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Sexta-Feira 22.out.2021

Ano X - Nº 464

Mato Grosso do Sul

Seca história se prolonga e Pantanal deve viver maior vazante em 121 anos

Dados indicam uma transição para estação chuvosa dentro da normalidade, no entanto, 2021 têm sido um dos anos mais críticos em relação à seca

Postado em 07 de Outubro de 2021 - Luana Ribeiro – G1 MS

 Salinas do Pantanal e a seca na região da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, em agosto de 2021 — Foto: Ricardo Martins Salinas do Pantanal e a seca na região da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, em agosto de 2021 — Foto: Ricardo Martins

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Quando as chuvas cessam, as águas começam a baixar lentamente no Pantanal, dando espaço a paisagem formada por campo e morros. Esse cenário é chamado de vazante e costuma ocorrer entre os meses de abril e junho, seguido da seca, que vai até outubro. No entanto, com a seca histórica registrada desde o ano passado, o período de vazante deve ser o mais longo registrado nos últimos 121 anos.

O prognóstico é do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). As informações foram divulgadas na 5ª Reunião em 2021 da Sala de Crise do Pantanal, promovida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no último dia 6.

Os dados indicam uma expectativa de chuvas acima do esperado na região, com a transição para estação chuvosa dentro da normalidade. No entanto, 2021 têm sido um dos anos mais críticos em relação à seca, apresentando os menores índices em 121 anos, o que prejudica uma mudança significativa na paisagem.

“Neste momento, essa é a quinta pior seca da história da região. Pela tendência atual, é possível que o rio alcance níveis históricos como aqueles de 1964, quando o rio atingiu a cota de menos 61 centímetros”, destaca o hidrólogo e pesquisador em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), Marcus Suassuna Santos.

A meteorologista do Grupo de Previsão de Tempo no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Caroline Vidal, apresentou mapas de anomalia de precipitação de chuva no Brasil, neste semestre, entre os meses de julho e setembro.

A especialista explica que as chuvas estão abaixo da média e que o período é um dos mais secos desde 2010: “Onde há chuvas abaixo da média, há temperaturas acima do padrão. A tendência é que as chuvas concentradas no norte do país migrem para o centro-oeste e sudeste”, disse.

O pesquisador meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Giovanni Dolif, destacou a situação meteorológica na região do Pantanal, comparando ao mesmo período ano passado, indicando que este mês registrou menor déficit de chuva do que no mesmo período de 2020.


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