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Terça-Feira 19.out.2021

Ano X - Nº 463

Campo Grande

Quarta edição da Operação Cavalo de Aço traz o Paintball Real Action a MS

Evento reunirá mais de 200 jogadores de onze estados.

Postado em 04 de Dezembro de 2015 - Victor Barone

Paintball Real Action simula combates com muita adrenalina. Paintball Real Action simula combates com muita adrenalina.

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Campo Grande (MS) vai se transformar na capital do Paintball Real Action neste sábado e domingo (dias 5 e 6 de dezembro), com a realização da quarta edição da Operação Cavalo de Aço (CA 2015). Neste ano, cerca de 220 atletas de 11 estados, representando 20 equipes, participarão deste que é o maior evento do gênero no país. Serão 24 horas ininterruptas de combates e muita adrenalina.

Para quem não conhece o esporte, vale uma explicação. O Real Action (ou simplesmente RA) é uma variação do Paintball que busca uma proximidade quase teatral com a realidade de um confronto militar e possui regras elaboradas. Nos Estados Unidos e na Europa, a modalidade é chamada de Militar Simulation (Milsim).

Dentre os principais diferenciais do RA está uma maior complexidade das missões, períodos de jogos mais extensos, limitação de munição (180 disparos divididos em 30 já carregados e mais cinco carregadores de 30 tiros) e a presença de especialistas que possuem funções específicas no jogo como o líder de equipe, o atirador de elite, SAM (jogador com mais munição disponível), médico, armeiro e engenheiro.

O Paintball é o esporte de aventura que mais cresce no mundo. São 12 milhões de praticantes pelo globo. Por suas características, o esporte permite a participação de homens e mulheres de qualquer idade. Os jogadores podem estar com qualquer condicionamento físico, mas, óbvio, um bom preparo vai influenciar significativamente na experiência de jogo.

Veja abaixo um vídeo da Operação Cavalo de Aço 2014

Sem violência

Apesar do caráter “militar”, a agressividade fica do lado de fora do campo. “Não há contato direto entre os jogadores. Lesões são raras e ocorrem mais por quedas ou esforço para se desvencilhar de obstáculos e fugir dos ‘tiros’, ou pelo desrespeito às regras básicas como jamais tirar sua máscara em campo, nem atirar em pessoas fora do jogo e sem proteção. Ações que levam a expulsão de qualquer jogador”, explica Ridan Elias, chefe da equipe de organização do evento e sócio da Assault Paintball.

A desvinculação com qualquer estímulo à violência está até na nomenclatura do esporte. A primeira coisa que um novato aprende é que o equipamento usado para disparar as bolinhas de tinta (a munição) não se chama arma, mas “marcador”. O equipamento, que simula uma arma de fogo, dispara bolas de um material gelatinoso, semelhante às capsulas de medicamentos, que ao acertar o “inimigo” marca-o com tinta, eliminando-o do jogo ou causando um “ferimento”.

Nos bons campos, há toda uma preocupação com a segurança. A começar pelos equipamentos. Máscaras, coletes e uniformes minimizam os impactos das bolinhas, ajudam a vestir o personagem e criar o espírito de grupo, fundamental para cumprir o objetivo.


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