Semana On

Sexta-Feira 22.out.2021

Ano X - Nº 464

Mato Grosso do Sul

Previsões se confirmam e abril é o mês mais letal, desde o início da Pandemia, em MS

Começa vacinação de profissionais da educação, transporte coletivo e limpeza urbana

Postado em 30 de Abril de 2021 - Redação Semana On

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

As previsões das autoridades em saúde, se confirmaram, e o mês de abril, que termina nesta sexta-feira, dia 30, foi o mais letal desde o início da pandemia. Na live para divulgação do boletim epidemiológico, o Secretário de Saúde Geraldo Resende fez um comparativo dos números de abril em relação a março, e também em relação a dezembro de 2020.

Os números do boletim epidemiológico, divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde, nesta sexta-feira, dia 30, são: mais 33 novos óbitos. 5.718 no total. 

Também foram confirmados mais 949 casos novos, totalizando 248.185 casos confirmados desde o início da pandemia. Dos casos ativos, 9.086 estão em isolamento domiciliar, e outros 1.055 internados.

O secretário ainda anunciou a chegada de mais uma remessa da vacina ao País.

A previsão é de que somadas as remessas desta quinta-feira, dia 29 e hoje, dia 30, 140 mil pessoas possam ser imunizadas.

Vacinação

A Secretaria de Estado de Saúde divulgou resolução incluindo novos grupos para serem imunizados em Mato Grosso do Sul. O Estado recebeu o 15º lote da vacina contra coronavírus com 65.750 doses.

O secretário Geraldo Resende destacou que os novos grupos incluídos na vacinação são de extrema importância. “Os municípios poderão vacinar pessoas de 55 anos com comorbidades, professores que estejam em atividades, trabalhadores da limpeza urbana e aqueles que trabalham nos transportes urbanos. Nós ainda queremos avançar na vacinação das grávidas e puérperas”, destacou.

De acordo com a resolução Nº 77/CIB/SES passam a ser vacinados Trabalhadores da Educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA), desde que tenham entre 55 à 59 anos de idade; Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiros, desde que tenham entre 55 à 59 anos de idade; Trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, desde que tenham entre 55 à 59 anos de idade.

A Secretaria também abriu a vacinação para gestantes a partir de 18 anos, em qualquer idade gestacional; e puérperas a partir de 18 anos até 45 dias após o parto.

Continua a vacinação de idosos acima de 60 anos e pessoas com de síndrome de down, anemia falciforme, coagulopatias hereditárias, obesidade mórbida e as com deficiências permanentes que apresentem limitação motora.

A Secretaria de Estado ressalta que os municípios devem observar o aprazamento para ministrar a segunda dose (D2), conforme prévio agendamento, podendo ser utilizados doses remanescentes de outros grupos finalizados para suprir tal necessidade.

A SES destaca que o município que concluir 100% da vacinação de algum dos grupos prioritários descritos poderá empregar doses remanescentes para dar continuidade à vacinação dos demais grupos constantes na Resolução.

Mato Grosso do Sul vacinou até o momento 695.863 pessoas, sendo 482.086 com a primeira dose e 213.422 com a segunda dose. De acordo levantamento nacional, Mato Grosso do Sul é o primeiro Estado brasileiro com melhor desempenho na vacinação. Aqui, 17,21% da população adulta receberam a 1ª dose do imunizante.

A Resolução com nos novos públicos alvos, juntamente com a quantidade enviada pro cada município foi publicado no Diário Oficial do Estado edição Extra desta sexta-feira e pode ser acessado aqui.

Estado registra redução de internações de idosos após três meses de vacinação

Com efeitos positivos, a Campanha de Imunização contra a Covid-19 começa a dar sinais de alívio e esperança devido a diminuição de internações de idosos acometidos pelo coronavírus. Há três meses, Mato Grosso do Sul iniciou a vacinação de idosos a partir de 90 anos e desde então, o número de hospitalização desta faixa etária reduziu a zero bem como quanto ao número de óbitos registrados. O Estado tem se destacado como uma das unidades da federação que mais vacinou a população no País.

Para o secretário Geraldo Resende, os dados demonstram o sucesso da campanha de imunização contra a covid-19. “Isto revela que precisamos avançar nesta campanha de vacinação no Estado. Iniciamos em janeiro deste ano e percebemos que houve uma redução considerável de internações e de óbitos no grupo pessoas com mais de 90 anos, ou seja, apresentaram uma queda significativa neste período, o que nos traz muita esperança neste enfrentamento da doença”.

A faixa etária de 80 a 89 anos também trouxe resultados animadores apresentando sinais de melhoria, saltando de uma taxa de hospitalização que chegou mais de 10% e hoje registra 3,5%. Quanto aos óbitos, antes da vacinação, a mortalidade oscilava na casa de 20% e agora está em 6,9% dos casos registrados em abril.

Nos idosos entre 70 a 79 anos, o índice tem oscilado um pouco, conforme explica a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone. “Tivemos uma queda nesta faixa etária após a vacinação que começou em março. Existe ainda o tempo de vacinação e agora em abril vamos terminar esse grupo. Mas estamos acompanhando o comportamento desta faixa etária junto à vacinação”.

Levando em consideração a evolução epidemiológica da doença no Estado, a secretária-adjunta da SES faz um alerta a população. “A contaminação infelizmente está mais alta na faixa etária de 20 a 49 anos que corresponde a 62% dos casos confirmados em Mato Grosso do Sul. Este grupo precisa ter maior cuidado e menor exposição ao risco”, pontua.

Com a chegada da 14ª remessa de vacina enviada pelo Ministério da Saúde ao Estado na última semana, a Secretaria de Estado de Saúde destinou parte do lote, sendo 31.845 doses da AstraZeneca/Oxford para que fossem empregados como primeira dose (D1) para a vacinação em idosos a partir de 60 anos ou mais, priorizando os com morbidades graves, além de outros grupos previstos na Resolução Nº 67/CIB/SES.

“Com base em evidências científicas, aliadas a intensificação da vacinação e as demais medidas adotadas pelo Estado - destacando o decreto, onde houve a redução da mobilidade a partir de medidas mais restritivas. Agora nós estamos colhendo os frutos. Nós temos muito a comemorar, isto nos enche de esperança, mas não podemos nos descuidar porque ainda estamos com uma estabilidade muito alta. Então, o momento é de se preservar e não vacilar”, ressalta Crhistinne Maymone.

“O nosso mantra de salvar vidas deve continuar sendo: uso adequado de máscaras, álcool em gel, distanciamento físico e não aglomerações, estas ainda são as melhores evidências científicas. E, se chegar a sua vez, VACINE! E não deixe de completar as duas doses da vacina”, finaliza a secretária da SES.


Voltar


Comente sobre essa publicação...