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Sexta-Feira 20.mai.2022

Ano X - Nº 487

Comportamento

Abordar prazer em programas de educação sexual contribui para sexo seguro

Adesão a práticas sexuais saudáveis e seguras é maior quando prazer e desejo são incluídos nas discussões do que quando só se fala em prevenção de IST e gravidez

Postado em 23 de Fevereiro de 2022 - Galileu

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Com apenas oito anos para atingir a meta de saúde e bem-estar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU, um estudo publicado pela revista PLOS ONE pode aponta como melhorar a saúde sexual mundial. A pesquisa mostra que há uma maior adesão ao uso de preservativos e sexo seguro quando se fala sobre prazer na educação sexual.

Esses resultados foram concluídos a partir de uma revisão sistemática e metanálise de artigos que falam sobre o assunto. Foram identificadas 33 intervenções publicadas entre janeiro de 2005 e junho de 2020 que abordavam o prazer sexual para grupos de risco de infecções sexualmente transmissíveis (IST). Entre eles, os pesquisadores fizeram uma metanálise de oito, que envolviam 6,6 mil participantes.

A partir dessa grande análise de dados, notou-se uma maior adesão a práticas sexuais saudáveis e seguras em artigos de educação sexual que envolvem prazer e desejo, em comparação com aqueles que focam somente em doenças sexualmente transmissíveis e em como evitar gravidez não planejada.

Para alcançar as metas da ONU, que descreve objetivos para melhorar a vida da humanidade, todos os anos são gastas quantias elevadas em programas de educação sexual ao redor do mundo. Os objetivos a serem alcançados sobre saúde sexual que se destacam são: o combate a aids e outras IST e o acesso mundial à saúde sexual e reprodutiva, que devem ser viabilizados por meio planejamento familiar e educação até 2030.

Contudo, são poucas as medidas de saúde sexual e reprodutiva existentes atualmente que incorporam questões de libido e prazer sexual.  “Os formuladores de políticas e gerentes de programas devem reconhecer mais prontamente que o prazer é um fator chave do comportamento sexual e que incorporá-lo aos serviços de saúde sexual e reprodutiva pode reduzir resultados adversos”, sugerem os autores, em comunicado. Os pesquisadores concluem que uma reestruturação dos programas de saúde sexual deve ser feita pelo governo.


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