Semana On

Domingo 22.mai.2022

Ano X - Nº 488

Poder

Lula lidera com 41% contra 36% de Bolsonaro, mostra PoderData

Pesquisas da Vox Populi e FSB também apontam liderança do petista, embora Bolsonaro tenha diminuído a diferença

Postado em 01 de Maio de 2022 - Carta Capital, Plinio Teodoro (Fórum), Leonardo Sakamoto (UOL) – Edição Semana On

Foto - Ricardo Stuckert Foto - Ricardo Stuckert

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança na pesquisa realizada pela PoderData e tem, de acordo com a nova rodada do levantamento divulgada nesta sexta-feira 29, 41% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 36%.

A pesquisa indica uma consolidação da distância de 5 pontos percentuais entre os dois pré-candidatos apontada no levantamento anterior, divulgado há 15 dias.

O resultado desta sexta também confirma Ciro Gomes (PDT) com o melhor desempenho entre os demais candidatos. Ao todo, o pedetista tem 6% das intenções de voto e está numericamente à frente, mas tecnicamente empatado com João Doria (PSDB), que tem 4%.

Todos os demais candidatos juntos somam apenas 5 pontos percentuais André Janones (Avante) tem 3% e Simone Tebet (MDB) aparece com 1%. Luciano Bivar (União Brasil), que pela primeira vez foi incluído na pesquisa, também soma 1%. Nenhum outro candidato pontua.

Segundo turno

A pesquisa monitorou também as intenções de voto para o principal cenário de segundo turno, entre Lula e Bolsonaro. Neste caso, o petista novamente aparece na frente, com 48% dos votos, ante 39% do ex-capitão.

A distância entre os dois, que chegou a ser de 25 pontos percentuais, hoje é de nove pontos. Vale ressaltar ainda que este saldo não mudou desde o último levantamento, divulgado há 15 dias.

A pesquisa foi realizada entre 24 a 26 de abril com 3 mil entrevistas por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Votos por região

A pesquisa também mostrou que, por região, Lula e Bolsonaro empatam dentro da margem de erro em três: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O petista tem vantagem no Nordeste e o ex-capitão lidera no Norte. A margem de erro não é a mesma em todas as regiões e varia de acordo com o número de entrevistados. Veja os resultados:

Bolsonaro perdeu 38% dos votos de 2018

A nova rodada da pesquisa PoderData indica que 38% dos eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno em 2018 não pretendem repetir a escolha nas eleições de outubro deste ano.

Ainda de acordo com o levantamento, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) devem ser os dois maiores ‘herdeiros’ dos votos perdidos por Bolsonaro. Ao todo, o petista receberia 15% dos eleitores do ex-capitão em 2018 e o tucano 6%.

Os demais candidatos, segundo o levantamento, receberiam, no máximo, 3% dos arrependidos. Ciro Gomes (PDT), por exemplo, herdaria o teto, 3%, já Luciano Bivar (União Brasil) teria 2% neste segmento.

A pesquisa ainda monitorou a migração dos votos dados a Fernando Haddad (PT) no segundo turno daquele ano. Como era de se esperar, a maior parte, 76%, diz que votará em Lula. Outros 8% indicam que vão com Bolsonaro, 7% em Ciro, 6% em André Janones (Avante) e 1% em Leonardo Péricles (UP).

Entre aqueles que dizem ter optado por votar em branco ou anular o voto no segundo turno de 2018, Lula também registra vantagem. Ao todo, o petista deve receber 51% dos votos deste segmento, de acordo com a PoderData desta sexta. Bolsonaro, por sua vez, receberia 21%.

Ciro Gomes e João Doria são os dois outros candidatos a pontuarem neste segmento. Segundo os resultados desta sexta, o pedetista conseguiria reunir 11% dos votos brancos ou nulos do segundo turno daquele ano e o tucano apenas 2%.

Lula mantém liderança folgada na média das pesquisas com saída de Moro, diz Vox Populi

Compilação de pesquisas presenciais e remotas - por telefone - realizada pelo Instituto Vox Populi mostra que Lula mantém liderança folgada na disputa presidencial mesmo com a desistência de Sergio Moro, que transferiu boa parte das intenções de votos para seu ex-chefe, Jair Bolsonaro.

"Até março, Bolsonaro também era uma régua [NR.: mantinha um linha percentual de intenções de votos]. Ele tinha começado com 23%, tido umas oscilações entre 22%, 23%, 24% [...] Bolsonaro sempre no mesmo patamar no meio da casa dos 20%. Melhorou para o lado dele, mas não por causa dele", afirmou Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi.

Coimbra faz referência à média das pesquisas estimuladas realizadas presencialmente, que mostra um crescimento de Bolsonaro - de 25% para 30% - entre março e abril, quando Moro deixou a disputa.

Lula, no entanto, segue mantendo os mesmos 44%, atingidos em julho passado na média das pesquisas. Os outros candidatos juntos marcam 14% - mesmo percentual de nulos, brancos e indecisos.

Em votos válidos, a média das pesquisas presenciais mostram uma grande possibilidade de vitória de Lula no primeiro turno, já que o petista tem 50% - Bolsonaro tem 34% e os outros candidatos juntos somam 16%.

Em relação à média das pesquisas remotas, que são maioria, a diferença entre Lula e Bolsonaro é menor: 42% a 33%.

Entre março e abril, Lula subiu um ponto e Bolsonaro ganhou três. Com a saída de Moro, a soma dos outros candidatos caiu de 21% para 16%. Nulos, brancos e indecisos são 10%, dois pontos a mais que na pesquisa anterior.

