Semana On

Quinta-Feira 24.jun.2021

Ano IX - Nº 448

Entrevista

Manaus: o bolsonarismo fabricou o pesadelo

Apoiadores do presidente, instigados por ele, amotinaram-se contra o lockdown, que teria reduzido a tragédia afirma o epidemiologista - e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz - Jesem Orellana

Postado em 18 de Janeiro de 2021 - Ricardo Machado - IHU Online

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Descontrole epidêmico, desinformação e mortes: esta tríade macabra dá o tom da atual situação de Manaus, que concentra todo o atendimento de média e alta complexidade do Estado do Amazonas, o qual possui uma população de 4,5 milhões de pessoas. A segunda onda da Covid-19 na região não deixa de ser evidência do triunfo momentâneo das fake news e da defesa, por parte dos governos, de medidas não científicas. “Temos visto o ministro da Saúde, mas não só ele, desconstruir todo esse trabalho [dos alertas dos cientistas], o que se repete com outras personalidades, como jogadores de futebol, políticos e tantos outros indivíduos ligados ao meio empresarial que acabam criando esse mar de fake news”, sustenta Jesem Orellana, epidemiologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz do Amazonas.

O que o governo federal tenta sugerir, por meio de declarações do presidente e do ministro da Saúde, é que o caos do Amazonas é devido à não realização do tratamento precoce com medicamentos sem nenhuma comprovação científica. A realidade concreta é totalmente outra. “Nas últimas semanas temos tido muitos casos de morte em casa, o que é um reflexo da desassistência e do colapso da rede médica assistencial, responsável pela internação de pacientes graves, que, não raro, precisam de internação e leitos de UTI”, relata o epidemiologista. A situação, destaca Orellana, “É i-na-cei-tá-vel! Porque já tínhamos conhecimento de como evitar a contaminação viral. Não nos ouviram, não ouviram a ciência e acabamos do jeito que estamos agora em Manaus. Um desastre sanitário e humanitário plenamente evitável”.

Em meio a esse mar de notícias ruins, o Sistema Único de Saúde – SUS continua sendo a tábua de salvação para a maior parte dos brasileiros, visto que tem um papel fundamental na saúde pública. “Esse é o papel do SUS para garantir a saúde pública das pessoas, embora ele tenha muitos problemas de subfinanciamento e questões relacionadas à operacionalização. De qualquer maneira, ele sem dúvidas tem sido nosso esteio e nossa salvação durante a pandemia”, complementa.

Jesem Orellana possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Rondônia, mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e está concluindo doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas. Atua como pesquisador em saúde pública na Fundação Oswaldo Cruz há 15 anos e tem experiência em epidemiologia populacional.

 

Qual a atual situação de Manaus?

Neste momento estamos vivenciando o que chamamos em epidemiologia de pico explosivo da mortalidade, com a população em pânico, os profissionais de saúde da linha de frente extremamente debilitados – do ponto de vista físico e psicológico – e a sociedade sem saber o que fazer.

O ministro [da Saúde] Pazuello deu uma entrevista na segunda-feira, por ocasião da visita ao Amazonas, divulgando fake news sobre eventual tratamento precoce da Covid-19 e minimizando a importância dos testes como o RT-PCR [1] para identificação do novo coronavírus. Nesse sentido, a população de Manaus se encontra bastante confusa e perdida, o que acaba criando essa sensação favorável ao desastre sanitário que nós estamos observando.

De um lado há a ciência fazendo um conjunto de recomendações que já funcionaram dentro da epidemia de Covid-19, inclusive em alguns lugares do Brasil e centenas de locais mundo afora, enquanto o governo federal, especialmente o ministro da Saúde, que não tem qualificação na área para tratar destes assuntos, acaba trazendo mais problema para a gestão da epidemia.

Quais foram as desinformações (fake news) que o ministro divulgou?

