as pessoas se envolvem mais pessoalmente no ambiente de trabalho" que em outros países ao redor do globo. A linha que delimita vida profissional e vida pessoal é mais frágil, e isso faz com que exista uma pressão para se assumir, "como se você sentisse que as pessoas estão cobrando isso de você".

No entanto, Dupuit afirma que "ninguém deve se sentir pressionado a falar sobre sua vida pessoal no trabalho". "Você não precisa marcar uma hora específica para falar [sobre sua sexualidade] com seu colega ou chefe ou alguma outra autoridade", ela completa. 

Isto posto, a melhor maneira de se portar no trabalho, defende a psicóloga, é com naturalidade. "Se você não tratar isso como um tabu, as pessoas tendem a reagir com uma maior naturalidade e respeito, ao invés de demonstrar medo, receio, como se sua sexualidade fosse algo proibido e precisasse estar escondida", declara.

Assédio ou constrangimento

Há momentos, porém, que se fará necessário tratar a questão formalmente, como em casos de assédio moral ou sexual relativos à sexualidade dentro da empresa. "Se você sentir que está sendo alvo de algum tipo de agressão, fisica ou psicológica, deve procurar primeiramente o setor de RH da empresa, que deverá acompanhar o caso e fornecer feedbacks à vitima", orienta Dupuit.

A psicóloga completa que "se nada for feito e você continuar sofrendo as consequências disso, você pode procurar o sindicato, o conselho profissional da sua região, o ministério público, as comissões de direitos humanos, a justiça do trabalho, dentre outros". "Não faltam orgãos que podem te ajudar nessa questão (como se assumir no trabalho) e implicar a empresa em um processo juridico", conclui.


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