Semana On

Sábado 24.jul.2021

Ano IX - Nº 453

Poder

Novos atos contra Bolsonaro devem ocorrer em mais de 400 cidades neste sábado

Vai protestar contra Bolsonaro? Saiba como ir às ruas seguindo protocolos sanitários

Postado em 18 de Junho de 2021 - Thaís Moura (Congresso em Foco), Murilo Pajolla (Brasil de Fato) – Edição Semana On

No Recife, manifestantes do 29 de maio deram o exemplo na utilização de máscaras - PH Reinaux No Recife, manifestantes do 29 de maio deram o exemplo na utilização de máscaras - PH Reinaux

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Após as manifestações do dia 29 de maio, novos protestos contra Jair Bolsonaro estão marcados para acontecer neste sábado (19), em 360 cidades distribuídas por todas as regiões do Brasil. De acordo com a articulação Povo na Rua, que mapeia os atos, outras 42 cidades no exterior também estão com protestos marcados, em locais como Inglaterra, Itália e Portugal. Até a tarde desta sexta-feira (18), 409 atos já estavam confirmados, ao total.

O Movimento Sem Terra (MST), a Frente Brasil Popular, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e outras centrais sindicais são alguns dos grupos que também participam do movimento pelo impeachment de Bolsonaro.

As manifestações ocorrem na semana em que o Brasil se aproxima dos 500 mil mortos pela covid-19. Para evitar a propagação do vírus, organizadores fazem campanhas para que manifestantes mantenham distanciamento social, utilizem máscaras PFF2 e álcool em gel durante todo o protesto. No movimento do último dia 29, aglomerações foram observadas nas principais capitais, ainda que a maioria dos manifestantes utilizassem equipamentos de proteção sanitária.

As principais pautas das manifestações continuam sendo o impeachment do presidente da República, a exigência de celeridade no processo de vacinação e a volta do auxílio emergencial de R$ 600. A campanha pelo "Fora Bolsonaro" é composta há mais de um ano pela Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo, as centrais sindicais, a Coalizão Negra por Direitos, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o Fórum Nacional de ONGs e outras diversas organizações e partidos de esquerda.

Entre os diversos líderes e partidos políticos que irão aos próximos protestos pelo impeachment de Bolsonaro estão o Psol, o PT, o PCB, a UP, o PSTU, o Cidadania, e o PCdoB. A executiva nacional do PDT ainda não manifestou apoio oficial, mas o presidente da sigla em São Paulo, Antonio Neto, divulgou uma nota para anunciar que o diretório paulista apoia as manifestações. Apesar do PT apoiar os atos, o ex-presidente Lula ainda não decidiu se marcará presença.

Veja a lista dos locais que devem receber protestos neste sábado em MS

MS - Bonito - Praça da Liberdade | 16h
MS - Campo Grande - Praça do Rádio | 9h
MS - Corumbá - Concentração na Frei Mariano com a Dom Aquino | 8h30
MS - Coxim - Caminhada antiga Praça da Concha | 15h
MS - Dourados - Praça Antônio João | 9h30
MS - Nova Andradina - Praça do Museu -Ato Simbólico | 9h
MS - Três Lagoas - Praça do Relógio | 9h
MS - Itaquirai - Trevo BR-163 | 9H

Saiba como ir às ruas seguindo protocolos sanitários

A regra fundamental é comparecer apenas a manifestações em locais abertos e bem ventilados, sem aglomeração. Mesmo ao ar livre, deve ser mantido o distanciamento de dois metros.

As orientações detalhadas para garantir a segurança de todos estão disponíveis no guia de segurança sanitária para manifestantes em tempos de covid-19, elaborado pela Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP).

A RNMMP recomenda o uso de máscara PFF2/N95, bem ajustada no rosto, cobrindo nariz e boca, sem vazamentos. A alternativa para quem não tem acesso a esse modelo é utilizar uma máscara cirúrgica simples, coberta por uma máscara de pano.

Outra recomendação da Rede é que os organizadores disponibilizem máscaras para quem estiver sem o acessório. 

Os cuidados também são necessários na hora de pegar o transporte até o local da manifestação. A preferência deve ser meios de transporte ventilados, com uso de máscara no trajeto.

Objetos pessoais, alimentos e bebidas não devem ser compartilhados. Não deve haver contato físico entre os presentes. 

"O governo é pior que o vírus"

Com o Brasil à beira dos 500 mil mortos pela covid-19, os protestos mantêm as reivindicações de maior investimento no SUS, garantia de leitos e insumos, aceleração da vacinação, auxílio emergencial de R$600, políticas para manutenção de salários e apoio a pequenas e médias empresas, bandeiras sintetizadas na palavra de ordem "Fora, Bolsonaro".


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