Há aproximadamente 15 dias Manaus recebeu a visita de uma técnica do alto escalão do Ministério da Saúde, em que ela fez um apelo aos médicos e enfermeiros da capital e do Estado do Amazonas para que eles prescrevessem o tratamento precoce a que o ministro se refere. Isso seria, basicamente, um tratamento baseado em medicação que não tem nenhuma comprovação científica de criar um efeito preventivo para evitar o adoecimento ou infecção pelo novo coronavírus. Muito provavelmente eles estão se referindo a estas drogas comentadas frequentemente, como a hidroxicloroquina e a ivermectina.

O segundo problema que o ministro levanta é a afirmação de que as pessoas devem se agarrar ao diagnóstico clínico da Covid-19 para definir se o indivíduo está doente ou não. Porém os próprios protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde recomendam que as confirmações destes casos sejam baseadas em evidências laboratoriais, tais como sorologia (exame de sangue) ou RT-PCR. Esse discurso nos leva a crer que a epidemia não deveria estar no patamar que estamos vivendo hoje porque nós já tínhamos, desde antes de conhecer o novo coronavírus, a solução para o problema. Ou seja, o tratamento precoce com drogas que não foram referendadas pela comunidade científica e o diagnóstico clínico que se sobrepõe ao laboratorial.

Estas são duas questões muito graves colocadas pelo chefe maior da saúde no Brasil, um ministro de Estado, o Pazuello, o que nos preocupa muito. Temos enormes dificuldades de fazer a população entender o que são as melhores práticas e conhecimento científico que temos em relação à epidemia. Pior ainda, temos visto o ministro da Saúde, mas não só ele, desconstruir todo esse trabalho, o que se repete com outras personalidades, como jogadores de futebol, políticos e tantos outros indivíduos ligados ao meio empresarial que acabam criando esse mar de fake news. Isso tudo nos afunda cada vez mais na epidemia de Covid-19.

Qual a capacidade de atendimento de pacientes graves de Covid-19 que a rede hospitalar manauara disponibiliza?

Antes da confirmação do primeiro caso de Covid-19 tínhamos uma infraestrutura muito deficitária, com menos de 100 leitos de UTI em Manaus. Porém a cidade atende toda a população do Estado. Para se ter uma ideia, até a segunda semana de janeiro de 2021 o Estado do Amazonas não conseguiu instalar um único leito de UTI no interior. Isso acaba contribuindo para o agravamento da aglomeração desnecessária de pessoas, o que gera essa saturação e esse colapso que estamos vendo na rede de alta complexidade.

Então, pode-se afirmar que a situação está, novamente, em colapso?

Há diferentes tipos de avaliação de colapso, dependendo do referencial que se utiliza. O segundo colapso na rede assistencial de Manaus iniciou no final de outubro, quando tivemos a primeira superlotação dos leitos de UTI no único hospital de referência para Covid-19 no Amazonas, que atende 4,5 milhões de pessoas.

A partir desse momento que começamos a ver sinais claros de aceleração da epidemia, a situação da rede hospitalar foi se agravando aos poucos, de forma que no dia 11 de dezembro, após o governo do Estado fazer uma ampliação nos leitos de UTI no hospital Delphina Aziz, continuava havendo um único hospital de referência para o tratamento, sempre com a superlotação.

Ocorreu que cerca de dez dias depois foram abertos leitos para pacientes de Covid-19 em outros hospitais, mas justamente onde não se deveriam abrir leitos, pois se trata de locais especializados em tratamento de pacientes com câncer, maternidades etc. Apesar de todos esses esforços de improviso para a configuração de leitos hospitalares para pacientes de Covid-19, o sistema está chegando ao limite máximo operacional. Isso significa que não há mais para onde ir. Na prática estamos com toda a rede saturada, tanto a rede Covid-19 quanto a dos demais leitos.

Mortes em casa

Nas últimas semanas temos tido muitos casos de morte em casa, o que é um reflexo da desassistência e do colapso da rede médica assistencial, responsável pela internação de pacientes graves, que, não raro, precisam de internação e leitos de UTI.

