Semana On

Quarta-Feira 04.ago.2021

Ano IX - Nº 454

Mato Grosso do Sul

Aumenta casos de Covid-19 com a circulação de variante duas vezes mais transmissível

Governo vai intensificar as fiscalizações nos municípios para cumprimento do toque de recolher

Postado em 12 de Março de 2021 - Redação Semana On

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Com registro de 1.104 novos casos nas últimas 24 horas e 26 mortes, o Boletim Epidemiológico desta sexta-feira (12) divulgado durante a live da Secretaria de Estado de Saúde (SES), apresentou quadro de crescimento substancial da Covid-19 em todo o MS.

Um momento muito grave, de acordo com a secretária-adjunta da SES, Christine Maymone, que pediu, mais uma vez, a compreensão de todos diante da progressão geométrica da doença que, segundo ela, “é assustadora”.

Com a circulação da nova variante a circulação do vírus tornou duas vezes mais contagiosa e altamente transmissível, frisou a médica.

Nos últimos 21 dias a média móvel de casos foi para 935,3 e de óbitos subiu para 21. Total de casos notificados desde o início da pandemia é de 620.149 e 3.563 mortes causadas pela doença.

As internações hospitalares bateram recorde no dia de hoje. São 821 pacientes internados, desses 452 ocupam leitos clínicos e 369 estão em leitos de UTI.

Os cinco municípios que registraram mais casos foram Campo Grande com 335 novos exames positivos em apenas 24 horas. A Capital tem 43% do total de casos do Estado, com 78.321. Em seguida temos Dourados com +145; Ponta Porã com +51; Três Lagoas +50 e Naviraí +43. A cidade de Bonito apresentou o número mais alto até hoje: 23 novos casos.

As mortes foram registradas em 13 municípios. A Capital registrou a morte de 10 pacientes; Sidrolândia 3; Dourados e Ponta Porã registraram 2 óbitos cada uma. Aquidauana, Aral Moreira, Corumbá, Deodápolis, Naviraí, Pedro Gomes, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas tiveram um óbito cada.

A ocupação de leitos nas cinco macrorregiões do Estado continua alta. Campo Grande não divulgou o número de leitos porque não apresentou o total de pacientes internados sem Covid. Mas de acordo com o secretário de Saúde, Geraldo Resende, todos os hospitais públicos da cidade estão com mais de 100% de ocupação. A macrorregião de Dourados tem 95%, Três Lagoas 86% e Corumbá 71%.

O Secretário também destacou que o Estado está em quinto lugar em eficiência na vacinação, mesmo tendo recebido menos doses que os estados da região Norte do País. Foram vacinados na primeira fase 55,90% (primeira dose) e 27,8% (segunda dose).

As novas medidas que serão implantadas a partir de domingo, de acordo com Geraldo Resende, precisam ser respeitadas por todos, pois elas visam garantir a vida de todos. “Economia e saúde caminham juntas”. O secretário ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul não pode correr o risco de repetir a situação de Manaus.

Acesse aqui o Boletim completo.

Mato Grosso do Sul atinge 347 leitos de UTI para Covid e terá mais 33 até a próxima semana

Trabalho de parceria entre o governo e os municípios garante a ampliação dos leitos de UTI-Covid em diversas regiões do Estado, chegando a 347 unidades e com previsão de abertura de mais 33 até o próximo dia 19. Segundo o titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Geraldo Resende, uma “força-tarefa” instituída na pasta está em contato permanente com prefeitos e secretários municipais de Saúde para um trabalho conjunto com essa finalidade.

“Discutimos com os municípios em quais localidades temos leitos de UTI e precisamos ampliá-los. E aqui na Capital já temos algumas vitórias. No próprio Hospital Regional nós tínhamos 79 leitos exclusivos para pacientes do coronavírus e mais 28 leitos de retaguarda. Todos eles foram transformados em Covid. Então, mesmo que não tenhamos leitos novos, aumentamos exclusivamente para Covid, em 28 unidades”, salientou o secretário.

Além de Campo Grande, estão sendo instalados novos leitos de UTI nas cidades de Coxim, Dourados, Três Lagoas e Aparecida do Taboado. Na Capital, além dos 28 do Hospital Regional de MS, estão sendo abertas duas unidades na Clínica Campo Grande, 10 na Santa Casa (era usados como UTI Geral e passaram a ser exclusivos Covid) e 14 no Hospital Adventista do Pênfigo, totalizando 54 novas vagas para pacientes graves de Covid-19.

