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Domingo 23.jan.2022

Ano X - Nº 475

Auau Miau

Roubo de pets cresce principalmente entre as raças mais caras; saiba protegê-los

Explicamos como evitar o furto de animais de estimação e dá todos os passos para os tutores que tiveram seus cães roubados

Postado em 10 de Novembro de 2021 - Renan Silva – IG

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Deixou de ser algo incomum ver na TV e nas redes sociais histórias de tutores que tiveram animais de estimação roubados, seja durante um passeio ou mesmo dentro das próprias casas. A venda irrestrita desses bichos faz com que muitos pets, principalmente de raças pequenas como Shih-Tzu, Maltês e Yorkshire Terrier sejam muito visadas entre os ladrões.

Alguns ladrões usam os cães para conseguir dinheiro como forma de resgate, oferecido por muitos tutores que ficam desesperado para ter o animal de estimação de volta, ou para usar os peludos – especialmente fêmeas – para reprodução, a fim de vender os filhotes.

Devido ao aumento na procura por animais de estimação durante a pandemia e ao aumento resultante nos preços, os criminosos estão vendo o roubo de cães como uma maneira fácil de ganhar muito dinheiro. Desta forma, vale também ressaltar a importância de, caso prefira comprar um pet em vez de adotar, pesquisar a origem do pet e se o vendedor se trata de um criador confiável.

Algo muito importante, não somente para proteger o pet de furtos, mas também para ajudar na identificação caso o animal se perca, é ter uma coleira com as credenciais do animal. Coleiras com identificações contendo o nome do tutor e os dados para contato, alguns especialistas indicam não colocar o nome do pet, por facilitar que criminosos atraiam o animal chamando pelo nome.

Entre as identificações, é indicado informar que o cão já está castrado, isso já diminui em muito a probabilidade do pet ser roubado, considerando que o principal interesse no furto do animal não existirá. Além do mais, a castração ajuda a evitar uma série de doenças, como o câncer de mama.

O tutor sempre deve ter fotos do pet de todos ângulos possível, para ajudar na identificação, se necessário. Caso seja um animal que tenha o pelo tosado de vez em quando, vale ter as fotos com o pet com os pelos mais longos e mais curtos. O tutor deve anotar também marcas pelo corpo do animal que possam identificá-lo.

Além das fotos do pet sozinho, ter selfies com o animal para provar que é o verdadeiro dono também serão importantes.

Cuidado mesmo que esteja em casa

Mantenha o portão sempre trancado e o cão sempre em locais visíveis, não deixe o pet esquecido do lado de fora sem nenhum tipo de vigilância. Jardins frontais com muros baixos ou grades e portões que sejam fáceis de pular são particularmente vulneráveis aos ladrões de cães.

Caso seja possível, coloque campainhas ou sinais que façam barulho caso alguém abra o portão, além de câmeras de vigilância com sensor de movimento.

Durante os passeios

Quando estiver passeando com o cãozinho e algum estranho começar a fazer perguntas sobre o pet, abaixando para fazer carinho no animal ou mesmo diminuindo a velocidade do veículo ao seu lado, mantenha a distância. Evite fazer o mesmo caminho todos os dias, ou mesmo o horário do passeio. Passar sempre no mesmo lugar e na mesma hora pode facilitar muito a vida de alguém interessado em levar o pet.

Se for possível, evite caminhar sem companhia, além de ser mais descontraído ir com mais alguém para os passeios – para o tutor e para os cães – será mais seguro.

Mantenha a atenção no caminho o tempo todo, evite ao máximo distrações com celulares, mesmo que seja para tirar fotos dos pés durante a caminhada ou do pet curtindo o caminho.

Caso precise parar para comprar algo, jamais deixe o pet sozinho do lado de fora, não importa o quão seguro possa parecer a vizinhança – lembrando que alguns animais são roubados pelo portão de casa – isso torna o cãozinho um alvo fácil para pessoas mal-intencionadas.

Caso tenha saído de carro, nem pensar em deixar o pet sozinho dentro do veículo. Além de ser muito perigoso para saúde do pet, isso coloca a vida do animal em risco e caracteriza até mesmo maus-tratos. O animal pode ser roubado facilmente por um ladrão – que poderá inclusive levar até o carro junto.

“O meu cachorro é bonzinho, não preciso nem de coleira!”. Muitos tutores têm esse pensamento e não poderiam estar mais errados. Caso queira dar um pouco mais de liberdade ao pet, use guias mais longas, mas jamais deixe-o completamente solto. Mesmo que o pet seja do tipo bonzinho que sempre está ao lado do tutor, algo inesperado pode acontecer e assustar o cachorro, fazendo ele fugir e correr o risco de se perder ou mesmo ser atropelado.

No Brasil, este tipo de item ainda é raro – e caro – mas considere por microchip no pet, o que ajudará a identificar o animal caso ele se perca. Outro item interessante também é o uso de coleiras com rastreadores GPS,  dessa forma será mais fácil encontrar o pet onde ele estiver caso se perca.

Redes sociais

É praticamente irresistível não encher o Instagram ou Facebook com as fotos do bichinho, mas cuidado! Evite colocar nas redes sociais informações desnecessárias como o endereço onde mora e local de trabalho visíveis para qualquer pessoa. Por mais difícil que seja hoje em dia, toda a privacidade é pouca.

Quando for até algum lugar a passeio, não informe que esteve por lá até que já tenha chegado em casa. Quando postar as fotos, se possível, desfoque placas ou marcas que possam identificar a localização.

Caso algum desconhecido virtual comece a fazer perguntas sobre o animal, como idade, sexo ou raça, ligue o alerta e desconfie.

Deixar o pet sob os cuidados de outra pessoa

Todo o cuidado possível caso precise deixar o pet sob os cuidados de outra pessoa, seja durante uma viagem ou caso precise de um passeador para caminhar com o pet. Quando isso não for possível por qualquer razão.

O indicado é sempre procurar uma empresa com renome e qualificação no mercado, o tutor deve sempre ler todas as referencias antes de contratar os serviços. Além de cuidar do animalzinho de estimação, a pessoa terá acesso à casa.

O pior já aconteceu, o que fazer?

Não pense duas vezes: caso haja qualquer suspeita de que o pet foi roubado, o tutor deve ligar imediatamente para a polícia. Importante pedir que o registro seja feito como roubo e não como animal perdido.

Caso o animal tenha o microchip,  é importante atualizar os dados indicando o roubo, caso alguém tente realizar qualquer alteração nos dados do chip, o tutor será avisado.

O tutor deve ir aos locais que costuma passear com o pet e perguntar às pessoas próximas se alguém viu o pet por ali, ou pedir que o avisem caso o encontrem no futuro.

Faça pôsteres com a foto do cachorro e coloque em áreas próximas de onde mora, ou em lugares onde o pet possa ter ido em caso de fuga. Além disso, leve as fotos para locais como clínicas veterinárias e petshops.

Informe o desaparecimento ou roubo do animal nas redes sociais e peça ajuda aos amigos para também compartilharem. Informe a perda no maior número possível de sites/perfis em redes sociais dedicados a animais desaparecidos.

Entre em contato com abrigos de animais da cidade, assim como ONGs de proteção animal, para saber se alguém não encontrou o animal perdido e o levou para um desses locais.


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