A mortalidade vai muito além dos casos de Covid-19. Na medida em que se abrem novos leitos – não há uma mágica –, retiram-se leitos, aparelhos e profissionais que estavam em outras clínicas, outras localidades, e se realoca esse quantitativo para os casos de Covid-19. A implicação prática é que além das mortes diretas pela pandemia, começam as mortes indiretas, por desassistência, de quem estava em situação grave ou aguardando uma cirurgia por outros problemas de saúde.

Além dessas dificuldades, quais outras têm sido enfrentadas?

Até agora falamos de uma face do problema, das questões relacionadas à alta e média complexidade, que é, em termos de epidemia infecciosa, um dos piores locais para atuar de maneira efetiva. Porque quando se atua dentro do hospital se está abrindo mão das ações fora do hospital, que é onde se conseguiria detectar precocemente e, eventualmente, acompanhar os pacientes e com isso coibir, limitar e eliminar a cadeia de transmissão do novo coronavírus.

A atenção básica em Manaus, mas também em todo o território do Amazonas, continua muito precária. A capacidade da vigilância laboratorial é estritamente centralizada na capital, de forma que não temos capacidade de diagnóstico por RT-PCR em nenhum dos 61 municípios do Amazonas. Bem, esta é a informação oficial. Seria uma surpresa descobrir que alguma prefeitura passou a fazer esses testes.

Se não há atenção básica, diagnóstico precoce, não tem como quebrar a cadeia de transmissão do novo coronavírus e isso sempre resulta em ciclos explosivos de casos e mortes. Essa incapacidade de gerir a epidemia leva exatamente ao momento que estamos vivendo em Manaus.

Há diferenças entre a primeira grande onda, de abril a junho, e o atual cenário?

A primeira onda tem o momento mais crítico nos meses de abril e maio de 2020. Quando olhamos os indicadores de mortalidade vemos que a quantidade é maior no final de abril e início de maio. Mas o indicador de mortalidade é um indicador tardio do espalhamento da doença, pois se a morte ocorreu hoje, por exemplo, significa que a pessoa entrou em contato com o coronavírus 10, 15, 20 dias atrás, por isso pode ser ainda maior, dependendo dos casos.

Como na primeira onda tínhamos uma população totalmente suscetível ao coronavírus, já que era uma doença emergente, acabamos tendo um pico explosivo tanto de contágio quanto de mortalidade. Isso se deveu, principalmente, ao fato de que muito pouco se sabia sobre as maneiras e estratégias para evitar que a contaminação fosse tão grande, bem como em relação ao gerenciamento de casos clínicos nas unidades ambulatoriais ou hospitalares. Isso tudo se soma à precária infraestrutura, à época, de alta e média complexidade, de diagnóstico laboratorial.

Contudo, devemos ter a honestidade de dizer que as condições que se deram para a ocorrência da segunda onda de contágio e mortalidade por Covid-19 em Manaus, que se inicia, mais ou menos, em agosto, eram as mesmas. Se antes tínhamos uma série de fatores que favoreciam aquele cenário trágico, o que explica a situação de agora? Estamos passando exatamente pelo mesmo problema: explosão de casos novos, explosão de hospitais superlotados, explosão da mortalidade.

É i-na-cei-tá-vel! Porque já tínhamos conhecimento de como evitar a contaminação viral, já tínhamos acumulado a experiência de como estruturar a rede assistencial, tanto na atenção básica como na de média e alta complexidade. Já tínhamos informação suficiente de países exemplares como Nova Zelândia, Uruguai, Cuba, que usaram a testagem em massa como recurso de vigilância epidemiológica laboratorial extremamente efetivo para qualquer onda de contágio de Covid-19.

