Semana On

Quinta-Feira 11.ago.2022

Ano X - Nº 499

Coluna

Administração

Do passado, do presente para o futuro, é sempre bom lembrar...

Postado em 10 de Abril de 2015 - Redação Semana On

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"O processo criativo não é apenas ter a ideia. O mais importante é o modo como essas ideias tomam forma através do processo de inovação" (Mark Johnson – Consultor em Pesquisas de Administração).

Basicamente administração se trata de algo como uma mistura de arte e profissão, pois envolve alto grau de competência em sensibilidade geral em relação à condução de pessoas em seus quereres e motivações, para que se conciliem estes e de uma empresa, a fim de que resultados sejam de fato satisfatórios.

Se buscarmos uma definição permanente, o socorro léxico dirá que administração é o encontro de gerência ou gerências e atos de produtividade, passando por indicativos reguladores.

Mas, em se considerando a parte empreendedora pronta, ou seja, a plataforma ou conjunto de plataformas operacionais necessárias, prontas, inclusive no que tange à composição de pessoal, restará que, afinal, administrar é realizar marketing pleno, além ou aí no marketing inclusas de praticar inovações. Essas inovações são naturalmente necessárias, e já se ultrapassou inclusive noções de que produtos possam ser “consagrados” em si, e resistentes a qualquer investida da concorrência ou aspecto de experimentação presente nos seres sociais. Exemplo disso, o “consagrado” refrigerante Coca-Cola, que enfrenta cada vez mais resistência no campo de avaliação quanto à saúde, de concorrentes outros e dos aspectos citados. O que leva o refrigerante a não mais conseguir sustentar sozinho sua marca, recorrendo a empresa à inovações várias, como compra de concorrentes menores transformando em subprodutos ou tirando-os do mercado.

A principal lembrança, na área de empreendimentos, que resulta em uma empresa, afinal, é justamente essa, considerando indicações dos mais respeitados pensadores da área de Administração, não esquecer-se de que o que de fato mantém um produto ou serviço competitivo, é mesmo a robustez (não o tamanho, sim a força em relação aos possíveis impactos de mercado, concorrências, macro desastres econômicos governamentais, contraculturas, etc.) das plataformas, a qualidade de pessoal que opera as plataformas e a busca constante de marketing, assim como de inovações, a partir do(s) serviço(s) ou produto(s) em que há a responsabilidade central da empresa.

Para ilustrar essa necessidade, vale considerar palavras integrais e disposição de pensamentos de Peter Drucker sobre a questão em que diz, abordando a administração a partir do funcionamento empresarial em suas funções:

Tendo em vista que a sua finalidade é criar um cliente, a empresa possui duas E SOMENTE ESTAS DUAS funções básicas: marketing e inovação. São as funções da empresarização. Marketing é a função única e distintiva de uma empresa. Uma empresa se distingue de todas as outras organizações humanas pelo fato de oferecer ao mercado um produto ou serviço. Isso não acontece com a Igreja, com o exército, com a escola ou com o governo. Toda organização que se realiza ao oferecer ao mercado um produto ou serviço é uma empresa. Qualquer organização onde o MARKETING for incidental ou estiver ausente não é uma empresa, nem deve jamais ser administrada como tal.

Deixo bastante claro nos artigos, o alto valor que dou à teorização de Drucker e seus seguidores, como Kloter, e também sou e serei constante justamente no fato de que o marketing é uma constante no universo dos empreendimentos e funcionamento empresarial.

Em raciocínios propriamente dirigidos para “própria sociedade”, em uma fase em que Drucker em seguida migraria para a importância e funcionamento do Terceiro Setor, não sem admitir francamente, como era seu costume, que se dava como decepcionado sobre a falta de noção engajada quanto à importância de uma prática distributiva no mundo empresarial, algo ligado ao modo como ele encarava os preceitos éticos que poderiam criar um universo empresarial em harmonia mundial, teria mencionado alguns aspectos sobre empreendimento e inovação, dos quais listamos alguns:

- Considerando os EUA como ainda uma referência em empreendimentos, é preciso afirmar que inclusive esse país se equivocou sobre o caráter de inovação em empreendimentos, que na verdade não se trata de uma ideia ou grande capacidade de gera-las, sim uma disciplina bastante rigorosa;

- A chave para a disciplina “empreendimento” está ligada ao marketing, no que tange à pesquisa; identificar e organizar aspectos sobre mudanças internas ou externas;

- 4 armadilhas empreendedoras 1. O empreendedor equivocar-se sobre saber mais que o mercado; 2. Não compreensão do funcionamento de fluxos de caixa; 3. Incapacidade de operar em equipe; 4. (mais difícil delas) o empresário se colocar antes dos interesses da empresa, quando esta está bem; em vez de perguntar “O que a empresa necessita neste estágio?” fazê-lo ERRADAMENTE: “O que eu quero fazer? Qual o meu papel?”

- Para Drucker, não somente as grandes empresas, de porte industrial, podem fomentar internamente o surgimento de inovações, mas também as médias e até as pequenas podem realizar tal intento com sucesso.

E sobre inovação em empreendimentos destaca: QUEM NÃO INOVA NÃO SOBREVIVE. Simplesmente!


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