Semana On

Domingo 17.out.2021

Ano X - Nº 463

Campo Grande

Histórias que reforçam a importância de investir no principal cartão postal de Campo Grande

Investimentos na conservação dos espaços públicos dentro do Parque das Nações Indígenas incentivam bom uso do espaço

Postado em 01 de Setembro de 2021 - Redação Semana On

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O Parque das Nações Indígenas é o ‘queridinho’ do campo-grandense na hora de registrar os melhores momentos da vida. Histórias ‘escritas’ nas dependências do local mostram a importância de manter vivo o principal cartão postal de Campo Grande, que reflete diretamente na qualidade de vida da população.

A pandemia do coronavírus fez o casal Taynara Nunes Cavalheiro, 23 anos, e Richard Santos da Costa, 24 anos, mudar os planos sobre o casamento. Natural de São Gabriel – Rio Grande do Sul, eles se mudaram para Campo Grande em 2019, com o casamento marcado para abril de 2020, na cidade natal. Igreja, festa e convidados deram lugar a uma cerimônia dentro do Parque das Nações Indígenas, com a participação de mais duas pessoas que auxiliaram para que os convidados pudessem assistir por videoconferência.

Escolhemos fazer a cerimônia no parque porque além de ser um lugar lindo em meio a natureza, era a nossa possibilidade em meio a pandemia, pois tivemos que cancelar a nossa festa de casamento que seria na nossa cidade natal e então escolhemos a mesma data no ano seguinte pra marcar nossa união com uma cerimônia simples e cheia de emoção onde nossos familiares acompanharam tudo por vídeochamada”, disse Taynara.

O casal trocou as alianças no dia 25 de abril de 2021, embaixo de uma das árvores do parque. Depois da cerimônia, Taynara e Richard aproveitaram os diversos cenários naturais que o Parque das Nações Indígenas proporciona para completar o álbum de casamento, incluindo lago principal, parada obrigatória para quem faz seu registro no local.

Betina Maria de Carli da Cunha nem havia nascido e já tinha o Parque das Nações como o local de suas melhores recordações. Seus pais, a empresária Katira de Carli e o advogado Ari Cunha, optaram pelo cenário do parque para revelar o sexo do bebê. No dia 19 de dezembro de 2019, pai, mãe e seus dois irmãozinhos, Isadora e Benício, souberam que Betina estava a caminho. “Eu queria um lugar que fosse ao ar livre e com o fundo bonito para fazer essa recordação”, disse a mãe.

Para a mãe de Betina, o Parque das Nações reflete tudo o que existe de bom. “Você está feliz ou triste, quer dar uma caminhada para espairecer a cabeça, quer passear com os filhos, quer encontrar alguns amigos, fazer alguma atividade, tudo te leva ao parque aqui em Campo Grande”, disse. Com Betina no colo, Katira voltará para fazer o ensaio de 1 ano de sua filha.

Tanto Katira quanto Taynara reforçam a importância de manter o Parque das Nações Indígenas conservado para que mais histórias continuem a serem 'escritas' por lá. Com uma área de 1.163.876,98 m², o local recebe aproximadamente 800 mil pessoas por ano, segundo estudo da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Conservação dos espaços

O Governo do Estado investe na conservação dos espaços públicos dentro do parque, como o Museu de Arte Contemporânea – MARCO, Concha Acústica Helena Meireles, reforma de estacionamento e a sede da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur).

No MARCO, serão investidos R$ 300 mil na pintura e R$ 56.720,00, na troca de telhados. Já a Concha Acústica terá toda a sua área externa revitalizada com investimento de R$ 120 mil. Com custo inicial de R$ 803 mil, o estacionamento do Yotedi está sendo reformado. A reforma no prédio da Fundtur vai melhorar o atendimento e custou R$ 212 mil.

Assoreamento

Em 2019, o lago principal se viu ameaçado com o assoreamento. Em parceria com a prefeitura, o Governo do Estado devolveu o lago cheio para a população, mas para que o cenário não se repetisse, obras precisavam ser feitas nos dois córregos que desaguam lá: o Joaquim Português e o Réveillon.

Grande parte dos sedimentos que foram parar no lago veio do desgaste na cabeceira do Joaquim Português. O Governo do Estado investe R$ 4.765.214,44, com recurso do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), na recomposição de erosão na nascente do córrego. Prevista para ficar pronta até outubro deste ano, a obra está a todo o vapor e prevê, também, nova escavação na bacia de detenção que fica no outro lado da via e passivo ambiental com plantio de árvores. Já as intervenções no córrego Réveillon estão sob responsabilidade da prefeitura de Campo Grande.

A preservação do bem público é uma preocupação do Governo do Estado. O governador Reinaldo Azambuja destaca que o cuidado com a população parte do princípio de proporcionar bem estar e qualidade de vida. "As obras dentro do Parque das Nações demostram a preocupação que temos com a população e o meio ambiente", afirmou.

Para o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, mais que símbolo de cartão postal da nossa Capital, o Parque das Nações representa a cultura e a história do Estado. "É por isso que todo investido é revertido em bem-estar à população, afinal, é o local utilizado desde à prática de esportes até o encontro das famílias. Da reforma da Concha, da Fundtur, de todos esses pontos citados, é a demonstração do compromisso do Governo do Estado em cuidar da nossa população".


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