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Segunda-Feira 06.dez.2021

Ano X - Nº 470

Coluna

Para sempre richard

Morre Richard Glatzer, diretor e roteirista de Para Sempre Alice.

Postado em 13 de Março de 2015 - Danilo Custódio

Richard morreu na última quarta, aos 63 anos, vítima de uma doença grave que afeta o controle dos músculos. Richard morreu na última quarta, aos 63 anos, vítima de uma doença grave que afeta o controle dos músculos.

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Richard vivenciou o sucesso de seu último filme da cama de um hospital. Na última quarta feira (11), aos 63 anos de idade, morreu vítima de uma doença grave que afeta o controle dos músculos e, por consequência, todo o movimento do corpo. Mas isso não o impediu de realizar um belíssimo trabalho a frente de Para Sempre Alice, um filme que deflagra o drama de uma família cuja mãe é acometida, ainda jovem, pelo Mal de Alzheimer. A história foi adaptada do best-seller de mesmo nome, escrito por Lisa Genova em 2007. Richard trabalhou ao lado do marido, o também diretor e produtor Wash Westmoreland, e juntos assinam direção e roteiro. O olhar por traz do filme é tão sensível que só poderia ter vindo de pessoas que vivenciaram passo a passo, cada um a sua maneira, o fim da vida. Conseguiram realizar um trabalho magnífico, como pode ser comprovado pelas fantásticas atuações – garantindo o Oscar de Melhor Atriz para Julianne Moore – e pelas escolhas estéticas primorosas. Mas a qualidade maior está no tempo de câmera, que deixa o drama muito mais denso e, ao mesmo tempo, mais sensível. Para Sempre Alice entra em cartaz essa semana e é, de longe, a melhor pedida no atual cardápio cinematográfico oferecido pela maioria dos multiplex Brasil afora. Vá conferir que vale muito a pena, garanto.

Saiba mais - Morte de Richard

 

Crianças no poder

O Senhor das Moscas é sem dúvida o melhor dentre os clássicos da literatura mundial do pós guerra. Até compreendo os defensores de A Revolução dos Bixos, desde que ninguém cite O Apanhador no Campo de Centeios. Não que este último seja ruim, muito pelo contrário, mas definitivamente é bem inferior aos outros dois. O livro, publicado em 54, virou filme em 63 e remake em 90, que será exibido nesse sábado na PUC-PR numa mostra que promete discutir Teologia e Cinema. Mas independente disso, é fato que o filme precisa ser visto. Trata-se de um estudo sobre o comportamento humano que dialoga perfeitamente com a sociedade contemporânea. Uma alegoria do bixo que somos feita para sensibilizar. O Senhor das Moscas nos toca profundamente pelo fato das representações estarem todas vestidas naquelas crianças. Assista e confira!

Teologia e Cinema

 

Qualidade na TV

A professora Márcia Stein, professora da PUC do Rio, coordenou a pesquisa Panorama e parâmetros de qualidade para a programação educativa na TV Brasil. Segundo o site oficial, “a pesquisa faz comparação com outras emissoras públicas, especialmente da América Latina, afim de estabelecer critérios de qualidade”.

Saiba Mais.

 

Filmes curtíssimos

Se você tem um filme super curto, desses feitos no “time” padrão da rapidez exigida hoje, de no máximo três minutos, então não deixe de inscrevê-lo no Festival Internacional de Filmes Curtíssimos. Se você ainda não tem um filme desses, corre que ainda dá tempo. As inscrições vão até 10 de abril. Faça com a câmera do seu celular mesmo e já convoque seus amigos pra ajudar. Mas lembre-se: tem que ser no mínimo um filme que valha a pena ser visto. Pra tudo na vida é preciso uma boa ideia.

 

Moby Gratis

Richard Melville Hall, popularmente conhecido como Moby, acaba de disponibilizar 150 músicas de seu vasto repertório para serem usadas gratuitamente em produções audiovisuais de curta ou longa duração, desde que sejam sem fins lucrativos. O objetivo é beneficiar cineastas independentes e estudantes de cinema. Da pra usar o conteúdo do Moby em qualquer vídeo para qualquer plataforma. Tudo que você precisa fazer para usufruir desse recurso é se registrar no site.

 

Cinema brasileiro

Sabotage: Maestro do Canão continua em cartaz em cinco das seis capitais em que estreou semana passada. A única cidade que parou de exibi-lo foi Curitiba e eu sei bem o porquê. Estava lá na quarta feira quando, após uma correria pelos poucos ingressos disponíveis, algumas pessoas que se sentiram lesadas pelo fato de não conseguirem o seu bilhete iniciaram um bate boca com outros que conseguiram. A discussão foi esquentando e os seguranças do Shopping sentiram necessidade de intervir. Pronto, estava formado o circo. Ofensas pra cá, bate boca pra lá. Empurra empurra. E o resultado é que o filme não está mais em cartaz. Ao invés de se organizar melhor, o cinema prefere parar de exibir o filme que atrai a galera da periferia para o Shopping de gente rica. O cinema nacional já sofre com a falta de espaço e ainda recebe esse duro golpe. Lamentável!

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