Passarmos pelo que estamos passando agora era algo perfeitamente evitável. Isso era sabido pelas autoridades sanitárias, especialmente, do Estado do Amazonas e, inclusive, do governo federal, na fala do presidente da República, que classificou como absurda nossa recomendação de lockdown, que foi acatada pelo prefeito de Manaus no final de setembro. Não nos ouviram, não ouviram a ciência e acabamos do jeito que estamos agora em Manaus. Um desastre sanitário e humanitário plenamente evitável.

Há semelhanças entre a primeira e a segunda onda, sobretudo na negligência das autoridades sanitárias e da população fortemente influenciada pelo negacionismo da epidemia, por crenças que não têm suporte científico, com indicações de medicamentos que não têm eficácia contra a Covid-19.

Qual tem sido o diálogo entre os pesquisadores da Fiocruz e o poder público amazonense?

Essa é uma relação um pouco complicada, porque é preciso sempre lembrar a todos que quando eu falo, falo por mim como pesquisador, não como representante da instituição. Cabe à presidência da Fiocruz, sediada no Rio de Janeiro, se manifestar em nome da instituição. Infelizmente tivemos um diálogo limitado com as autoridades sanitárias e fomos convidados, repetidas vezes, pela Assembleia Legislativa do Amazonas, para discutirmos os riscos de uma segunda onda, tendo sido, também, convocados pelos órgãos de controle como o Ministério Público e a Defensoria Pública. A ideia era discutirmos essa questão com técnicos da vigilância em saúde, da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas, da prefeitura de Manaus, mas infelizmente fomos ignorados.

Chegou a certo ponto que a própria Fiocruz, institucionalmente, manifestou-se por meio de sua chefia de comunicação no sentido de me coibir individualmente, enquanto pesquisador, de fazer essas recomendações, alegando que elas eram infundadas. Ainda afirmaram que a Fiocruz nunca tinha recomendado lockdown e que, portanto, eu não deveria falar sobre isso. Mas a verdade é que em uma rápida pesquisa no Google se encontram recomendações da própria Fiocruz do Rio de Janeiro ao Ministério Público local de que deveria se fazer um lockdown em maio de 2020.

Isso criou um desgaste porque tínhamos visões e interpretações diferentes do comportamento epidêmico em Manaus, da Covid-19, que infelizmente acabou sendo politizado. Inclusive alguns funcionários da Fiocruz deram entrevistas em alinhamento com o governo do Estado do Amazonas, criando uma sensação de insegurança na população e em muitos profissionais de saúde, bem como na imprensa, gerando uma confusão com as informações publicadas pela Fiocruz. Essas entrevistas estavam em total desacordo com os alertas que eu emitia. Neste embate ficou presumido que quem fala pela Fiocruz é a própria Fiocruz, que está no lado do governo do Amazonas, fazendo recomendações que amenizavam a real situação.

Infelizmente o tempo provou que tanto a Secretaria de Saúde quanto a posição institucional da Fiocruz acabaram levando informações que foram interpretadas de forma equivocada pela sociedade e pelos tomadores de decisão. Infelizmente eu não estava errado e digo isso porque não queria ver Manaus e o Estado do Amazonas mergulhados no caos, com muita gente morrendo fora dos hospitais, gente perdendo a vida de forma evitável e milhares de pessoas ficando com sequelas físicas e psicológicas pela Covid-19.

Em 2020 o Brasil bateu recorde, segundo dados do Registro Civil, com 1,3 milhão de mortes anuais. Foram mais de 195 mil somente de Covid-19. De pneumonia foram 72 mil. De Síndrome Respiratória Aguda Grave, 75 mil (sem diagnóstico de Covid-19). Parte desses óbitos poderia ser evitada?

Os dados são estarrecedores. Sabidamente o Brasil tem uma das maiores subnotificações não somente de morte, mas de notificações da doença. Quando se diz que fechamos 2020 com um pouco menos de 200 mil mortes, na realidade esse número é muito maior. O dado da pergunta é aquele que conseguimos identificar. Esse é o número oficial. Eu não quero comentar os dados do Registro Civil porque eles não dão a informação da causa básica de morte. Qualquer inferência que fizermos sobre esses dados, precisa ser cautelosa.

