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Terça-Feira 07.dez.2021

Ano X - Nº 470

Cultura e Entretenimento

Netflix passa a oferecer games a partir de 2022

A plataforma já sinalizava que entraria no negócio de jogos por streaming e agora contratou um executivo para fazer isso

Postado em 15 de Julho de 2021 - Sergio Figueiredo - Veja

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Netflix vai oferecer games por streaming e contratou um veterano da indústria para tocar o negócio. Conforme reportou VEJA no início de junho, a líder do setor de filmes e séries on-line em número de assinantes dava sinais de que iria expandir o escopo de sua atividade, como reação ao aumento significativo da concorrência, capitaneado por plataformas como Amazon Prime, Disney Plus e a entrante HBO Max.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, um profissional com larga experiência em videogames irá comandar a operação: Mike Verdu, ex-executivo do Facebook e da Electronic Arts, Inc (EA), uma das principais distribuidoras de jogos para múltiplas plataformas. As ações da Netflix subiram 2,8% após o anúncio, saindo de uma certa estagnação nos últimos meses, já que pairavam dúvidas sobre a capacidade de expansão e manutenção da liderança da empresa como provedora de conteúdo, devido à acirrada competição de gigantes do entretenimento como Disney e Warner.

Verdu, na passagem pela EA, lançou games de sucesso como Sims, Plants vs. Zombies e Star Wars. No Facebook, ele se especializou nos óculos de realidade virtual, dispositivo que se propõe a levar a imersão em jogos a outro patamar. Com a expertise de seu novo executivo, a Netflix faz seu mais arrojado movimento desde que abandou o negócio de locação de DVDs para se lançar no mercado de streaming internacional, tornando-se não apenas curadora de programação, mas produtora de filmes e séries de orçamentos milionários.

Ainda não se sabe como será o modelo de negócio da empresa ou mesmo se já existe um, mas, até o fim de 2022, algum tipo de conteúdo estará sendo oferecido ao público. Conforme apurou VEJA, empresas de entretenimento tem um longo histórico de fracasso no segmento, sendo o caso da Disney o mais expressivo: depois de anos de investimento e milhões de dólares gastos, a companhia fechou sua house e passou a apenas licenciar conteúdo para outros desenvolvedores.


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