Semana On

Quinta-Feira 27.jan.2022

Ano X - Nº 475

Coluna

Vamos pro mato!

A ideia é formar uma grande corrente de adeptos às atividades ao ar livre e incentivar mais pessoas a experimentar o revigorante contato com a natureza. Caminhar, acampar, fotografar, pescar, nadar, fazer piquenique ou praticar esportes de aventura... Escolha o que melhor se adequa ao seu perfil.

Postado em 26 de Fevereiro de 2014 - Fábio Pellegrini

Foto: Fábio Pellegrini Foto: Fábio Pellegrini

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A natureza é dadivosa com todos nós. Infelizmente não podemos dizer o mesmo do ser humano, pois não age de forma recíproca. Na velocidade em que o mundo se desenvolve, muitas pessoas estão deixando a ligação com o campo, que era comum com nossos pais e avós, e estão literalmente fincando seus pés no ambiente urbano, em especial os mais jovens. E isso não é bom.

Nada contra cama king size, ar condicionado, ducha de água quente, balada, cinema, sushi, internet sem fio, videogame, músicas preferidas no ipod e carro do ano. Tudo isso é muito bom, sim. Mas não é tudo.

O conforto que temos nos dias de hoje, em nossos lares, é incomparável ao que nossos antepassados tinham. Vivenciar um pouco do que eles passaram, no contato íntimo, sem pressa, com a natureza, é revigorante. Nos torna mais criativos, mais abertos a novas ideias, mais positivos, nos faz raciocinar mais, nos traz paz de espírito.

O conforto que temos nos dias de hoje, em nossos lares, é incomparável ao que nossos antepassados tinham. Vivenciar um pouco do que eles passaram, no contato íntimo, sem pressa, com a natureza, é revigorante.

É sempre bom ir lá fora, além da zona de conforto, para darmos valor ao que temos, sejam bens materiais ou imateriais. Para nos lembrarmos de cada conquista que tivemos, ou para refletir como vamos nos preparar para a próxima delas. Os ambientes naturais são propícios a isso.

Gostaria que as pessoas fossem mais para o mato. O mato que digo não precisa ser lugar distante, quase intocado (apesar de que esses são os que nos proporcionam as melhores experiências). Pode ser uma pousada, um hotel fazenda, a fazenda de familiares, a chácara de amigos, e de preferência com uma beira de rio.

Nesses lugares é que voltamos às nossas raízes: andar descalços, pegar frutas no pé, pescar lambari com varinha de bambu (não sem antes cavucar o terreiro em busca de minhocas), arrancar mandiocas do solo pra cozinhar, catar lenha para assar um pescado, trocar ideias com os moradores locais de forma respeitosa.

Seres humanos adeptos às atividades ao ar livre, como o ecoturismo e esportes de aventura têm mais propensão a utilizar de forma racional os recursos naturais e a valorizá-los.

Essas ações nos remetem às nossas origens espirituais e biológicas. A tranquilidade da natureza, a observação de suas peculiaridades, seja o comportamento de insetos ou mamíferos, o ciclo de dia e noite, chuva e sol, tudo isso, (que parece pouco), faz uma diferença enorme para nós.

É aí que começa uma relação de troca que faz bem não apenas para o nosso âmago. Faz bem para a própria natureza. Seres humanos adeptos às atividades ao ar livre, como o ecoturismo e esportes de aventura, têm mais propensão a utilizar de forma racional os recursos naturais e a valorizá-los.

Caminhar, acampar, canoagem, stand up paddle, andar de bike, fazer piquenique, voar de asa delta ou para glide... Escolha a sua atividade de acordo com seu ritmo. Explore, conheça os seus limites. Experimente o poder restaurador da natureza! Opções não faltam em nosso país. Saia de casa e vá para o mato!


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