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Sábado 21.mai.2022

Ano X - Nº 488

Coluna

A Imagem, o olhar e as referências

“Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.” (Ansel Adams)

Postado em 21 de Fevereiro de 2014 - Elis Regina Nogueira

Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920. 
Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920.
A Imagem, o olhar e as referências Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920. Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920. Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920. Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920. Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920. Aleksandr Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920.

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É muito comum em conversas sobre fotografia, principalmente em cursos, encontros e exposições, perguntarem que equipamento eu uso, tipo de objetiva, programa de edição, entre outras perguntas de caráter técnico.

Nunca me perguntaram sobre quais fotógrafos gosto, ou que de alguma maneira me influenciaram, e ainda o que me inspira, me move a fazer imagens.

Acredito que é importante e necessário, em um mundo tão dominado por imagens (assunto da coluna passada) alimentar nosso olhar com referências nas artes, na música, no cinema e na fotografia.

Digo sempre nas minhas aulas de fotografia da importância dos repertórios individuais na criação da imagem fotográfica. Ninguém cria do nada. 

Há muita importância nos repertórios individuais para a criação da imagem fotográfica. Ninguém cria do nada.

As Artes Visuais em todas as suas vertentes são frutos dessa rica capacidade humana de criar e recriar, de dar significados e resignificar seus atos criativos. 

Apesar de quase tudo parecer que já foi realizado em fotografia, é possível renovar, pensar outras possibilidades, outras leituras para um mesmo tema. Daí a importância das referências, que combinadas e recombinadas com algum assunto podem resultar em algo diferente e original.

Como referência na fotografia poderia citar uma dezena de grandes artistas cuja genialidade os fez produzir imagens atemporais, obras de arte que se confundem com a história da fotografia e servem de inspiração e aprendizado para todos os fotógrafos e artistas visuais. Hoje vou falar de um deles, o russo Aleksandr Ródtchenko.

Ródtchenko foi um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX. Aclamado internacionalmente como escultor, pintor, e designer gráfico, começou a fotografar na década de 1920.

Apesar de quase tudo parecer que já foi realizado em fotografia, é possível renovar, pensar outras possibilidades, outras leituras para um mesmo tema.

“Em 1924, a fotografia foi invadida por ele com o slogan ‘Nosso dever é experimentar’ firmado no centro de sua estética. O resultado dessa invasão foi uma mudança fundamental nas ideias sobre a natureza da fotografia e o papel do fotógrafo”, explica a curadora Olga Svíblova, diretora da Moscow House of Photography.

Ródtchenko buscou uma nova visão, um olhar que tinha uma preocupação documental sobre a vida política e social da União Soviética, mas que continha uma experimentação formal interessante. “Ele introduziu a ideologia construtivista na fotografia e desenvolveu métodos e instrumentos para aplicá-las”, diz  Olga Svílbola.

Ele realizou sua produção fotográfica no auge das vanguardas artísticas na Europa, onde se discutia os estilos de representação e que foram além da estética artística e se tornaram verdadeiras revoluções culturais, através do surrealismo e as experimentações da Escola de Bauhaus.

A fotografia de Ródtchenko continua atual e mais contemporânea do que muitas imagens que se veem por aí.

Um exemplo a ser seguido, ou pelo menos conhecido, porque Fotografia não é uma questão de moda, muito menos de modismos.


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