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Ano X - Nº 499

Coluna

Fragmentos do imposto

2016 - O ano da crise

Postado em 25 de Setembro de 2015 - Josceli Pereira

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O governo federal anunciou medidas para reequilibrar o orçamento de 2016 e terminar com o déficit que constou na proposta apresentada ao Congresso Nacional, pelo poder executivo. Na semana passada, o Brasil perdeu o grau de investimento da Standard & Poors, em razão do cenário brasileiro nas suas peças orçamentárias, causando o rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco.

Não podemos imaginar ainda que esse cenário tenha sido escondido durante a campanha presidencial do ano passado, e que pelas propostas apresentadas durante a campanha eleitoral, nada dessa situação foi percebida. Era apresentada uma imagem bem diferente da que encontramos hoje. Isso reforça o poder dos marqueteiros na habilidade de desviar o foco da campanha, de modo a não expressar uma realidade e poder apresentar um cenário de progresso e desenvolvimento capaz de angariar votos para seus candidatos. Como não existe Lei que obrigue os candidatos a cumprir aquilo que propuseram, fica fácil criar atrativos que não precisam ser cumpridos posteriormente.

A crise é global e se apresenta de forma integral para todas as escalas de governo. A inter-relação existente entre os níveis de governo são muito fortes no atual sistema, fazendo com que a dificuldade se estenda para todos, de forma única. Por um lado o governo não pretende cortar despesas. Por outro, a população não suporta o aumento de tributos. Começa assim uma guerra política.

A crise é global e se apresenta de forma integral para todas as escalas de governo.

O advento das operações policiais que começaram a surgir e mostraram o submundo da corrupção e o envolvimento de uma parcela significativa dos nossos governantes e representantes políticos, trouxe uma verdadeira avalanche de indignação da população e queda da confiança por parte da coletividade.

Aliados a isto, a economia global de alguns países que possuem forte comércio com o Brasil e um descompasso com o câmbio da nossa moeda em relação às outras moedas, traz uma diminuição do fluxo de negócios e aponta para uma redução da produção e, consequentemente, o fechamento de vagas de emprego, ocasionando a diminuição dos tributos, aumento dos gastos do governo com seguro desemprego e um cenário econômico assustador.

A disputa política entre o poder executivo e o legislativo ajuda a comprovar que não teremos um equilíbrio em um curto espaço de tempo. Basta agora, observar este cenário crítico e ajustar nossas velas para enfrentar este período de ondas perigosas que teremos que navegar.

2016 será um ano para escolher alguns dos novos timoneiros deste barco. Caberá a nós o estudo mais detalhado e responsável pela escolha de quem ajudará a conduzir este barco onde estaremos navegando.

Que a bússola da nossa consciência nos aponte um norte tranquilo e que o leme seja guiado por quem tenha realmente competência para desviar dos obstáculos e nos conduzir com segurança até o porto seguro que gostaríamos de chegar.


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