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Segunda-Feira 06.dez.2021

Ano X - Nº 470

Coluna

A importância da apuração jornalística e acadêmica

Ela é a condição básica e um dos critérios de qualidade para nosso produto.

Postado em 12 de Junho de 2015 - Gerson Martins

Apurar é fundamental. Apurar é fundamental.

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O rigor da checagem de informações no jornalismo é condição básica e um dos critérios de qualidade para o produto jornalístico. O mesmo se aplica para o texto científico ou acadêmico, em outra palavras, se pode afirmar que o rigor do texto acadêmico ou científico é ainda maior, pois se trata de difusão e aplicabilidade do conhecimento com sérias repercussões sociais. É comum se encontrar diversos artigos científicos que não prezam pelo rigor acadêmico e cometem os mesmos deslizes de muitos textos jornalísticos sem uma apuração adequada e competente.

No caso do texto jornalístico, este fato compromete a credibilidade, induz as pessoas ao erro e pode provocar mazelas sociais, prejuízos econômicos e traumas psicológicos que levam muito tempo para recuperar, quando se recuperam. Do lado do texto científico, o prejuízo é maior, pois compromete pesquisas, compromete referências que poderão ser utilizadas no futuro sobre aquele tema. No final de tudo, pode comprometer a aplicabilidade social de uma pesquisa, de um trabalho científico. O texto jornalístico inadequadamente apurado tem prejuízo imediato e temporal. O texto científico inadequadamente apurado tem prejuízo mediato e por longos anos, até que seja devidamente apurado e, muitas vezes, o prejuízo é eterno.

E há muito texto que se diz científico e se compromete pela falta de apuração da informação, perde a validade e a veracidade do trabalho. Quando o produto se propõe a fazer um resgate histórico maior cuidado deve ter. Checar as informações disponíveis, entrevistar as mais diversas pessoas de referência do que trata o tema e adequar título ao que realmente o texto, o trabalho se propõe.

Há muito texto que se diz científico e se compromete pela falta de apuração da informação, perde a validade e a veracidade do trabalho.

Estas reflexões fazem referência e servem como indicadores se se pensar, por exemplo, na história da pesquisa em comunicação neste estado. Essa história começa no final da década de 1980, devem ser resgatados todos os percursos, iniciativas, projetos e pessoas envolvidas diretamente na questão sob pena de se produzir um relato, uma reflexão que vai distorcer os fatos, eliminar pessoas e prejudicar futuros estudos que envolvam o tema. A história da ciência, da pesquisa em comunicação no estado inicia com os primeiros cursos da área, seja o curso de Jornalismo da UFMS, iniciado em 1989, sejam os cursos de Publicidade e Propaganda e Relações Públicas da UCDB, iniciados em 1991. Além destes, houve a primeira iniciativa e realização de um curso de pós-graduação, nível lato-sensu, coordenador pelo professor José Marques de Melo num projeto que envolveu a equipe organizada por este pesquisador em parceria com a UCDB.

O texto que pretende resgatar esta história, publicado recentemente, peca pela inadequada apuração e compromete o resgate histórico da pesquisa em comunicação no estado. Neste caso, é imperativo que os autores realizem as retificações necessárias em respeito a qualidade, a ética e ao compromisso com a ciência e o desenvolvimento científico, sem mencionar o procedimento ético pessoal e o rigor científico que cobra, exige, pessoalmente, uma fidedignidade que resulta no respeito da sociedade e da comunidade acadêmica com estes pesquisadores.

O curso em questão formulou os primeiros projetos de pesquisa da região que depois, no âmbito da pós-graduação stricto-sensu, formularam dissertações no mestrado e teses no doutorado e hoje está consolidado no Programa de Pós-Graduação, mestrado, em Comunicação da UFMS.


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