Semana On

Quinta-Feira 11.ago.2022

Ano X - Nº 499

Coluna

As margens brasileiras do cinema

Uma breve problematização acerca da produção cinematográfica no Brasil

Postado em 25 de Setembro de 2015 - Danilo Custódio

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De acordo com estudo realizado na Universidade de Uberlândia (publicado aqui no portal scielo), o Brasil produziu 881 longas metragens de 1995 à 2012. Desse montante, quase 85% corresponde a produções realizadas nos estados do Rio e São Paulo. Isso apenas comprova o que todo mundo já sabe: “quer trabalhar com cinema, vá pra o eixo”. O motivo é simples: concentração de recursos. No caso do cinema – mas não apenas nele – concentração de recursos públicos, obviamente. Analisando um pouco mais a fundo, veremos ainda que as produções cariocas e paulistanas custam até dez vezes mais que as produções gaúchas, mineiras, pernambucanas e por ai vai. No entanto, os melhores resultados acabam vindo sempre de quem está à margem do financiamento. Hoje, são as produções fora do eixo que olham as outras pelo retrovisor. No último final de semana, em Brasília, o principal festival de cinema do país entregou sete prêmios ao refinado longa paranaense Para minha amada morta, de Aly Muritiba. Um filme denso, que com certeza poderá ser visto no cinema ano que vem. Além disso, minha conterrânea Nathália Tereza recebeu o premio de melhor direção na categoria de curta metragem, pelo sul matrogrossense À Outra Margem. Coisa linda \o/ Mas com tantas produções marginais recebendo prêmios importantes por ai, porque os recursos ainda continuam concentrados nos estados do Rio e São Paulo?

Para minha amada morta

À Outra Margem

 

Van Gogh no cinema

O MIS-PR exibirá nesse final de semana quatro filmes sobre a vida e obra pintor holandês considerado um dos maiores artistas plásticos de todos os tempos. Nos dias 24, 25 e 26 de setembro, o Auditório Brasílio Itiberê – localizado na sede da Secretaria de Estado da Cultura – abrigará a mostra Van Gogh no Cinema. As sessões são gratuitas e iniciam pontualmente às 19h30. Partiu?

 

Histórias dos cinemas

Lembro da minha mãe comentar, mais de uma vez por sinal, que adorava frequentar o Auto Cine quando era jovem. Trata-se de um extinto cinema ao ar livre de drive in, que funcionava nos anos 70 lá no Morenão. Lembro também que, quando criança, fui algumas vezes no Cine Plaza, na rodoviária. Mas frequentava mais o do shopping mesmo, por ser mais perto de casa. As vezes ia no Cine Campo Grande. Mas a melhor época pra mim foi no Cine Cultura lá no museu do índio. A história dos cinemas lá de Campo Grande é bem interessante aos olhos de Marinete Pinheiro. Confira!

 

Audiovisual para novas mídias

A produção audiovisual contemporânea, do ponto de vista de suas possibilidades de realização e exibição, transformou o comportamento humano nos últimos anos de maneira impressionante. Os motivos são muitos, mas o principal com certeza é a forma como o conhecimento passou a ser transmitido: via imagem e som, através da internet. Na busca por ensinar minhas paixões, inicio semana que vem o curso Audiovisual para Novas Mídias, que acontecerá no Espaço de Arte toda quarta feira a noite. Todos nós precisamos entender melhor esse fenômeno do vídeo. Então chega junto! =)


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