Semana On

Segunda-Feira 29.nov.2021

Ano X - Nº 469

Poder

Em encontro com Aras no Alvorada, Bolsonaro crava Mendonça no STF

Auxiliares palacianos dizem que a possibilidade de rejeição do nome do AGU no Senado não preocupa o presidente

Postado em 11 de Junho de 2021 - Robson Bonin (Veja), Ricardo Noblat (Metrópoles) – Edição Semana On

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Augusto Aras teve um particular com Jair Bolsonaro nesta semana no Palácio da Alvorada. Segundo um auxiliar palaciano, o presidente avisou que nomeará André Mendonça ministro do STF para a vaga do decano Marco Aurélio Mello.

Ao avaliar a rejeição do Senado ao nome de Mendonça, o presidente repetiu o que tem dito a integrantes da bancada evangélica. “Se o Senado quiser rejeitar, é problema deles. Fiz minha parte”.

O presidente usa a frase, segundo auxiliares palacianos, para deixar claro que não sofrerá, caso os senadores rejeitem seu escolhido. Sempre há, claro, um plano B.

Indicação de novo ministro do Supremo Tribunal ficará para agosto

André Mendonça, ex-ministro da Justiça, atual Advogado-Geral da União, terrivelmente evangélico e fidelíssimo serviçal do presidente Jair Bolsonaro, continua sendo pule de 10 para ocupar a vaga que se abrirá no Supremo Tribunal Federal, em julho, com a aposentadoria compulsória do ministro Marco Aurélio Mello.

Mas ele já foi avisado, bem como ministros do Supremo, que por uma especial gentileza de Bolsonaro, a nomeação só será anunciada em agosto para não melindrar Mello nem seus pares. Alguns ministros do Supremo já sabiam que seria assim antes de Luiz Fux, seu presidente, conversar a respeito com Bolsonaro.

Mendonça deve aproveitar o tempo para continuar à caça de votos de senadores dispostos a apoiá-lo. A nomeação depende da aprovação do Senado e, ali, o nome de Mendonça ainda enfrenta resistência. Sem plena certeza de que a resistência será vencida, Bolsonaro poderá surpreender e indicar outro nome.

Já surpreendeu ao nomear ministro Kássio Nunes Marques. Levado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) ao gabinete de Bolsonaro no Palácio do Planalto, Nunes Marques foi escolhido no primeiro encontro entre os dois. Bolsonaro gostou dele na hora. Pesou o fato de que os senadores não faziam objeção ao seu nome.


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