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Sábado 21.mai.2022

Ano X - Nº 488

Coluna

Definitivamente! O Brasil não está preparado para a Copa 2014!

O crescimento desordenado do país transformou as grandes cidades num caos.

Postado em 13 de Fevereiro de 2014 - Gerson Martins

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O crescimento desordenado do país transformou as grandes cidades num caos. Um exemplo claro dessa situação ocorre num dos principais pontos de entrada do país, o aeroporto internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos. Na situação atual, o terminal aéreo de São Paulo é um verdadeiro caos, trânsito caótico, sem vagas suficientes de estacionamento, sem transporte público que atenda ao terminal, como linhas de metro, por exemplo; empresas aéreas sem as mínimas condições de atendimento, uma estrutura que provoca um congestionamento de pessoas na área comum do aeroporto.

Há muitos "poetas" que cantam o caos brasileiro, como se essa chamada estética fosse uma tradição cultural brasileira. Há o caos e o caos. O caos que deriva da organização da vida, dos descaminhos do empírico é um processo hipertextual que todos realizam no cotidiano. De outro lado, o caos da precariedade que, substancialmente, resulta da corrupção promove um estado de péssimos serviços, desgastes pessoais, perdas econômicas e atraso tecnológico. Por mais que a cultura multifacetada do brasileiro imponha um processo hipertextual de seu cotidiano, é inaceitável procedimentos que travam, obstaculizem a qualidade dos serviços, dos produtos e também dos procedimentos. Essa cultura do "caos" proclamada pelos "poetas" nada ter a ver com  a descontração do estético ou da ordem judaico-cristã-ocidental e somente atende aos interesses da classe que corrompe e é corrompida.

Por exemplo, horários não existem no Brasil. As pessoas nunca sabem quando chegam ou quando partem se depender do serviços públicos. A cultura da quebra de horário prejudica o desenvolvimento das atividades. Se um evento está marcado para começar num determinado horário, essa cultura determinado que o mesmo não deve começar nesse horário. Se estipula horários mais adiantados, pois todos sabem que não começará no horário, mas muitos minutos depois.

Horários não existem no Brasil. As pessoas nunca sabem quando chegam ou quando partem se depender do serviços públicos.

Esse movimento que no cantar dos "poetas" promove a vida, na realidade ocorre no sentido contrário. A vida, no caos que ela se desenvolve, nas hipertextualidades perde seu sentido mais significativo, de viver. Os tempos recorridos nas "filas" promovem a antivida! As hipertextualidades do ser humano devem ser realizadas naquilo que o promova, no que lhe preserve e desenvolva o bem-estar. Fora desse contexto, o caos urbano, aquele que se preserva e se alimenta da corrupção é um dano para as pessoas.

 

Em todos os aspectos, ser feliz é o objetivo maior do ser humano. A perspectiva do “ser feliz” perpassa a história, a política, a religião, a filosofia e a psicologia. Na história da humanidade, a criação das religiões e o tempero da fé se concretiza e se finaliza na busca do “ser feliz”. Este é um bem, um fim último como dizem os filósofos. Esse bem não se realiza no caos, na desorganização. Assim como o fluxo de uma via urbana, se adequadamente construída, leva a um fim, a um objetivo. Se esta via está devidamente pavimentada, tem fluxo ágil levará ao objetivo de maneira mais simples, eficiente e rápido.

O que se experimenta e se conhece no país é exatamente o contrário do fluxo fluído. Os interesses políticos partidários buscam estabelecer o caos, a desorganização para que as pessoas em geral reivindiquem o fluxo eficiente. Isso acontece em muitas atividades. Por exemplo, antes mesmo de dar razão jurídica à posse das terras indígenas, ou melhor, das terras brasilis foi preciso estabelecer o “dono da terra” que num dado momento foi o latifúndio, legalmente e moralmente constituído. Afinal é preciso produzir alimentos para uma população cada vez maior; noutro dado momento, a posse da terra brasilis é de direito jurídico e moral das populações autóctones. Afinal, quem é o legitimo posseiro das terras brasilis ou das terras judaico-árabes?

E há quem, neste momento, pode dizer que “afinal a terra não é coisa nossa”. Que todos passam. No entanto, o momento de passagem é largo e, nos períodos da passagem, há que se usufruir das terras e faze-las fértil de maneira fluída que promova o desenvolvimento, e este que possa garantir a sobrevivência de todos os descendentes.


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