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Segunda-Feira 06.dez.2021

Ano X - Nº 470

Coluna

Melhores do ano

Um breve olhar para o que rolou de melhor em 2015

Postado em 24 de Dezembro de 2015 - Danilo Custódio

Mad Max: Fury Road. Mad Max: Fury Road.

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O cinema é algo que nos transforma. Para isso, precisa dialogar com seu espectador. Sem aquele tal de vínculo empático, o filme deixa de ser interessante e perde, inclusive, sua razão de existir. Acredito que esse é o principal critério na hora de atestarmos a “qualidade” daquilo que assistimos. Nesse sentido, a verossimilhança acaba sendo a característica primordial a ser alcançada.

E existe cinema de todos os tipos e para todos os gostos. Filmes que nos fazem rir, chorar, que nos provocam medo ou susto, que nos encanta com possibilidades de outros mundos, de outras vidas, de outras existências e, acima de tudo, que nos fazem refletir. O produto audiovisual, seja ele artístico ou não, estimula nossos principais sentidos a ponto de nos fazer sentir de tal forma, que nos provoca no íntimo.

Sendo assim, elejo aqui os dez “melhores” filmes que assisti em 2015, considerando não apenas meu gosto pessoal ou a qualidade técnica e artística de cada obra, mas também a forma como dialogaram comigo, despertando dentro de mim reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais.

1 - Mad Max: Fury Road, de George Miller

2 - Minha Mãe, de Nanni Moretti

3 - Pasolini, de Abel Ferrara

4 - Últimas conversas, de Eduardo Coutinho

5 - Sniper Americano, de Clint Eastwood

6 - Amy, de Asif Kapadia

7 - O Sal da Terra, de Juliano Ribeiro Salgado e Wim Wenders

8 - Still Alice, de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

9 - Blackhat, de Michael Mann

10 - Divertida Mente, de Pete Docter

 

INDICAÇÃO

Beleza Americana (American Beauty)

Convidado: Luciano Maccio

Kevin Spacey está em um pedestal para mim, como ator busco referências em trabalhos de parceiros de carreira, e ele é uma de minhas referências, beleza americana é uma obra prima psicológica, com personagens desenhados cada um para apresentar neuroses, perversões e psicopatias comuns na sociedade da virada do século.

Lester Burnham (Kevin) é um homem em estado letárgico, infeliz e conformado com a vida patética que leva aos 40 anos, quando se encanta pela amiga de sua filha, a linda Angela Hayes (Mena Suvari), deste ponto em diante Lester começa uma campanha de regressão ao período de sua vida onde era realmente feliz, a típica crise de meia idade. O final é, eu diria, poético em vários aspectos e os acontecimentos nos levam a sentimentos contraditórios de indignação e paz de espírito.

Beleza americana é trabalhado em detalhes, com referências sutis ao profundo estudo psicológico necessário para produzir as interações retratadas no longa, mas o trabalho extenso vaza na tela, com atuações espetaculares e personagens estruturados até o último fio de cabelo, sem exageros ou desenhos de cena, apenas a verossimilhança que nos coloca tão próximos das pessoas retratadas na tela.


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