Semana On

Terça-Feira 17.mai.2022

Ano X - Nº 487

Mato Grosso do Sul

‘Estamos construindo um ambiente favorável para investimento privado em MS’, afirma Riedel

Com mais de R$ 2 bilhões, Inpasa lança segunda fase de obras em Dourados

Postado em 01 de Setembro de 2021 - Redação Semana On

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A segunda fase de obras da Inpasa Agroindustrial, unidade de Dourados, lançada nesta semana contou com investimento privado de R$ 2 bilhões, e é considerada a maior e mais diversificada planta da empresa que tem cinco unidades, sendo três no Brasil e duas no Paraguai.

O governador Reinaldo Azambuja destacou o ambiente favorável para que empresas privadas se instalem em Mato Grosso do Sul. “Uma empresa quando escolhe um local para se instalar, olha segurança jurídica, leis e marcos regulatórios, a dinâmica da equipe. É muito importante você conversar e dar confiança ao empresário e acho que tudo isso é um ambiente realmente importante que foi criado em Mato Grosso do Sul. Temos um bom marco regulatório que são as nossas leis, os decretos e termos de acordo o que dão segurança de competitividade às empresas e todo mundo ganha com isso”.

O secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, concorda. Para ele, o Governo do Estado já está trabalhando para construir este ambiente favorável para investimento privado em MS. “A instalação desta indústria é parte da nossa estratégia de desenvolvimento”, afirmou.

A diversificação da matriz econômica é fundamental, complementou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), Jaime Verruck. “Esse projeto começa um pouquinho lá em 2015, quando nós fizemos um planejamento para o desenvolvimento industrial no Estado. Lá, colocamos algumas condicionantes que eram a agregação de valor aos nossos produtos e diversificação da nossa base industrial. Começamos a tratar a estratégia de desenvolvimento industrial de Mato Grosso do Sul e sempre com uma referência muito forte: a geração de emprego. E assim começamos a trabalhar. Procuramos criar um ambiente de negócios para o setor privado e o resultado nós vemos aqui”, afirmou.

Para o vice-presidente da Inpasa Agroindustrial, Rafael Ranzolin, a parceria e abertura proporcionada pelo Governo do Estado foram fundamentais para que a indústria fosse instalada. “O Governo nos deu uma abertura muito grande buscando uma política de incentivo em todos os produtos que a cadeia gera. Então, isso nos deixou muito confortáveis para iniciarmos a primeira fase de investimentos e agora a gente vai lançar a segunda fase e será a nossa maior planta, a mais diversificada e os investimentos vão passar os R$ 2 bilhões vamos processar praticamente 20% do milho produzido no Estado”, disse.

Geração de emprego

Com o canteiro de obras, a empresa gera 1500 empregos diretos e estima-se mais de 3 mil indiretos. Quando estiver em operação, a indústria deve criar 250 empregos diretos e 2 mil indiretos. Para o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, tudo isso está acontecendo porque o Governo do Estado agiu de maneira rápida e simples. “Tudo isso que está acontecendo é por conta de um fator muito simples, que a confiança do empresário no estado de Mato Grosso do Sul que está oferecendo ambiente competitivo, infraestrutura, logística, incentivos fiscais. O governo agiu de maneira rápida e simples para poder fornecer à Inpasa todo esse ambiente de segurança, é Mato Grosso do Sul crescendo, o estado investindo e assim a gente vai construindo principalmente oportunidade e geração de emprego e renda para a nossa gente”, disse.

A indústria

A Inpasa Agroindustrial começou a ser construída em abril deste ano e deve começar a operar já em 2022. O complexo industrial possui 200 mil m² de área construída para fabricação de etanol, DDGS (farelo de milho), óleo de milho em bruto e geração de energia elétrica, a partir do grão de milho.

A estimativa é de que a produção, em sua primeira fase, seja de 400 milhões de litros de etanol/ano, para um processamento de 900 mil toneladas de milho, 230 mil toneladas de DDGS e 22 mil toneladas de óleo de milho bruto/ano. Já na segunda fase, a produção deve dobrar passando para 800 milhões de litros de etanol, processando 1,8 milhão de toneladas de milho. Também serão expandidas as produções de DDGS, chegando a 469 mil toneladas, 44 mil toneladas de óleo de milho e 440 mil GW/ano de energia elétrica.


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