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Quinta-Feira 19.mai.2022

Ano X - Nº 487

Coluna

UFMS ocupada... por carros

O crescimento exacerbado do número de veículos nas cidades brasileiras começa a causar sérios problemas de espaço urbano.

Postado em 27 de Março de 2014 - Gerson Martins

O aço e o petróleo são os grandes comandantes, atualmente, do motor mundial. O aço e o petróleo são os grandes comandantes, atualmente, do motor mundial.

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O ritmo frenético e esquizofrênico imposto pelo governo brasileiro ao considerar que a indústria automobilística seria o grande impulsionador do desenvolvimento, e ainda que ao facilitar a aquisição de veiculo próprio atenderia duas necessidades do brasileiro, uma ter seu próprio carro, símbolo de status e poder e segunda resolver o problema do transporte público. É certo também que esta política de “um carro para cada brasileiro” atende os interesses da indústria automobilística. Enquanto o governo brasileiro atende o interesse automobilístico, o governo dos Estados Unidos atende o interesse da indústria bélica. Ou seja, o aço e o petróleo são os grandes comandantes, atualmente, do motor mundial.

O caos urbano bate na porta de todos os brasileiros. Ruas e avenidas entupidas de carros, trânsito caótico e sem fluxo, poluição do ar porque os carros ficam parados no trânsito congestionado e a emitir toneladas de monóxido de carbono a cada segundo. Cidades como Campo Grande, com ruas largas e estruturas de quadras planejadas não se livram dos grandes congestionamentos nos horários de maior movimento de pessoas no ir e vir do trabalho. Essa situação aliada a um ineficiente, precário e mal planejado sistema viário compromete a vida do cidadão e a economia das cidades.

O campus da Universidade Federal em Campo Grande também é vítima dessa situação. Não há mais vagas de estacionamento. As áreas destinadas para os veículos, poucas, estão tomadas, ocupadas muitas vezes de forma irregular, veículos que chegam a ocupar três vagas, é o milagre da multiplicação. Um veículo que tem em média três metros e meio, um Gol, por exemplo tem 3,93 metros e um Palio ocupa 3,88 consegue ocupar um espaço de 12 metros. Isso é um verdadeiro milagre, da multiplicação.

Ruas e avenidas entupidas de carros, trânsito caótico e sem fluxo, poluição do ar porque os carros ficam parados no trânsito congestionado e a emitir toneladas de monóxido de carbono a cada segundo.

Na UFMS há poucas vagas para os veículos e agora como todo “mundo”, toda a população que frequenta a universidade tem seu carro, não há espaço para atender essa demanda. Uma das consequências dessa situação é que muitos professores e estudantes não conseguem atender os horários de suas atividades, além de circular por longo tempo pelas vias do Campus para conseguir a tão desejada vaga. Interessante destacar que o sistema viário da universidade, depois da expansão realizada por vários programas do Ministério da Educação, não sofreu qualquer alteração, ou seja, as vias de trânsito do local são as mesmas desde que a universidade foi construída.

Mesmo o acesso à UFMS está comprometido. O sistema viário denominado Morenão é inútil, pois os engenheiros de transito do município não conseguem resolver o congestionamento no local. A melhor resposta que encontram é colocar mais e mais semáforos e promover o lucro das empresas que são responsáveis pelos radares colocados nesses mesmos semáforos. O sistema viário do Morenão, com o viaduto de acesso ao campus da UFMS poderia resolver o problema sem a necessidade dos semáforos, mas está subutilizado.

Ainda, no interior do Campus e nesta situação de ocupação total dos espaços de veículos, se poderia abrir vias de ligação entre o Setor Bancário, CCHS diretamente com as vias que circundam o Morenão, entre outras possibilidades. Essa ligação permitirá criar novas vagas de estacionamento e facilitar o acesso ao CCHS e Setor Bancário.


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