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Segunda-Feira 20.set.2021

Ano X - Nº 461

Saúde

Brasil supera 15 milhões de infectados pelo coronavírus

Doença já teria matado 600 mil pessoas no Brasil, diz instituto dos EUA

Postado em 07 de Maio de 2021 - DW, Jamil Chade (UOL) – Edição Semana On

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O Brasil registrou oficialmente 2.550 mortes ligadas à covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) no último dia 6.

Também foram confirmados 73.380 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções no país chega a 15.003.563, e os óbitos somam agora 416.949.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

O Conass não divulga número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 13.529.572 pacientes haviam se recuperado da doença até esta segunda-feira.

Com os dados de óbitos registrados nesta terça-feira, a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 198,4 no país, a 12ª maior do mundo, se excluído o país nanico San Marino.

A média móvel de mortes (soma dos óbitos nos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete) ficou em 2.252, o que significa que o país está há 50 dias registrando um índice acima de 2 mil.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 579 mil óbitos. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (32,5 milhões) e Índia (21 milhões).

Ao todo, mais de 155,4 milhões de pessoas contraíram o coronavírus no mundo, e 3,2 milhões de pacientes morreram em decorrência da doença, segundo números oficiais.

600 mil mortos?

No mundo, o número de pessoas vítimas da covid-19 já seria de quase 6,9 milhões, mais do dobro das taxas oficialmente registradas pelos países e mesmo pela OMS. O alerta é do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Escola de Medicina da Universidade de Washington.

A entidade independente e que serviu de referência para avaliações do governo americano, estima que, no caso brasileiro, as mortes já chegaram a 595 mil pessoas. Oficialmente, são 408 mil óbitos registrados no país.

Os cálculos apontam que seriam ainda mais de 905 mil óbitos nos EUA, contra um registro oficial de 574 mil. O segundo lugar, de acordo com o instituto, seria a Índia, com 654 mil, seguida pelo México com 617 mil. O Brasil aparece em quarto lugar e, de para os especialistas, o país vive um "claro e significante atraso no registro de mortes desde junho de 2020".

De acordo com o instituto, há uma subnotificação generalizada das mortes pelo novo coronavírus em praticamente todos os países.

Os dados, segundo os autores do estudo, se limitariam a incluir apenas as pessoas que tiveram a morte causada diretamente pelo vírus SARS-CoV-2, e não por outras causas geradas pelo abalo que a pandemia levou aos serviços de saúde.

Para chegar ao número estimado, os pesquisadores compararam os dados de óbitos de cada mês em cada país com a média de mortes no período pré-pandemia.

"Por mais terrível que pareça a pandemia, esta análise mostra que o custo real é significativamente pior", disse Chris Murray, diretor do instituto. "Compreender o verdadeiro número de mortes na COVID-19 não só nos ajuda a apreciar a magnitude desta crise global, mas também fornece informações valiosas para os formuladores de políticas que desenvolvem planos de resposta e recuperação", explicou.

Segundo ele, muitas mortes causadas pela covid-19 não são relatadas porque os países só registram mortes que ocorrem em hospitais ou em pacientes com uma infecção confirmada. "Em muitos lugares, sistemas fracos de registros de saúde e baixo acesso aos cuidados de saúde ampliam este desafio", estima.

"A análise constatou que o maior número de mortes não relatadas ocorreu em países que tiveram as maiores epidemias até o momento", apontou. Na Rússia, o número oficial é apenas um quinto do que o instituto estima, com mais de 500 mil mortes

"Alguns países com epidemias relativamente menores viram um grande aumento na taxa de mortalidade quando contabilizaram as mortes não relatadas. Esta análise mostra que eles podem estar em maior risco de uma epidemia mais ampla do que se pensava anteriormente", apontou.

"Muitos países têm dedicado esforços excepcionais para medir o número de vítimas da pandemia, mas nossa análise mostra como é difícil rastrear com precisão uma nova doença infecciosa de rápida propagação", disse Murray.


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