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Sexta-Feira 20.mai.2022

Ano X - Nº 487

Mato Grosso do Sul

‘Gestão e produção devem andar juntas no agronegócio’, afirma Riedel

Pré-candidato ao Governo do Estado foi um dos convidados de estudo que traçou panorama sobre a dinâmica da boa gestão de propriedades rurais no país

Postado em 17 de Março de 2022 - Redação Semana On

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Quase 10% dos responsáveis pela gestão de grandes fazendas do Brasil não sabem o que é governança, e 15% ainda não reconhecem a importância do tema para o bom andamento dos negócios.

Os números aparecem em um estudo feito em parceria entre a KPMG e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e para o qual foram ouvidos representantes de 367 propriedades. Metade delas tem faturamento anual de mais de R$ 20 milhões. Entre os convidados nacionais, um dos destaques foi o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, cuja família atua a quase 150 anos no agronegócio sul-mato-grossense, com a Sapé Agropastoril.

Segundo o estudo, aproximadamente um terço dos entrevistados alegam que faltam informações e referências adequadas ou dizem ter medo de gerar burocracia e custos. Outros 12% afirmam que não sabem sequer como implementar um modelo de gestão mais sólido.

Para Riedel, a pesquisa tem grande importância, ao mostrar que o crescimento do agro do ponto de vista de produção e inovação das diversas cadeias produtivas vem acompanhado de melhorias nos conceitos de governança. “Há 25, 30 anos atrás, os processos de gestão eram rudimentares. Na evolução do agro, a primeira preocupação é a produção. Mas, o negócio vai crescendo e a atividade de gestão também vai sendo incrementada. Gestão e produção devem andar juntas no agronegócio”, disse.

“Temos a tendência de dizer que o agro não faz gestão, temos um caminho longo a consolidar, mas vejo ele bem traçado”, reforçou, com base em um resultado da pesquisa segundo a qual o perfil de quem está à frente desses negócios é predominantemente de pessoas com ensino superior ou pós-graduação.

NOVAS GERAÇÕES

A questão do envolvimento familiar na gestão dos empreendimentos no agronegócio também foi um ponto de interesse no estudo. De forma geral, empresas familiares – caso de 80% da amostra da pesquisa – precisam se adaptar à medida que o quadro societário cresce.

Para Riedel, um dos maiores desafios do agronegócio na atualidade é envolver as novas gerações. “Nosso grande desafio é manter a pegada da tradição aliada à inovação. Temos que trabalhar para resgatar e manter a tradição e, ao mesmo tempo, gerar compromisso com a terra, com a sustentabilidade, para gerar um legado e transmitir isso para as novas gerações. É preciso desenvolver a paixão pelo agro, e este é um enorme desafio, especialmente diante do processo de diminuição da presença de pessoas no campo, o que já ocorreu em outros países. É preciso manter esta chama, incentivar a continuidade do negócio na família”.


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