Semana On

Quinta-Feira 30.jun.2022

Ano X - Nº 493

Poder

Lula mantém vantagem e segue com chance de vencer no primeiro turno, mostra pesquisa BTG/FSB

Ex-presidente tem 44% das intenções de voto, ante 45% dos outros candidatos. Bolsonaro estaciona em 32% das intenções

Postado em 17 de Junho de 2022 - RBA

 Ricardo Stuckert e Isac Nóbrega/PR Ricardo Stuckert e Isac Nóbrega/PR

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Nova rodada da pesquisa BTG/FSB, encomendada pelo banco BTG Pactual, traz novamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da disputa pelo Palácio do Planalto e com chances de vencer em primeiro turno. De acordo com levantamento, divulgado no último dia 13, o petista tem 44% das intenções de voto, ante 45% de todos os outros candidatos somados. Nos votos válidos, Lula alcança 49,4%.

Na comparação com a pesquisa anterior, de maio, o pré-candidato do PT oscilou dois pontos para menos, mas está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. Em segundo lugar, está o presidente Jair Bolsonaro (PL) que, desde abril, mantém 32% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também está estacionado com 9% nas últimas quatro pesquisas. Em seguida aparece a senadora Simone Tebet (MDB), com 2%. O deputado federal André Janones (Avante) e Felipe D’Ávila (Novo) têm 1% cada. Os demais pré-candidatos não pontuaram no levantamento. Indecisos somaram 2% e brancos e nulos, outros 7%.

Os dados fazem referência à pesquisa na modalidade estimulada – quando o entrevistado recebe os nomes dos presidenciáveis. Já na espontânea, nesse caso sem os nomes, Lula também segue líder, com 40% dos votos. Bolsonaro vem em seguida, com 29%. Em terceiro está Ciro Gomes, lembrado por 3% dos eleitores. Simone Tebet tem 1% e outros candidatos somam 2%. A perspectiva é que o cenário eleitoral tenha poucas alterações. O instituto FSB Pesquisa questionou os entrevistados quanto à certeza do voto em primeiro turno. E até 72% disseram que a decisão de voto já está tomada e não mudará até 2 de outubro. Outros 27% afirmaram que podem mudar.

Segundo turno 

A pesquisa também estimulou um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro. O ex-presidente mantém sua vantagem, e ganharia do atual com 54% contra 36% dos votos. O petista também ganha de Ciro Gomes, com 48% das intenções contra 32%. Na disputa com Simone Tebet, o percentual cresce e Lula alcança 55% dos votos ante 25% da senadora. Bolsonaro também perde para o pedestista, que tem 48% da preferência eleitoral, enquanto Bolsonaro registra 38%. O atual presidente empata apenas em um eventual segundo turno com a senadora do MDB, ambos com 40% dos votos. 

Bolsonaro é o candidato mais rejeitado pelos eleitores. Ao todo, 59% dos entrevistados responderam que não votariam nele “de jeito nenhum” – o mesmo percentual da pesquisa anterior. Ciro Gomes é o segundo mais rejeitado, com 48%. O percentual vem crescendo desde março, de acordo com a série histórica. O nome do ex-presidente Lula é rejeitado por 44%. Outros 29% responderam também que não votariam “de jeito nenhum” em Simone Tebet. 

Avaliação do governo Bolsonaro 

O desempenho do governo também foi avaliado pela pesquisa BTG/FSB. A maioria – 49% – apontou que a gestão tem sido ruim/péssima. Até 29% avaliaram como ótima/boa. O percentual de regular somou 21%. O contexto econômico tem peso sobre o desempenho visto como negativo para a maioria, segundo o levantamento. E deve pesar sobre as eleições deste ano.

Ao menos 84% dos entrevistados responderam que a inflação “aumentou muito” nos últimos três meses. Entre essa maioria, o instituto sondou que até 53% pretendem votar em Lula. Já entre os que responderam que a inflação ficou igual nos últimos meses (3%), a maioria, 52%, deve votar em Bolsonaro. Por conta da inflação, 77% disseram que deixaram de consumir produtos no período. Em média, segundo o estudo, cada pessoa deixou de comprar quatro produtos. O destaque foi maior para refeições fora de casa (60%), compra de roupas (56%), carne (55%) e combustíveis (44%). Itens que deixaram de ser consumidos por conta da inflação. 

A pesquisa ouviu, ao todo, 2 mil eleitores, por telefone, entre sexta-feira e ontem (10 a 12). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03958/2022.


Voltar


Comente sobre essa publicação...