Semana On

Terça-Feira 26.out.2021

Ano X - Nº 464

Mato Grosso do Sul

Aglomerações continuam e comprometem o sistema de saúde de MS na pandemia

Fiscalização contra Covid-19 em Campo Grande visitou 306 estabelecimentos e interditou três por desrespeito ao decreto

Postado em 18 de Junho de 2021 - Redação Semana On

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O Boletim Epidemiológico oficial desta sexta-feira (18) trouxe o registro de 1,715 novos casos de Covid 19 nas últimas 24 horas e 48 óbitos. Com os novos números o MS passa ao total de 321,205 casos e 7.719 óbitos deste o início da Pandemia.

A taxa de contágio está 1,08 e a taxa de letalidade é de 2,4. Cerca de 3.855 amostras ainda estão em análise no Lacem e 7.718 casos ainda não foram encerrados nos sistemas dos municípios.

“Estamos em momento de alta transmissão do vírus, como o que aconteceu em Manaus”, alertou a secretaria adjunta da SES, Christine Maymone, explicando que a mutação do coronavírus faz com que ele fique mais letal. Além disto, de acordo com Maymone, temos que nos lembrar de que os recursos humanos são finitos. “Os profissionais de saúde estão esgotados e ainda há falta de medicamentos em todo o País”, explica.

A hora é de dizer não aos churrascos e festas em casa, aconselhou.  “Como campo-grandense que sou, peço aos meus conterrâneos que não façam aglomerações, precisamos conter a doença e o número de mortes”, foi o apelo de Maymone.

Os números da Covid 19 desta sexta-feira

Os cinco municípios que apresentaram maior número de novos casos foram: Campo Grande com mais 543 casos; Dourados +121; Três Lagoas +99; Ivinhema +74; Corumbá +63.

A capital registrou a morte de 26 pessoas; em Dourados 6; Corumbá, Paranaíba, Ponta Porã e Porto Murtinho registram 2 óbitos cada uma; Costa Rica, Deodápolis, Fátima do Sul, Itaporã, Itaquirai, Miranda, Sidrolândia e Três Lagoas tiveram uma morte cada. Entre os óbitos, seis foram registrados nas UPAs.

Entre as cidades mais afetadas pelo coronavírus, Campo Grande representa 40,8% do total de casos do Estado. São 113,570 pessoas que contraíram a doença e 3.153 que não resistiram. Em seguida vem Dourados com total de 35,143 casos e 577 óbitos; Três Lagoas 17,292 casos e 441 óbitos; Corumbá 14.395 casos e 418 óbitos; Ponta Porã 8.895 casos e 253 óbitos.

A ocupação de leitos SUS/UTI nas quatro macrorregiões do Estado continua acima de 90%. A macrorregião de Campo Grande apresenta taxa de 107%; Dourados 93%; Três Lagoas 95% e Corumbá 100%. Estão na fila de espera por um leito 133 pacientes em todo MS. Na capital a fila é de 83 pessoas. “Deste total 80% são de residentes em Campo Grande, de acordo com os registros”, frisou a secretaria adjunta.

A rede hospitalar está com 1.092 pacientes internados. São 556 em leitos clínicos (380 públicos e 176 privados) e 536 em leitos de UTI (417 públicos e 119 privados).

Fiscalização na capital

A Prefeitura de Campo Grande reforçou a fiscalização para combate ao decreto criado para frear a disseminação da Covid-19. A operação contou com a participação de 85 agentes, entre guardas municipais e servidores da Semadur, Vigilância Sanitária, Agetran e Procon Campo Grande.

Os agentes, espalhados em 30 viaturas, percorreram as sete regiões de Campo Grande, visitando 306 estabelecimentos. Os empresários foram orientados sobre regras de biossegurança e três foram autuados e interditados por desrespeito as normas do decreto.

Um bar, na Joaquim Murtinho, foi interditado por aglomeração, em desrespeito ao decreto contra Covid-19. O estabelecimento funcionava com música ao vivo após o toque de recolher e não respeitava o distanciamento mínimo entre os presentes.

Outros dois estabelecimentos, na Marquês de Pombal, região do Tiradentes, e Na Rua da Divisão, no Jardim Parati, foram interditados por funcionar com a presença de público nas mesas durante o toque de recolher (entre 21 e 5 da manhã), o que é proibido no decreto contra Covid-19.

O prefeito Marquinhos Trad acompanhou o início da operação e falou sobre a difícil, mas necessária tarefa da equipe. “Vocês estão calejados em sair pela nossa cidade para ajudar a salvar vidas. Nós temos uma missão muito importante que é de orientação, mas aqueles que reincidirem em desobedecer tem que chamar a segurança pública para tomar as providências dentro da lei. Eu peço que tenham paciência neste trabalho, que sabemos que é difícil, mas que vai ajudar Campo Grande”, afirmou.

Os fiscais se dividiram em grupo pelas sete regiões de Campo Grande. Drones foram utilizados para auxiliar a Guarda Municipal na busca por festas clandestinas. Equipes da Agetran realizaram blitz especificamente para combater a combinação álcool e direção, que causa acidente e também contribui para superlotação de leitos.Presidentes e diretores da Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes acompanharam o início da operação e aprovaram o trabalho realizado para punir quem desrespeita o decreto e pode prejudicar empresários que atuam dentro das normas de biossegurança.

“As decisões da Prefeitura sempre foram muito acertadas, até porque o prefeito Marquinhos Trad sempre tomou suas decisões ouvindo toda a sociedade. Quando as decisões são pautadas desta forma, elas são mais acertadas porque ouve os anseios da população”, declaro o primeiro-secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Roberto Oshiro.


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