Semana On

Quinta-Feira 30.jun.2022

Ano X - Nº 493

Mato Grosso do Sul

Riedel: ‘Com mais rapidez, segurança e capacidade de carga, ferrovias são vitais para MS’

O pré-candidato ao Governo do Estado destaca importância da Nova Ferroeste e afirma que investirá no modal

Postado em 23 de Junho de 2022 - Redação Semana On

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul vive um processo de retomada da malha ferroviária com investimentos que vão escoar grãos, minério, carne a celulose em um cenário de desenvolvimento. Isso será possível graças as parcerias firmadas entre de forma tripartite entre os governos do Mato Grosso do Sul, do Paraná e empresas privadas.  O pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Eduardo Riedel, teve papel fundamental no avanço do projeto em suas passagens pelas secretarias estaduais de Governo e de Infraestrutura, e destaca sua importância para o Estado.

“Pelo menos seis projetos estão tramitando hoje no Ministério da Infraestrutura que vão garantir 560 quilômetros de malha ferroviária. Penso que a modernização da malha ferroviária de Mato Grosso do Sul é uma medida estratégica para o desenvolvimento do Estado. Entre estas parcerias, a mais importante é a Nova Ferroeste que já está avançando à passos largos. Trata-se de um projeto grandioso, que vai levar de grãos a carnes dos principais polos produtivos de MS até o Porto de Paranaguá. Em meu Governo, vamos incentivar ainda mais este modal”, afirmou.

Com projeção de início das obras até 2024, a Nova Ferroeste fará a ligação por trilhos entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá (Paraná), polos do agronegócio brasileiro. A expectativa é reduzir em 28% os custos logísticos.

Ao todo, o traçado de 1.291 quilômetros vai percorrer 49 municípios, sendo 41 no Paraná e oito em solo sul-mato-grossense. Em MS, a ferrovia vai passar por Mundo Novo, Eldorado, Iguatemi, Amambai, Caarapó, Dourados, Itaporã e Maracaju. Com o escoamento por trem, haverá redução do tráfego de veículos de carga, principalmente na BR-163, que corta Mato Grosso do Sul.

O modal ferroviário caracteriza-se, especialmente, por sua capacidade em transportar grandes volumes de carga, com elevada eficiência energética, principalmente em casos de deslocamentos a médias e grandes distâncias. Quando comparado com o modal rodoviário apresenta maior segurança, menor índice de acidentes e menor incidência de furtos e roubos. O comparativo é que um trem com 100 vagões substitua 357 caminhões, ambos com capacidade aproximada de 100 toneladas de carregamento.

Pela Nova Ferroeste devem passar as seguintes cargas: açúcar, adubos (fertilizantes), farelo de soja, milho, soja, trigo, petróleo e derivados, óleo de soja, carnes e miudezas. “Será um modal fundamental para o nosso desenvolvimento econômico”, reforça Riedel.

Nos 345 km do trecho sul-mato-grossense da Nova Ferroeste, que vai de Maracaju até Mundo Novo, os investimentos chegam a R$ 4 bilhões. Os recursos necessários para a construção da ferrovia serão obtidos por meio de leilão na Bolsa de Valores.


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