Em Coxim, serão instaladas mais três UTI’s no Hospital Regional de Coxim, com previsão de ser ativado até o dia 19 deste mês. Em Dourados, a previsão é de mais 20 estruturas, sendo cinco de instalação imediata no Hospital Universitário (HU) da UFGD, cinco no Hospital Santa Rita e mais 10 no HU da UFGD, ainda em fase de negociação com os dirigentes da instituição.

Já a população da macrorregião de Três Lagoas está conquistando mais 10 Unidades de Terapia Intensiva no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (implantação imediata) e cinco estruturas no Hospital da Fundação Hospitalar Enfermeiro Pedro Francisco Soares, de Aparecida do Taboado.

“Desta forma, dos 288 leitos que tínhamos anteriormente, montados exclusivamente para pacientes de Covid-19, estamos chegando a 347 de imediato, com perspectiva de chegarmos a 380 até o próximo dia 19, se as tratativas que estamos fazendo com muito empenho, se concretizarem”, salienta Geraldo Resende. “Tudo isso, para que não faltem leitos para os nossos pacientes, mas isso de nada vai adiantar se a população não colaborar, adotando as medidas de contenção”, conclui o secretário.

Toque de Recolher

As Secretarias de Estado de Saúde e de Justiça e Segurança Pública, com a apoio da Vigilância em Saúde Estadual, Vigilância Sanitária Estadual, Defesa Civil Estadual e Comissão de Controle Sanitário iniciaram na quinta-feira (11), tratativas para criar uma força tarefa por meio do Sistema de Comando de Incidentes - SCI, com objetivo de fiscalizar o cumprimento do Decreto Nº 15.632/21, que institui novas medidas de prevenção para evitar a proliferação do coronavírus, em Mato Grosso do Sul. A força tarefa deve entrar em operação a partir do dia 14 de março, junto com a vigência do decreto estadual.

Segundo o Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, objetivo desta ação junto com as forças de segurança e da Vigilância Sanitária Estadual, é frear as aglomerações clandestinas que acontecem em alguns municípios. “Estamos preocupados com a situação epidemiológica do Estado. Sabemos que alguns municípios estão em situação crítica. Por isso, precisamos do apoio das forças de segurança para garantir a sustentação de ordem e da vigilância sanitária para fiscalizarem os locais que insistem em criar eventos com aglomerações”.

Para o Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, os núcleos regionais de inteligência da Sejusp poderão ser utilizados nesta força tarefa. “Podemos identificar áreas quentes por meio de monitoramento. Esta ação será fundamental justamente para este momento que estamos passando. É importante lembrar que, apesar de oferecermos esse apoio, os prefeitos também têm as suas responsabilidades junto com seus os municípios”.

O Diretor de Saúde e Assessor Técnico do Corpo de Bombeiros Militar na SES, Coronel Marcello Fraiha, ressalta que o Sistema de Comando de Incidentes deverá funcionar como uma ferramenta gerencial de crises para orientar as ações da Força Tarefa. “Essa força tarefa vai contar com o apoio do Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Vigilância Sanitária Estadual, Defesa Civil Estadual e Comissão de Controle Sanitário que poderão atuar nos locais indicados pelo serviço de inteligência da Sejusp e pela SES, visando o cumprimento das regras do Decreto e do Prosseguir”. O emprego da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária será fundamental no apoio através de orientações às Vigilâncias Sanitárias municipais, destaca Fraiha.

A diretora-geral de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, explica que quatro pontos foram analisados para classificar os municípios que estão em situação mais críticas e que deverão receber a força-tarefa. “Nós analisamos em alguns municípios alguns pontos: a densidade populacional, aumento de casos nos últimos dias, casos confirmados, se tem pontos turísticos e a taxa de isolamento. Utilizamos esses critérios e selecionamos alguns municípios para iniciamos esse monitoramento. A Vigilância em Saúde vai estará incorporada na Vigilância Sanitária e atuará neste gerenciamento e orientando as Visas municipais”.

Toque de recolher

O novo horário do toque de recolher tem validade de 14 dias, ou seja, segue de 14 a 27 de março, quando será reavaliada a situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso do Sul.
Durante o horário do toque de recolher, somente poderão funcionar os serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de delivery, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolina e indústrias.

Aos sábados e domingos, os serviços que não são classificados como de natureza essencial terão regime especial de funcionamento. Só poderão abrir e atender o público entre 5 e 16 horas.


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