Semana On

Quinta-Feira 11.ago.2022

Ano X - Nº 499

Coluna

Todos os políticos são iguais

Ou todos os eleitores são iguais? Eis a questão!

Postado em 12 de Dezembro de 2015 - Josceli Pereira

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"Conduzir homens, sem levar em conta que suas reações não são idênticas, é querer jogar xadrez movimentando todas as peças da mesma maneira." - Joaquim Nabuco

 

Com todos estes acontecimentos na política, em todos os níveis de governo, em todas as esferas, podemos usar a citação de Joaquim Nabuco para refletir sobre a grande participação da sociedade na colaboração para que tudo isto esteja acontecendo.

Nossos governantes e representantes políticos são oriundos da sociedade, são membros ativos e participativos das entidades. São aqueles que se destacaram por seus méritos laborais, pela sua oratória, por sua simpatia e presteza. São aclamados e levados para compor o seleto grupo de representantes que serão os responsáveis para dirigir, fiscalizar e cumprir os deveres públicos definidos na Lei. Juram solenemente cumprir os ditames da norma legal e se comprometem a serem imparciais e éticos nas suas atribuições legais.

Onde está a falha então? Talvez tenha sido essa mensagem que Joaquim Nabuco quis nos transmitir ao se referir que devemos refletir bem sobre como escolher e apoiar os nossos eleitos.

Existem conceitos pessoais que devem ser levados em consideração. São os princípios norteadores da conduta ética e capacidade para poder realizar as atribuições inerentes ao cargo que irão ocupar.

As condutas de cada um devem ser analisadas friamente. Existem escolhas pela beleza do candidato, pela sua fama temporária em programas televisivos, pelo seu gênero. Pela sua opção sexual, pela etnia, pela placa da igreja, pela profissão, pela localidade onde mora, pelo local onde nasceu, pela condição social, pelo acesso oportunizado pela mídia, pelo time de futebol, pelo gosto musical, enfim, por tantas outras particularidades que se tornam impossíveis de relacioná-las aqui.

Um representante do povo deve ter conduta ética, caráter probo e capacidade para cumprir as atribuições do seu cargo. Neste conceito é que devemos primar nossas escolhas, conciliando com outras opções.

Até quando permitiremos que nossas escolhas recaiam sobre elementos perversos ao bem público? Até quando assistiremos calmamente aos desmandos praticados?

No momento em que o eleitor não observa essas regras básicas acaba por permitir uma possibilidade grande de interesses diversos do aceitável para representar a sociedade. Por analogia: como cobrar postura e ética de um governante se foi com ele que você barganhou o voto por dinheiro? Não existe corruptor sem corrompido! Como entender a origem do dinheiro usado na barganha, se não a oportunidade oferecida para que haja o desvio do dinheiro público? Como entender as fortunas gastas nas campanhas, se o dinheiro gasto supera em muito o valor a ser percebido pelos salários como políticos?

Qual o conceito que esperamos de nossos representantes? Como fazemos para observar suas atitudes como agente político? Qual o canal de acesso que temos com ele? Quais foram os argumentos que me fizeram votar nele? Ele tem capacidade para exercer com qualidade as atribuições do cargo para o qual está sendo escolhido? Tenho conhecimento profundo da sua formação que sustente a sua possibilidade de ser um agente da sociedade e um zelador das coisas públicas?

Este ano de 2015, por analogia, parece o tão proclamado juízo final, onde todos os nossos pecados seriam anunciados e julgados. As máscaras caíram...

Com o advento da informação eletrônica assistimos a cada instante uma enxurrada de notícias que apontam uma avalanche de falcatruas e escândalos políticos em todos os níveis.

Em especial, a nossa Capital Morena está estampada na mídia em quadros repletos de nomes de representantes públicos sendo presos, cassados, afastados e indiciados em crimes de quebra de decolo, corrupção, desvios de recursos públicos, entre tantos outros. Crimes organizados com o propósito de permanência no poder de grupos orquestrados, que desviam valores e provocam o caos nos serviços públicos.

Até quando permitiremos que nossas escolhas recaiam sobre elementos perversos ao bem público? Até quando assistiremos calmamente aos desmandos praticados?

Saber separar o joio do trigo é função básica para cada um de nós no momento de escolher, conjuntamente com outras pessoas, os destinos da nossa sociedade.

“Passarinho que anda com morcego dorme de cabeça para baixo”.

Pense nisto!


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