Semana On

Segunda-Feira 16.mai.2022

Ano X - Nº 487

Mato Grosso do Sul

Com 3.416 vidas perdidas, MS confirma primeiro caso da nova variante do coronavírus

Estado está no topo ranking nacional de aplicação das duas doses da vacina contra a Covid-19

Postado em 05 de Março de 2021 - Redação Semana On

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Nesta sexta-feira (5) Mato Grosso do Sul registrou mais 23 óbitos por complicações da Covid-19. Conforme o boletim, a mortes ocorreram entre 28 de fevereiro e 4 de março, em Campo Grande e outros 14 municípios do interior. A média móvel está em 17,6 óbitos por dia. Com a atualização o Estado acumula 3.416 vidas perdidas para a doença.

Os novos casos confirmados da doença somam 711, totalizando 185.833 sul-mato-grossenses infectados desde o início da pandemia. As cidades com maior número de confirmados são: Campo Grande (209), Três Lagoas (72), Dourados (65), Corumbá (38) e Ponta Porã (31). A média móvel indica 832,1 confirmações diárias na última semana.

Conforme o boletim epidemiológico, o número de pacientes internados segue avançando. O número de internados que no dia 20 de fevereiro era de 495, nesta sexta-feira é de 712, entre leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).  

A taxa global de ocupação de leitos no Estado é de 92% na macrorregião de Campo Grande, 89% em Dourados, 82% em Três Lagoas, e 63% em Corumbá.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), existem 1.511 amostras em análise pelo Laboratório Central, e 5.670 casos sem encerramento pelos municípios.  

O detalhamento do Boletim Epidemiológico Covid desta sexta-feira, 5 de março pode ser conferido aqui.

Variante

O primeiro caso de infecção da nova variante do coronavírus foi confirmada nno último dia 2 em Mato Grosso do Sul. Denominada de P1, a nova variante do vírus causador da Covid-19 foi registrada em um paciente do sexo masculino, de 37 anos, morador de Corumbá.

O homem apresentou sintomas da doença no dia 2 de janeiro deste ano e a confirmação laboratorial, via Lacen/MS pela metodologia RT PCR em tempo real, saiu no dia 8 do mesmo mês. O paciente teria contraído a Covid-19 durante viagem a Manaus (AM). Assim, constatou-se como um caso importado da P1.

O paciente ficou internado Santa Casa de Corumbá em UTI e hoje se encontra em recuperação em domicílio. Como fatores de risco, apresenta: imunossupressão e obesidade. Após investigação epidemiológica, considerando histórico de viagem a Manaus e data de início de sintomas, constatou-se como caso IMPORTADO de contágio.

Este caso, faz parte dos três casos suspeitos que estavam em investigação, sendo um já confirmado e dois que ainda permanecem a espera de resultado pela Fiocruz, sem data para envio.

A SES informa que tem se mantido vigilante quanto ao surgimento da nova variante. O Lacen/MS havia encaminhado 148 amostras de controle para sequenciamento genético no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Destas, foram recebidas 28 amostras cujo os resultados foram negativos para a nova variante, as demais foram descartadas. A partir deste mês, mais 43 amostras de controle serão encaminhadas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais.

Critério para envio de amostras

A rotina de envio de amostras para sequenciamento genômico de Sars-CoV-2 deve atender as demandas recebidas através da Gerência Técnica de Influenza e Doenças Respiratórias do Estado do Mato Grosso do Sul e do Ministério da Saúde.

Para o envio devem ser respeitados os critérios pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde conforme o que for o objeto de avaliação: se controle de qualidade laboratorial, se investigação de suspeita de reinfecção, se investigação de novas variantes circulantes no Brasil, etc.

Todas as amostras objetos dessas avaliações devem ser enviadas somente aos Laboratórios de Referência Nacionais pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde. No caso do Mato Grosso do Sul, este laboratório de referência é o IAL – Instituto Adolfo Lutz em São Paulo. A SES ressalta que os casos suspeitos foram encaminhados para a Fiocruz.

De uma forma geral as amostras devem ter sido testadas para Sars-CoV-2 e ter o valor de CT (cycle threshold) < 27. Para avaliação de controle de qualidade laboratorial selecionam-se amostras com resultados positivos, inconclusivos e negativos para Sars-CoV-2 de diferentes semanas epidemiológicas, diferentes faixas etárias, de pacientes que evoluíram a óbito, de diferentes regiões de abrangência, de área fronteiriça para outros estados e outros países, amostras de SG e SRAG.

Para investigação de suspeita de reinfecção devem atender os critérios de definição de caso. E em investigação aleatória de novas variantes circulantes selecionam-se amostras de pacientes que evoluíram a óbito ou que tiveram sintomas graves ou leves da doença, amostras de áreas fronteiriças com outros países, amostras com histórico de viagem para áreas de transmissão da nova variante ou ainda amostras com suspeitas de reinfecção. No caso de investigação não aleatória de novas variantes circulantes selecionam-se amostras de pacientes com histórico de viagem para áreas de transmissão da nova variante.

Sobre a P1

A linhagem P1 é uma variante de atenção (VOC, do inglês Variant of Concern), com circulação comunitária já reportada no estado do Amazonas e oeste do estado do Pará. Por sua vez, a linhagem P.2 apresenta a mutação E484K no domínio de ligação com o receptor na Spike e já circula em todas as regiões geográficas do pais. Ambas linhagens P.1 e P.2 são descendentes da linhagem B.1.1.28 em circulação no pais desde março de 2020.

Recomendamos a investigação clínico e epidemiológica dos casos e a investigação laboratorial de potenciais contactantes de pacientes que foram positivos para alguma VOC. As VOCs reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde são: B.1.1.7 (501Y.V1) - Surgiu no Reino Unido em dezembro. B.1.351 (501Y.V2) - Surgiu na África do Sul em dezembro. P.1 (501Y.V3) - Surgiu no Brasil no final de 2020.

Vacinas

Os números da vacinação contra a Covid-19 no Brasil revelam que Mato Grosso do Sul é o estado que mais aplicou as duas doses proporcionalmente na população.

No Estado, 53.779 pessoas receberam a primeira e a segunda dose do imunizante, o equivalente a 1,91% da população, segundo dados divulgados até às 8h (horário de Brasília).

Distrito Federal ocupa a segunda colocação com 1,77% da população imunizada com as duas doses (54.145 pessoas). Na sequência aparece Roraima, com 1,51% da população protegida (9.500 pessoas). 

Conforme o levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito a partir de dados das secretarias estaduais de saúde, 2.303.850 brasileiros já receberam a segunda dose da vacina (1,09% da população).

O consórcio de veículos de imprensa é formado pelos jornais Extra, Folha de S.Paulo, G1, O Estado de S.Paulo, O Globo e UOL.


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