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Quinta-Feira 24.jun.2021

Ano IX - Nº 448

Cultura e Entretenimento

6 livros para ler em março e refletir sobre desigualdade, racismo e saúde

Obras sobre feminismo e questões raciais são destaques no mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher. Confira nossa seleção para sua lista de leituras

Postado em 09 de Março de 2021 - Larissa Lopes – Galileu

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No mês das mulheres, obras sobre feminismo, desigualdades e questões raciais se destacam entre os principais lançamentos do mercado editorial. Autoras renomadas também conquistam um novo espaço nas estantes com edições comemorativas, como é o caso de Rosa Luxemburgo, cuja principal obra ganhará uma versão atualizada em seu aniversário de 150 anos.

Histórias reais, como as retratadas em Precisamos falar sobre abuso e A decodificadora, também não podem faltar para emocionar e inspirar leitores a lutarem por uma sociedade mais igualitária. A seguir, confira nossa seleção de livros lançados em março para refletir sobre essas e outras questões.

1. A decodificadora, de Walter Isaacson (Intrínseca, 576 páginas, R$ 79,90)

Vencedora do Prêmio Nobel de Química em 2020, a bioquímica Jennifer Doudna terá sua história contada pelo jornalista Walter Isaacson, autor de biografías sobre Albert Einstein, Steve Jobs e Leonardo Da Vinci. Disponível nas principais livrarias e lojas virtuais a partir de 19 de março, o livro A decodificadora apresenta a trajetória da cientista e o desenvolvimento do CRISPR, ferramenta de edição de DNA que revolucionou nosso conhecimento sobre o genoma humano.

2. A acumulação do capital, de Rosa Luxemburgo (Ed. Civilização Brasileira, do Grupo Editorial Record, 588 páginas, R$79,90)

No mês em que são comemorados os 150 anos da filósofa marxista Rosa Luxemburgo, sua principal obra ganha uma nova tradução para o português, feita pelo célebre cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira. No livro, a escritora polonesa critica o imperialismo e descreve as condições históricas e sociais que permitiram a expansão e a acumulação de bens pelos capitalistas.

3. Precisamos falar sobre abuso: conversas e memórias sobre a cultura do estupro, organizado por Roxane Gay (Globo Livros, 296 páginas, R$ 49,90)

Por meio de relatos, quadrinhos, contos e ensaios, mulheres das mais diversas origens falam sobre como é conviver com o assédio, a violência e a misoginia. Com honestidade impressionante, os textos organizados pela escritora e ativista feminista Roxane Gay expõem a cultura do estupro presente em praticamente todas as sociedades. A edição brasileira conta com apresentação da jornalista Ana Paula Araújo.

4. Interseccionalidade, de Patricia Hill Collins e Sirma Bilge (Boitempo, 288 páginas, R$ 67)

Com linguagem acessível e exemplos reais, as sociólogas Patricia Hill Collins, da Universidade de Maryland, nos EUA, e Sirma Bilge, da Universidade de Montreal, no Canadá, reconstroem a evolução do conceito e da prática da interseccionalidade, termo cada vez mais popular entre acadêmicos e militantes.

Na obra, as autoras também defendem a importância da intersecção de lutas sociais para o combate das desiguladades. "Em vez de ver as pessoas como uma massa homogênea e indiferenciada de indivíduos, a interseccionalidade fornece estrutura para explicar como categorias de raça, classe, gênero, idade, estatuto de cidadania e outras posicionam as pessoas de maneira diferente no mundo", definem.

O lançamento do livro faz parte de uma série de atividades promovidas pela Boitempo em razão do Dia Internacional da Mulher. Além da obra, a editora também organizará cursos e debates em seu canal do YouTube, TV Boitempo, e lançará o livro O patriarcado do salário: notas sobre Marx, gênero e feminismo (v.1), de Silvia Federici.

Interseccionalidade chega às livrarias físicas e digitais em 16 de março com duas opções de capa: uma bordada e outra pintada.

5. Colorismo, de Alessandra Devulsky (Jandaíra, 208 páginas, R$ 24,90)

Mais um título da série Feminismos Plurais, coordenada pela filósofa Djamila Ribeiro, Colorismo aborda como a distinção entre negros claros e retintos prejudica o reconhecimento e união entre afrodescendentes e enfraquece a luta antirracista. O livro discute como o racismo estrutural se manifesta no mundo do trabalho, nas relações de poder e em relações afetivas, sob o olhar do feminismo negro.

6. A Limpeza da Mente: Reprograme sua mente para ter pensamentos mais claros, relações mais profundas e uma felicidade duradoura, de David e Austin Perlmutter (Selo Fontanar, da Companhia das Letras; 312 páginas, R$ 59,90)

Após o sucesso de A Dieta da Mente, o neurocientista norte-americano David Perlmutter retorna com mais uma obra sobre bem-estar e saúde do cérebro. Dedicado a todos aqueles que buscam reconexão (consigo mesmos e com o mundo), o livro A Limpeza da Mente fala sobre os efeitos negativos de se viver em um mundo hiperconectado. Junto com seu filho, o médico e coautor Austin Perlmutter, David indica um programa prático e mais de 40 receitas saudáveis que ajudarão os leitores a tomarem decisões mais assertivas, fortalecerem relações e viverem com menos estresse, ansiedade e desconfiança.


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