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Quarta-Feira 29.set.2021

Ano X - Nº 461

Legislativo

Kemp pede rescisão de administração terceirizada em Hospital Regional de Ponta Porã

Operação da Polícia Federal investiga irregularidades na gestão do Instituto Gerir

Postado em 06 de Agosto de 2021 - Redação Semana On

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Com a Operação da Polícia Federal, SOS Saúde, investigando irregularidades na gestão do Instituto Gerir, empresa terceirizada pelo Governo do Estado para administrar o Hospital Regional de Ponta Porã, o deputado Pedro Kemp (PT) apresentou indicação ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) pedindo a rescisão contratual da mesma.

O deputado também pediu para que fosse reconsiderada a decisão de autorização de terceirizar as administrações dos hospitais regionais de Mato Grosso do Sul, aprovada por força de lei estadual desde 2015.

“Com essa autorização, logo em 2016 ocorreu a primeira terceirização em Ponta Porã e depois uma série de tratativas para outros hospitais. Estamos então pedindo que o Governo do Estado reveja isso. Primeiro porque sabemos que nenhuma instituição social, empresa privada, vai assumir sem lucro. Não fará por caridade. Sai muito mais caro transferir a administração para uma entidade dessas do que administrar diretamente, porque além de custear os serviços hospitalares, a empresa vai ter que ter uma forma de sobrevivência e irá cobrar por isso”, ressaltou.

O parlamentar disse acreditar que o Estado pode e deve racionalizar os recursos e administrar diretamente, investindo nos servidores efetivos, realizar novos concursos e fazer uma administração séria e responsável. Ainda segundo Kemp, à época da terceirização em Ponta Porã seu gabinete recebeu um dossiê sobre as irregularidades do Instituto Gerir em outros estados e alertou o Governo de Mato Grosso do Sul sobre o “histórico de problemas”.

“Ontem a Receita Federal, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União desencadearam essa operação com a finalidade de desarticular a organização criminosa especializada. Estão investigando dispensa irregular de licitação, peculato e falsificação de documentos. O Instituto contratava outras empresas de pessoas ligadas à administração do hospital para desviar recursos públicos. Em torno de R$ 1 bilhão foram pagos pelo Estado. Isso tudo está sendo estudado”, finalizou Kemp.


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