Semana On

Sexta-Feira 20.mai.2022

Ano X - Nº 487

Poder

Lula lidera disputa com 43% dos votos, diz Datafolha

BTG Pactual aponta cenário semelhante: Lula com 43% e Bolsonaro com 29%

Postado em 26 de Março de 2022 - DW, Leonardo Sakamoto (UOL), Plinio Teodoro (Fórum) - Edição Semana On

Montagem: O Antagonista Montagem: O Antagonista

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O ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva segue liderando a disputa eleitoral para a Presidência nas eleições de outubro, com 43% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24).

Em segundo lugar, está o presidente Jair Bolsonaro, com 26%. Em terceiro e quarto, aparecem, respectivamente, o ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos, 8%) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT, 6%).

Foram ouvidos 2.556 eleitores, em 181 cidades de todo o país, nesta terça e quarta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Em relação à última pesquisa, Bolsonaro recuperou alguns votos, e Lula perdeu alguns. Em dezembro, Lula oscilava de 47% a 48%, e Bolsonaro, de 21% a 22%. Agora, na pesquisa espontânea, Bolsonaro subiu de 18% para 23% dos votos e o petista oscilou de 32% para 30%.

Bolsonaro também teve um melhor resultado em todos os cenários de segundo turno. Mesmo assim, ainda perderia para Lula – o petista teria 55% dos votos e o presidente, 34%. A rejeição de Bolsonaro também caiu cinco pontos, ficando agora em 55%.

Lula mantém a preferência no Nordeste (55%), entre os menos escolarizados (55%) e entre os jovens (51%). Já Bolsonaro tem o apoio de seu eleitor padrão: quem ganha de 5 a 10 salários mínimos (38%) e entre os de renda acima de 10 mínimos (39%).

Houve um claro movimento de recuperação da imagem do presidente. A reprovação a seu governo caiu de 53%, em dezembro, para 46% em março, enquanto a aprovação subiu de 22% para 25%.

Isso pode ser explicado pelo fato dele estar em campanha de forma praticamente integral, fazendo comícios e motociatas com recursos públicos e sem ser incomodado pela Justiça Eleitoral. Ao mesmo tempo, o arrefecimento da pandemia reduziu a insatisfação com a tragédia sanitária que foi o seu mandato e melhorou o ambiente para a criação de postos de trabalho. E apesar da inflação, do desemprego e da fome, os gastos com Auxílio Brasil e bilhões em algumas ações eleitoreiras ajudam-no a ganhar uns pontos entre os mais pobres.

Com isso, Jair vai recuperando terreno junto à parte do eleitorado que votou nele, mas o abandonou nos últimos anos - ao contrário dos 15% de bolsonarismo-raiz que nunca lhe deu as costas. Moro apostava que conseguiria absorver a direita antipetista descontente com o negacionismo e a incompetência do presidente, mas com a terceira via empacada, os eleitores desistiram de esperar e muitos estão

Datafolha mostra que Moro subiu no telhado, e Doria e Leite como nanicos

A pesquisa confirma que o ex-juiz Sergio Moro não decolou - apesar da quantidade de horas e páginas dedicadas a ela pela imprensa. Com isso, a viabilidade de sua candidatura ao Palácio do Planalto, que já é questionada por candidatos do partido preocupados em focar recursos e energia nas eleições legislativas, sobe de vez no telhado. No Podemos, a expectativa era de que o ex-ministro de Jair Bolsonaro estivesse com, ao menos, o dobro disso no meio de março.

A pesquisa também mostra que a briga interna no PSDB, com uma ala que discute dar um golpe nas prévias do partido, trocando João Doria por Eduardo Leite diante da alta rejeição do primeiro, até agora significa muito barulho por nada.

No cenário com o governador de São Paulo, Doria marca 2% - empatado numericamente com André Janones (Avante) e tecnicamente com Vera Lúcia (PSTU), Simone Tebet (MDB) e Felipe d'Ávila (Novo), com 1%.

E no que ele é trocado por Eduardo Leite, o governador do Rio Grande do Sul chegaria à metade disso, 1%. Nesse cenário, ficaria atrás de Janones (3%) e empatado com Vera Lúcia e Simone Tebet.

No cenário sem Eduardo Leite e Simone Tebet, o que seria o caso de uma chapa Doria-Tebet, o paulista continua com 2%, perdendo para Janones, com 3%. E num cenário sem Doria, nem Leite, Ciro agradece e chega a seu melhor resultado numérico, com 8%.

Considerando que a margem de erro é de dois pontos, isso mostra que, hoje, a briga tucana trocaria um candidato nanico por outro nanico, tecnicamente empatados.

Claro que, por enquanto, o único que colhe os frutos de visibilidade de uma campanha eleitoral antecipada é Bolsonaro. Nomes podem desistir ou compor uma chapa, como a costura que vem sendo feita entre PSDB/Cidadania e MDB, o que poderia mudar o quadro. Mas, até agora, os pré-candidatos da terceira via brigam avidamente pelo direito de perder a eleição em outubro.

Lula tem 43% contra 29% de Bolsonaro, diz pesquisa do banco BTG Pactual

O ex-presidente Lula lidera com 43% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Instituto FSB, encomendada pelo banco BTG Pactual. O levantamento, divulgado no último dia 21, mostra Bolsonaro com 29%, na segunda posição. Em seguida, aparecem Ciro Gomes, com 9%, e Sergio Moro, com 8%.

Doria, André Janones e Eduardo Leite marcam 2% e Simone Tebet, 1%. Felipe D'Ávila não pontuou. A pesquisa ainda tem 1% de brancos e nulos, 1% que não sabem/não responderam e 3% que responderam que não votarão em nenhum dos candidatos.

Na pesquisa espontânea, Lula é citado por 38% dos eleitores e Bolsonaro por 27%. Ciro é lembrado por 4%, Moro por 3% e Janones por 1%. Os demais não pontuaram. 

O levantamento ainda revela que 71% dos eleitores disseram que a decisão sobre o voto está tomada e não vai mudar. Outros 28% dizem que mudariam - 2% não sabem. A certeza do voto é de 83% entre bolsonaristas e 80% entre lulistas, segundo a pesquisa.

O Instituto FSB ouviu 2.000 pessoas das 17h do dia 18 às 15h do dia 20 de março. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09630/2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.


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