Semana On

Segunda-Feira 23.mai.2022

Ano X - Nº 488

Coluna

Novidade das últimas pesquisas: difícil vitória no primeiro turno e crescimento de Bolsonaro

Os levantamentos demonstram um cenário de acomodação no caráter plebiscitário das eleições presidenciais

Postado em 24 de Fevereiro de 2022 - Rafael Paredes

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A pesquisa eleitoral publicada nesta semana pelo Instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes apresenta tendências semelhantes aos números apresentados pelo Instituto Poder Data: estagnação das intenções de voto para o ex-presidente Lula e crescimento no apoio à candidatura do presidente Jair Bolsonaro.

Os números do petista variaram para baixo, dentro da margem de erro, e foram de 42,8% para 42,2%, demonstrando uma estabilidade. Já as intenções de voto para o presidente Bolsonaro cresceram fora da margem de erro e foram de 25,6% para surpreendentes 28% e surpreenderam diversos analistas.

Muitas razões podem ser encontradas para o crescimento das intenções de voto do Bolsonaro. Uma delas é o tardio, mas já esperado reflexo do Auxílio Brasil no bolso dos Brasileiros mais vulneráveis. Muitos deles tiveram sua renda aumentada na comparação com o programa de transferência de renda anterior, o Bolsa Família.

Uma outra causa para esses novos números pode ser um caráter plebiscitário que as eleições deste ano pode configurar. Em um plebiscito em que se decide a continuidade de um governo, que se defende a existência de dois polos, o eleitorado começa a buscar uma acomodação no lado mais confortável para suas aspirações e ideologias.

Estes novos números expõem ainda mais as dificuldades dos nomes da chamada terceira via. Como Lula já abarca a esquerda e alguns mais moderados, a direita passa novamente a declarar o voto a um dos candidatos da extrema-direita, Jair Bolsonaro. O outro candidato da extrema-direita, o ex-Juiz Sérgio Moro tem tudo para ser um nanico abandonado. No caso de Lula, o sonho de vitória no primeiro turno fica cada vez mais distante e ele sabe disso.

As outras candidaturas continuam sob risco. O governador João Dória (PSDB) pode declinar de ser um presidenciável e tentar a reeleição em São Paulo. Muitos apostam nisso. E a senadora Simone Tebet (MDB) pode ser o nome de consenso dessa terceira via para todos traírem e deixá-la na banguela na hora de votar. A conferir.


Voltar


Comente sobre essa publicação...