Um dado alternativo é o número de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave não especificada reconhecido pelo Ministério da Saúde. Se pegarmos os boletins epidemiológicos do Ministério, eles mostram que durante o ano de 2020 tivemos aproximadamente 80 mil mortes por esta causa no Brasil. Esse é um número muito alto, porque hoje devemos ter na realidade cerca de 260 mil mortos por Covid-19. Por quê? Porque no final de 2020 tínhamos perto de 200 mil mortes diagnosticadas de Covid-19, mais 80 mil de Síndrome Respiratória Aguda Grave não especificada, de modo que antes do ano passado o Brasil nunca havia notificado mais de 10 mil mortes por esta última causa. Não é possível que este ano tenha aumentado o total do número de mortes de forma tão violenta que não se possa associar estas mortes à pandemia do coronavírus. A razão desta subnotificação já sabemos: o Brasil é um dos países que menos testa para Covid-19.

Enfim, como o senhor avalia o anúncio da compra da CoronaVac pelo Ministério da Saúde? Podemos ter otimismo para o primeiro semestre de 2021 ou a vacinação da população deve se estender até o ano que vem?

O próprio ministro da Saúde já admitiu que não há a menor possibilidade de atingirmos coberturas vacinais superiores a 90% em 2021. Certamente essa campanha irá se estender para 2022. É uma questão sobre a qual precisamos refletir bastante. A CoronaVac é uma vacina segura, com uma plataforma tecnológica que nos dá uma certa tranquilidade sobre possíveis efeitos indesejáveis no médio ou no longo prazo, e com uma eficácia limitada.

A impressão que nós temos é que esta vacina, mesmo sendo segura, podendo ser conservada entre 2ºC e 8ºC e sem ser tão cara como as da Pfizer e da Moderna, tem uma eficácia menor, o que significa que demoraremos muito para sentirmos os efeitos da chamada imunidade de rebanho.

Portanto não é possível chegar à imunidade coletiva até setembro, por inúmeros fatores, seja a quantidade de vacinas, a dificuldade logística, a aplicação de duas doses e o desafio gigantesco de concatenar todas essas atividades, uma vez que se têm demonstrado enormes dificuldades para gerenciar a epidemia de Covid-19 no Brasil.

Qual tem sido a importância do SUS no combate à pandemia?

Se pudéssemos resumir em uma palavra, seria “fundamental”. Esse é o papel do Sistema Único de Saúde – SUS para garantir a saúde pública das pessoas, embora ele tenha muitos problemas de subfinanciamento e questões relacionadas à operacionalização. De qualquer maneira, ele sem dúvidas tem sido nosso esteio e nossa salvação durante a pandemia. Temos dezenas de milhares de equipes de Estratégia Saúde da Família – ESF, graças ao SUS. Além disso, há uma rede de atenção primária, secundária e terciária que consegue fazer uma grande articulação e cobertura da população que precisa de atenção médica especializada. Inclusive nesses momentos de crise e de saturação da rede hospitalar privada e da rede de saúde suplementar o SUS tem sido a salvação dos ricos e das pessoas que têm plano de saúde, mas não encontraram condições ou vagas para se internarem em hospitais privados. Esse é o cenário atual de Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).

Deseja acrescentar algo?

É importante entendermos a situação de Manaus não somente para o Brasil, mas para o mundo, porque tem funcionado como uma espécie de laboratório a céu aberto. Um lugar onde se deixa o vírus circular de forma livre, sem barreiras, com flexibilizações precoces, extemporâneas, sequências de erros feitas principalmente pelo governo do Estado do Amazonas.

Fica visível a cascata de erros não somente na condução da epidemia, mas também da previsão em relação à demanda hospitalar na capital. Isso deve ficar como um alerta de como não proceder. Essa série de erros cometidos devem ser vistos para que eles não voltem a se repetir em nenhum lugar do mundo.


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