Semana On

Terça-Feira 07.dez.2021

Ano X - Nº 470

Mato Grosso do Sul

Em MS, 80% da população está imunizada contra a Covid; 95% tomaram 1ª dose

Uso das máscaras será debatido dentro do Prosseguir, destaca Riedel

Postado em 15 de Outubro de 2021 - Redação Semana On

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Mato Grosso do Sul nas primeiras colocações do ranking nacional de vacinação contra a Covid-19, resultando numa queda acentuada no número de casos, internações e óbitos. No Estado, 80,37% da população com idade acima de 18 anos ou que têm comorbidades, ou seja, quatro em cada cinco pessoas desse grupo, já receberam a segunda dose ou mesmo a aplicação única.

Outra constatação é que 95% deste mesmo público já recebeu a primeira dose; e 42,48% em relação à meta vacinável (60 anos acima, com comorbidades ou com deficiência) receberam a imunização de reforço.

Em números absolutos, de acordo com o Painel Vacinômetro, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), até a manhã desta sexta-feira (15), desde o início da campanha de vacinação, foram aplicadas 3.424.525 doses da vacina contra a Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Deste total, 1.751.036 são referentes à primeira aplicação (D1); 1.438.505 à D2 (segunda) e 235.024 à dose única (DU).

Esses números estão acima da média nacional, que é de 47,7% da população brasileira com ciclo vacinal completo; 72,6% com ao menos uma dose; e 1,6% com a dose de reforço.

“Isso é resultado da unidade que construímos, desde o início, em Mato Grosso do Sul. Com o total apoio do governador Reinaldo Azambuja, em consonância com os municípios, criamos as condições para que a população tenha acesso à vacina”, salienta o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Outra constatação apontada pelo secretário é a vacinação de adolescentes com idade de 12 a 18 anos, que atingiu, nesta sexta-feira (15), 75% dos jovens com a primeira dose, o que representa três em cada quatro pessoas. Em relação aos totalmente imunizados, o percentual atingido é de 25% - um em cada quatro, já receberam a segunda aplicação do imunizante.

Reforço

Falando sobre a dose de reforço para idosos com idade acima de 60 anos, pessoas com comorbidades/deficiências físicas, ou trabalhadores da área de saúde, o secretário Geraldo Resende faz um apelo para que a população que ainda não recebeu a terceira dose procure as unidades de saúde.

A aplicação da terceira dose começou em Mato Grosso do Sul no dia 27 de agosto, com disponibilidade para um público estimado 456.429 pessoas (que tomaram a segunda dose). Desde total, 194.058 já estão com sua imunidade reforçada, o que equivale a 42,5%, ou seja, menos da metade do público-alvo.

Recente estudo realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul e enviado para o Ministério da Saúde indicou a necessidade de uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 em idosos a partir de 60 anos.

O estudo apontou que a idade é um fator de risco independente para o agravamento da Covid-19, já que o sistema imunológico responde menos à produção de anticorpos. Um indivíduo a partir de 60 anos de idade corre duas vezes mais risco de hospitalização ou óbito por Covid-19 em comparação com um indivíduo mais jovem. E a situação progride conforme o aumento da faixa etária.

“Nosso objetivo é preservar vidas preciosas, pois com a terceira dose, vamos multiplicar a resposta imunológica nas pessoas idosas, reforçando nossa tarefa de cuidar da saúde dos moradores de Mato Grosso do Sul”, conclui o secretário Geraldo Resende.

Uso de Máscaras

O presidente do Comitê Gestor do Prosseguir, o secretário de Infraestrutura Eduardo Riedel, anunciou, nesta sexta-feira (15), durante a coletiva de imprensa, que o uso obrigatório das máscaras está em discussão, com base nos indicadores relacionados à pandemia.

“O avanço da vacina, nosso principal indicador, é o caminho para isso. O uso das máscaras será discutido na próxima reunião do Prosseguir, é cedo para discutir a retirada da proteção, em ambientes fechados e de aglomeração, mas o assunto já é pauta em relação aos ambientes abertos”, reforçou Riedel.

O presidente do Prosseguir falou que três fatores têm levado a que pouco a pouco ao resultado positivo, menos doloroso, em Mato Grosso do Sul. “Entre eles a nossa gente, que compreendeu manter a economia ativa e salvar vidas, em segundo a vacinação e em terceiro o programa de retomada que ajuda na aceleração da recuperação da economia”.

Riedel ainda destacou os bons dados em relação à nova situação em relação à Covid-19. “Conseguimos atingir a marca de 61% da vacinação completa, as mortes pelo vírus caíram 62% e o número de internações reduziu 57% em outubro”.

Novas Bandeiras

No novo bandeiramento do Prosseguir 8 municípios foram classificados na bandeira vermelha, 30 na laranja, e 41 na amarela e nenhuma cidade na bandeira verde e nem  bandeira cinza (grau extremo). As novas definições do programa levam em conta a análise de indicadores da semana epidemiológica 39, com recomendações até o dia 27 de outubro. “Houve uma diminuição significativa no número de município em bandeira vermelha”.

Comparando com a semana anterior, 36 municípios permanecem na bandeira, 32 progrediram e 11 regrediram.

