Semana On

Sexta-Feira 03.dez.2021

Ano X - Nº 470

Mato Grosso do Sul

Nos primeiros 19 dias de março MS registrou 417 mortes por coronavírus

Mato Grosso do Sul está nas últimas posições no índice de isolamento social

Postado em 19 de Março de 2021 - Redação Semana On

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A secretária adjunta da Saúde, Dra. Cristhine Maymone, alertou nesta sexta-feira (19) para o grande número de municípios sul-mato-grossenses na faixa vermelha, de alto grau de risco, são 44 de acordo com a avaliação do Programa Prosseguir. Segundo o levantamento 29 municípios regrediram de bandeira, ficando em situação pior e 11 melhoraram em relação ao cenário anterior.

Já o secretário de Saúde Geraldo Rezende lamentou os números do boletim epidemiológico de hoje: 200.017 casos confirmados, 1.222 casos novos, média móvel de 1.083,9.

Foram registrados ainda mais 36 óbitos por Covid-19. Totalizando 3.775 mortes. E a média móvel vai a 30,3 mortes por dia. São 417 óbitos só neste mês de março, o mês com mais mortes durante toda a pandemia, destacou o secretário de saúde.

Na Capital, Campo Grande, classificada pelo Programa Prosseguir na bandeira cinza de grau extremo, foram registrados 21 óbitos. Outros quatro são de Dourados. Três de Camapuã. E dois de Naviraí e Sonora. São Gabriel do Oeste, Três Lagoas, Sidrolândia e Ponta Porã registraram um óbito cada.

Outra preocupação do Secretário são os 8.182 casos que aguardam encerramento nos municípios, ele voltou a pedir empenho das secretarias municipais de saúde para conclusão.

Hoje 11.101 infectados estão em tratamento, porém em isolamento domiciliar. Precisaram de internação 968 pessoas. 553 ocupam leitos clínicos e outros 415, que são casos mais graves, já ocupam leitos de UTI.

Isolamento baixo

Apesar dos apelos das autoridades públicas e sanitárias do Governo do Estado, Mato Grosso do Sul aparece nas últimas colocações em relação ao índice de isolamento social em todo o Brasil, estando na 25° posição entre os estados, com 31,3%. Só fica em situação melhor que Santa Catarina e Espírito Santo.

Os dados são referentes Ao último dia 17, produzindo o mapa nacional e o ranking de todos os estados. Quem lidera o quesito é Sergipe com 43,70% de isolamento, seguido por Pará (43,45%), Ceará (43,43%), Acre (39,69%), Rondônia (38,22%), Amazonas (37,84%) e Maranhão (36,75%).

Nas últimas colocações do ranking nacional aparecem Mato Grosso (32,17%), Rio de Janeiro (32,06%), Mato Grosso do Sul (31,3%), Santa Catarina (30,45%) e Espírito Santo (30,35%).  O Estado sempre apresentou um “efeito gangorra” no índice nacional, sendo que há um ano, quando começou a pandemia, o percentual estava em 42,38%, com variação entre 29% a 58,3% nos municípios.

Já no mês seguinte, em abril, a média ficou abaixo de 40%, tendo um aumento e chegando a 47,3% no dia 29 daquele mês. Nos meses seguintes houve redução do percentual e apenas no final de agosto, devido à queda acentuada das temperaturas, o Estado chegou a 40,4% de isolamento social.

No final do ano passado, no feriado de Natal, Mato Grosso do Sul chegou a 49%, ficando na 12° colocação no ranking nacional. Já no levantamento feito no último domingo (14), o Estado aparecia na última colocação com 42,4%.

O levantamento divulgado ontem (18) ainda mostra Campo Grande na última colocação no índice entre as capitais, com 31,17%. Belém (PA) lidera o ranking com 49,33%, seguido por Aracaju (47,73%) e Fortaleza (44,68%).

“Nós precisamos que a população nos ajude cumprindo as medidas de biossegurança e evitem aglomerações. A doença avança mais rápido do que conseguimos ampliar mais leitos. Precisamos que os municípios também cumpram as medidas adotadas pelo decreto e sigam as recomendações do Prosseguir”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Está em vigor desde o último domingo (14) o novo toque de recolher definido pelo governador Reinaldo Azambuja, que segue até o dia 27 de março. Durante este período ele inicia às 20h e segue até às 5 da manhã. Neste horário só podem funcionar os serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de delivery, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolina e indústrias, assim como aqueles considerados essenciais.

Aos sábados e domingos, os serviços que não são classificados como de natureza essencial terão regime especial de funcionamento. Só poderão abrir e atender o público entre 5 e 16 horas. Os estabelecimentos devem funcionar no máximo com 50% de sua capacidade, seguindo ainda outras medidas de biossegurança, como distanciamento social, de um metro e meio entre as pessoas.


Voltar


Comente sobre essa publicação...