Na média dos votos válidos, Lula tem 47%, Bolsonaro 36% e a soma dos demais adversários foi a 17%.

"Desde o ano passado em que em pesquisas remotas, considerando só os votos válidos, Lula chega aos 50%. Não cai desde o início de dezembro para cá, vem se mantendo com uma estabilidade positiva, mas aquém da margem da vitória no primeiro turno", disse Coimbra.

A média das pesquisas também dão vitória a Lula no segundo turno - seja ela presencial ou remota.

Na média das presenciais, Lula marca 53% e Bolsonaro 31%, com 15% de brancos, nulos e indecisos. Nos votos válidos, o placar seria de 63% a 37%.

"De novo temos uma grande tendência de estabilidade e o efeito Moro é irrelevante, pois o eleitor de Moro muito dificilmente votaria em Lula mesmo no segundo turno", diz Coimbra.

A "régua" se mantém na média das pesquisas remotas, com Lula marcando 51% contra 37%, com 12% de brancos, nulos e indecisos. Em relação aos votos válidos a vitória do petista seria por 58% a 42%.

Avaliação do governo

Nas duas metodologias compiladas, o índice de reprovação de Jair Bolsonaro segue em torno dos 50%

Na média das pesquisas presenciais, 46% avaliam o governo como negativo, 27% como positivo e 26% como regular.

por telefone, a avaliação negativa vai a 52%, a positiva bate 30% e a regular fica em 17%.

Veja o estudo na íntegra e a entrevista com Marcos Coimbra.

Lula perde votos entre beneficiados pelo Auxílio Brasil, diz pesquisa FSB

Lula seria eleito no primeiro turno se apenas os 25% mais pobres votassem no Brasil, enquanto Jair Bolsonaro passaria para o segundo turno em primeiro e com folga se apenas os 17% com maior renda decidissem a eleição. O petista, contudo, perdeu votos, entre março e abril, entre os beneficiados pelo Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, que paga ao menos R$ 400 mensais. E o atual presidente não foi o principal herdeiro dessas intenções de voto, mas a opção por branco ou nulo.

Isso é o que aponta nova rodada da FSB Pesquisa encomendada pelo BTG Pactual divulgada no último dia 25. Nela, Lula tem 41%, Bolsonaro, 32%, Ciro Gomes, 9%, André Janones e João Doria, 3%, e Vera Lúcia e Simone Tebet, 1%. A margem de erro é de dois pontos.

Entre os que ganham até um salário mínimo (R$ 1.212), o petista tem, hoje, 60% das intenções de voto ao passo que o atual presidente conta com 11% - tecnicamente empatado com o deputado federal André Janones. O ex-governador Ciro Gomes marca 6% e o ex-governador João Doria, Vera Lúcia e Felipe D'Ávila (Novo), 1%.

Contudo, entre os brasileiros com renda de mais de cinco salários mínimos por mês (R$ 6.060), Bolsonaro passa a liderar com 47%, enquanto Lula tem 27%, Ciro, 12%, Doria, 6%, a senadora Simone Tebet e Janones e D'Ávila, 1%, completam a lista. Esse grupo inclui a classe alta e parte da classe média.

Lula tem os mesmos 47% entre quem recebe entre um e dois salários mínimos, seguido por Bolsonaro (26%), Ciro (7%), Doria (5%) e Janones e Tebet (1%). Esse grupo representa, segundo a amostra da FSB Pesquisa, 19%. Já Bolsonaro está na frente entre quem ganha entre dois e cinco salários mínimos, com 41%, seguido de Lula, que tem 34%, e Ciro, que conta com 10%. Para o instituto, esse grupo tem 39% da população.

Isso reafirma o que outras pesquisas apontaram, que Lula ainda tem uma fortaleza de votos entre as camadas mais pobres, mas Bolsonaro se consolida nas classes média e alta. O levantamento aponta que o pagamento do Auxílio Brasil pode estar surtido efeito na percepção do eleitorado com renda mais baixa.

De acordo com a FSB, caiu a intenção de voto em Lula tanto entre aqueles que recebem o Auxílio Brasil quanto entre os que moram com alguém que ganha o benefício.

No levantamento divulgado nesta segunda, Lula tem 50% entre os que recebem auxílio, enquanto contava com 59% junto a esse grupo em março. Bolsonaro apenas oscilou de 17% para 18% e a somatória dos demais candidatos variou de 22% para 23%. Essa parcela da população representa 9% dos entrevistados.

Entre aqueles que moram com quem recebe o benefício, o voto em Lula caiu de 58% para 47%, de março para abril, Bolsonaro subiu de 25% para 28% e os demais candidatos mantiveram-se em 15%. Eles representam outros 6% da pesquisa. Já entre os que não recebem o Auxílio Brasil, Lula marcou 40% nos dois levantamentos, Bolsonaro foi de 30% para 34% e os demais candidatos juntos passaram de 25% para 17%. Esse grupo representa 85% da população.

Se Jair Bolsonaro não foi o principal herdeiros desses votos, quem foi? A resposta, segundo o levantamento, é: ninguém. Entre os que recebem o Auxílio Brasil, o total de votos nulos, brancos e a opção por nenhum dos candidatos passou de 2% para 6%, entre março e abril, e entre os que moram com alguém que recebe o benefício, esse grupo foi de 1% para 8%. Entre os que não recebem, nem moram com quem recebe, esse total passou de 5% para 8%.


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