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Quarta-Feira 25.mai.2022

Ano X - Nº 488

Mato Grosso do Sul

Dark Money: 9 pessoas são indiciadas em investigação que apura suposto desvio de R$ 23 milhões

No último dia 5, o inquérito foi finalizado e as representações enviadas ao Ministério Público. Delegacia apresentou representação pela continuidade das investigações

Postado em 07 de Outubro de 2021 - José Câmara – G1 MS

 Dinheiro apreendido durante operação Dark Money em cidade de MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação Dinheiro apreendido durante operação Dark Money em cidade de MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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O inquérito policial da operação "Dark Money", que investiga o suposto desvio de R$ 23 milhões da prefeitura de Maracaju (MS), foi concluído e enviado ao Ministério Público no último dia 5. Ao todo, nove pessoas, incluindo o ex-prefeito do município Maurílio Ferreira Azambuja e servidores públicos, foram indiciadas.

De acordo com a titular do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), Ana Claudia Medina, os suspeitos poderão responder pelos seguintes crimes:

  • Organização Criminosa;
  • Falsidade Ideológica;
  • Peculato;
  • Emprego Irregular de Verbas ou Rendas Públicas;
  • Lavagem/Ocultação de Valores.

Entre os indiciados, quatro foram presos preventivamente, sendo 3 encarcerados e um cumpre prisão domiciliar, quatro são monitorados com tornozeleira eletrônica e um não foi preso.

Na primeira fase da operação, 75 lâminas de cheque foram analisadas, junto ao Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro.

Medina explicou ao g1 que mais de 500 lâminas de cheque ainda precisam ser analisadas. Com isso, uma representação foi apresentada para a continuação da investigação, sendo que o montante desviado dos cofres públicos pode chegar a R$ 23 milhões.

O desvio

Segundo apurado pelo Dracco, com informações do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), foi criada no município uma conta bancária de fachada, por onde eram feitos pagamentos em cheques por integrantes do alto escalão da prefeitura a empresas.

As empresas beneficiadas não mantinham relação jurídica com o município e não havia emissão de notas fiscais. Além disso, os valores não eram submetidos a empenho de despesas pela prefeitura. Em menos de 1 ano foram feitos, de acordo com o Dracco, mais de 150 repasses e emitidos 600 cheques que totalizaram R$ 23 milhões.

A operação Dark Money foi deflagrada na última quarta-feira (dia 22). Com mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, o ex-prefeito se apresentou a Polícia Civil somente no último dia 24. Outras sete pessoas também foram presas e houve o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão e as investigações seguem sob sigilo.


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