Semana On

Quarta-Feira 25.mai.2022

Ano X - Nº 488

Campo Grande

Farmácias receberão denúncias de focos e criadouros do Aedes

Profissionais também irão orientar à população sobre a quais outros meios oficiais devem recorrer para fazerem suas denúncias

Postado em 09 de Dezembro de 2021 - Redação Semana On

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Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS) irá ampliar as ferramentas de combate ao Aedes aegypti em Campo Grande. Equipes de profissionais de farmácias estão sendo capacitadas para receber denúncias de focos e criadouros do mosquito, além de poder notificar casos suspeitos de Dengue, Zika, Chykungunia e outras doenças transmitidas pelo inseto. 

A adesão das farmácias amplia o quadro de pessoas que fazem parte do projeto “Colaborador Voluntário”, da Prefeitura Municipal de Campo Grande, estando estes aptos para combater ao mosquito em seus locais de trabalho, residências e ambientes que frequentam. 

“Através desta ferramenta, teremos um conhecimento mais abrangente dos terrenos que estão abandonados e sem manutenção, com criadouros do Aedes e minimizaremos a subnotificação dos casos de arboviroses em Campo Grande”, explica o secretário municipal de saúde, José Mauro Filho. 

Mesmo sendo pontos de denúncia e notificação, os profissionais que atuam nas farmácias também irão orientar à população sobre a quais outros meios oficiais devem recorrer para fazerem suas denúncias. “Nos casos de sintomas leves da dengue, que muitas vezes a pessoa não vai até uma unidade de saúde, o paciente receberá a orientação adequada e será orientado sobre os riscos”, completa o titular da pasta. 

“A parceria já existe há algum tempo entre a Sesau e as farmácias, mas neste ano iremos começar a ampliar também para o combate ao Aedes, com a notificação de casos suspeitos das doenças transmitidas pelo Aedes”, conclui a superintendente de vigilância em saúde, Veruska Lahdo. 

Dengue em Campo Grande 

Na Capital, o número de casos confirmados de dengue é 97% menor que em 2020, ano em que houve a segunda epidemia seguida do vírus. Entre janeiro e 7 de dezembro foram confirmados apenas 394 casos da doença, o menor número de toda a série histórica, iniciada em 2015. 

O total de casos suspeitos também apresentou uma redução significativa, sendo 76% menor que no ano anterior, quando foram 20.198 notificações.


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