Semana On

Segunda-Feira 20.set.2021

Ano X - Nº 461

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul atinge a triste marca de 2,5 mil mortes por Covid

Alta taxa de letalidade é o que evita falta de leitos de UTI no estado

Postado em 08 de Janeiro de 2021 - Redação Semana On

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Com o acréscimo de mais 25 óbitos nesta sexta-feira (8), Mato Grosso do Sul ultrapassa a triste marca de 2,5 mil vidas interrompidas por complicações da Covid-19.  

Até o momento, dezembro de 2020 foi o mês mais letal da doença com acumulado de 578, porém, em apenas sete dias de 2021 já houve a confirmação de 138 sul-mato-grossenses mortos por complicações do vírus. A média móvel indica que 23 pessoas faleceram por dia na última semana.

Os óbitos notificados no boletim de hoje referem-se ao período de 23 de dezembro a 7 de janeiro, de homens e mulheres com idades entre 47 a 90 anos, residentes em 12 municípios: Campo Grande (8), Dourados (5), Corumbá (2), Naviraí (2), Amambai (1), Aquidauana (1), Anastácio (1), Eldorado (1), Fatima do Sul (1), Itaporã (1), Miranda (1) e Mundo Novo (1).

Nas últimas 24 horas a Secretaria de Estado de Saúde recebeu a confirmação de 1.186 novos casos da doença nos municípios. Com isso, o total de infectados pela doença desde o início da pandemia no Estado chega a 141.649, o que representa que em torno de 5,01% da população de MS já foi infectada.

Conforme os dados oficiais, 1.346 amostras estão em análise no Lacen e laboratórios parceiros, e outros 7.135 casos aguardam encerramento pelas secretarias de saúde dos municípios.

Existem 12.672 casos ativos de Covid no Estado, sendo 12.095 em isolamento domiciliar. Os casos de internação abrangem 577 pacientes, 292 em leitos clínicos e 285 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O detalhamento do boletim Covid desta sexta-feira, 8 de janeiro pode ser conferido aqui.

Alta taxa de letalidade e UTIs

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, reafirmou que Mato Grosso do Sul atingiu o limite na abertura de leitos de terapia intensiva (UTI) para atendimento de pacientes com Covid-19, e disse que o estado somente não enfrenta a falta dessas unidades por conta da alta taxa de letalidade da doença.

Segundo Resende, a alta letalidade da doença em MS é o que evita a lotação nas UTIs. “Isso faz com que nós não tenhamos como ocorre em outras unidades da federação, de pacientes esperando vagar leitos de UTI”.

O secretário disse que mesmo enfrentado falta de mão de obra e de espaço para abertura de novos leitos de UTI, que o estado continua trabalhando para tentar viabilizar novas unidades.

O secretário disse que o descumprimento das medidas de proteção pela população, especialmente no Natal e no Ano Novo, refletiu diretamente no aumento de número de casos.


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