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Sexta-Feira 03.dez.2021

Ano X - Nº 470

Coluna

Vou chamar Lia de Itamaracá

É preciso celebrar as vozes das culturas em um levante cultural persistente e permanente

Postado em 23 de Junho de 2021 - Ricardo Moebus

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Porque agora que chegamos ao meio milhão de mortos no Brasil pela COVID19, mas sobretudo pelos modos necropolíticos de gestão desta crise sanitária, que, no Brasil, mais que na maioria dos outros lugares, se converteu em uma crise verdadeiramente humanitária, gestando um genocídio, crônica de quinhentas mil mortes anunciadas, mais surreal que qualquer ficção.

Porque agora, mais ainda, é preciso celebrar a resistência – a re-existência – de um verdadeiro e autêntico povo brasileiro, com suas culturas multimilenares.

É preciso celebrar as vozes dessas culturas que se levantam, em um levante cultural persistente e permanente, por mais de quinhentos anos.

Uma dessas vozes ancestrais encontra-se encarnada na pessoa, na entidade cultural de Lia de Itamaracá, com sua presença imensa, que manifesta essa alma cultural ancestral gigantesca.

Estamos com Lia para celebrar a força de existir dos povos que, nos seus ombros, construíram e sustentam um Brasil profundo, cultural, material e transcendental.

Sobretudo neste momento de dor nacional, é muita sorte nossa podermos estar ao lado de Lia de Itamaracá, representante genuína deste colo raiz cultural ancestral.

Ninguém solta a mão de ninguém – é o que sempre se chamou Ciranda.


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