Elencada como grau tolerável, a bandeira amarela, que propõe o funcionamento de atividades essenciais e não essenciais de baixo, médio e alto risco, estão Água Clara, Alcinópolis, Anaurilândia, Angélica, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Aral Moreira, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista, Bodoquena, Caracol, Corguinho, Coronel Sapucaia, Douradina, Eldorado, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Inocência, Itaporã, Itaquiraí, Japorã, Jaraguari, Jateí, Juti, Ladário, Laguna Carapã, Miranda, Mundo Novo, Nioaque, Novo Horizonte do Sul, Pedro Gomes, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Selvíria, Sete Quedas, Sonora, Tacuru e Taquarussu.

Pela classificação laranja do Prosseguir, que recomenda atividades essenciais e não essenciais de baixo e médio risco, estão: Amambai, Anastácio, Antônio João, Bandeirantes, Bonito, Caarapó, Camapuã, Cassilândia, Corumbá, Costa Rica, Deodápolis, Dourados, Fátima do Sul, Figueirão, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paraíso das Águas, Paranaíba, Paranhos, Ponta Porã, Ribas dos Rio Pardo, Rio Verde de MT, Rio Negro, Santa Rita do Pardo, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Terenos e Vicentina.

No grau alto, categorizado pelo mapeamento vermelho e que recomenda apenas atividades essenciais e não essenciais de baixo risco, estão: Campo Grande, Chapadão do Sul, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Ivinhema, Jardim, Rochedo e Três Lagoas.

Legado

O enfrentamento à Covid-19 exigiu do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde, ações rápidas que pudessem monitorar e controlar um inimigo invisível como o coronavírus. Com investimentos arrojados que foram aplicados na qualificação e contratação de profissionais, bem como aquisição de equipamentos e aberturas de leitos, além do desenvolvimento de estratégias exitosas - como a distribuição da vacina -, o Estado adquiriu expertise que já repercute de forma positiva com a estabilização da doença. Assim, o Estado deixa um legado de infraestrutura nos serviços de saúde de Mato Grosso do Sul.

Alcançar a disponibilidade de leitos foi o principal desafio encontrado pelo Estado durante a pandemia do coronavírus, sendo necessário ampliar o atendimento especializado para outros municípios. Antes, o Estado contava com apenas seis municípios com atendimento especializado e, durante a pandemia, a oferta do serviço de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) foi ampliado, totalizando 15 cidades: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Costa Rica, Coxim, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba e Sidrolândia. O Estado ainda encaminhou equipamentos necessários para a instalação do serviço e ofereceu treinamento aos profissionais de saúde de cada município.

Referência no tratamento da Covid-19, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul também foi um dos principais destaques neste enfrentamento à Covid-19 no Estado. Foram criados 86 novos leitos durante o período pandêmico - de 39 para 125 leitos críticos. Também foi realizada a contratação de mais de 880 funcionários para o atendimento a pacientes: enfermeiros, técnicos, médicos e residentes engrossaram o corpo clínico do hospital. Os colaboradores também sentiram a pandemia: 726 foram testados positivos para a Covid-19 e oito foram a óbito. O HRMS registrou a menor taxa de letalidade em suas UTIs Covid, sendo menor que a média nacional, tanto para hospitais particulares, quanto para hospitais públicos.

Entre as estratégias exitosas está o sistema Drive-Thru que, inicialmente, era utilizado para dar agilidade na realização da coleta de exames conhecido como ‘padrão ouro’ – o RT-PCR - contra a Covid-19. Devido à redução de casos, a demanda foi absorvida pelos municípios que passaram a ofertar o serviço nas unidades de saúde. Com a expertise adquirida, foi criado o Drive-Thru da Vacinação, que tem auxiliado o Estado a permanecer nas primeiras posições na vacinação contra a Covid-19.

O pagamento de incentivo financeiro aos municípios foi outro ponto que impulsionou o resultado positivo da vacinação no Estado. Com as duas novas resoluções publicadas no último dia 5, o Governo do Estado ampliou o valor total do incentivo que era de R$ 5.899.727,40 passou a ser de $ 17.886.884,40.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, lembra que Mato Grosso do Sul se tornou exemplo para o país no desenvolvimento de ações estratégicas para o enfrentamento à Covid-19. “O Estado demonstrou toda a sua eficiência nas ações de enfrentamento à Covid-19. Mostrou que teve capacidade de distribuir as vacinas em até 12 horas para os 79 municípios, se tornou líder na vacinação nacional. Tudo isso aconteceu graças ao apoio e colaboração de diversos segmentos, desde a iniciativa privada, como a Fiems, até aos municípios, para que chegássemos a esses índices de excelência. Tenho certeza que seremos o primeiro Estado a sair desta pandemia”.

Continue se cuidando

Mesmo com a estabilidade e redução de casos que Mato Grosso do Sul tem registrado, não é o momento de abrir mão das medidas de biossegurança, considerando que há a presença de variantes, como a Delta. Por isso, é importante que mesmo imunizado ou vacinado, qualquer pessoa está suscetível a nova contaminação e pode transmiti-la a outras pessoas.

Assim, a recomendação que a Secretaria de Estado de Saúde faz é para continuar com as medidas de biossegurança como: uso de máscara corretamente (cobrindo o nariz e a boca e bem ajustada); distanciamento físico (1,5 metro); higienização frequente das mãos (com álcool líquido ou em gel 70%, ou com água e sabão); evitar aglomerações; não compartilhar objetos de uso pessoal; desinfecção de superfícies e objetos; evitar circulação desnecessária em locais públicos.


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