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Sábado 21.mai.2022

Ano X - Nº 488

Coluna

Renda fixa

O que há de principal a se dizer no momento chamado de crise por alguns – Parte 2

Postado em 14 de Agosto de 2015 - Jorge Ostemberg

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Pedimos a colaboração de um especialista em investimentos financeiros e lhe demos uma tarefa textual em bloco, ler o artigo anterior e tecer seus comentários, na esteira de seu trabalho com investimentos. A seguir ele se apresenta e dá, com muita generosidade conosco, seus pontos de vista sobre o tema já tratado.

Renan Silva Junior é supervisor estadual da Real Investimentos, e branch da Ellite Capital sediada em Londres. Ambas são empresas com 10 anos de atuação no mercado nacional, embora tenham mais de 50 anos no mercado mundial.

Sobre o tema Renda Fixa, o artigo anterior já destacou bem a questão dos títulos, que são as melhores formas de proteger o capital e dar a acesso a valores mensais, na forma de saques dos rendimentos. Aproveitando este gancho, explicarei melhor o que são esses títulos e como funcionam mais especificamente as rendas fixas.

Títulos Bancários como CDB, CDI (apresentados no antigo anterior), LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio) são investimentos bastante conservadores, que rendem em média 11% ao ano, com os valores iniciais variando de acordo com o banco emissor dos títulos.  São investimentos aconselhados para quem não conhece ou tem receio inicial frente aos títulos emitidos por corretoras, que em média pagam 30% ao ano. Porém esse medo, efetivamente é injustificado, já que as corretoras dão total segurança sobre o capital investido e uma margem de lucro protegida, sendo esse medo gerado mais por desconhecimento do que pela realidade do mercado financeiro, aí a importância de se ter um profissional qualificado orientando sobre as formas de investimentos que mais combinam com o seu perfil.

Títulos de Renda Fixa de corretoras podem ser pré-fixados ou pós-fixados, em uma linha mais conservadora, os investimentos pré-fixados podem ser ótima opção, pois têm a obrigação pecuniária de pagamento pré-estipulado, isso quer dizer, que, na prática, você investindo, por exemplo, R$ 10.000,00 em um contrato pré-fixado de 3% ao mês a corretora tem a obrigação de lhe pagar R$ 300,00 ao mês, salvo alguns casos especificados no contrato, como recesso das Bolsas de Valores, aqui vale ressaltar que todos os contratos são reconhecidos em cartório, portanto tem validade judicial.

Em momentos como os de crise, é aconselhável focar na proteção de capital, buscar investimentos que, além de proporcionar renda fixa, protegem seu capital. Fomos ensinados desde pequenos a guardar dinheiro na poupança, porém   a poupança, atualmente, não consegue corrigir nosso dinheiro frente a inflação. Um exemplo no último ano: tivemos inflação de 8% e a poupança rendeu quase 6%, ou seja, um déficit de 2%.  Portanto a poupança além de não corrigir nosso dinheiro é assegurada apenas pelo governo, o que acaba gerando um risco maior do que investimentos assegurados pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que é uma instituição que garante e assegura nosso dinheiro, mesmo com a quebra dos bancos e corretoras, pois não é ligado a governos e não sofre influência destes.

Em conclusão, aconselho que todos busquem se informar com profissionais e empresas qualificadas, solicitando a visita de um consultor ou indo a uma corretora, pois na internet encontram-se muitas informações errôneas, não fidedignas, e nem sempre os bancos conseguem informar sobre estes investimentos, já que trabalham em esferas diferentes das corretoras. Em momentos como o que estamos passando aqui no Brasil,  o melhor a se fazer é investir em títulos de Renda Fixa, para garantir uma renda extra e proteger seu capital, esse conselho vale tanto para grandes empresários, quanto para assalariados e pais de família.


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